Muito mais emoções no FAM ontem. Antes da exibição do chatérrimo longa argentino La Peli, aconteceu uma homenagem à Ieda Beck, uma ativista do cinema catarinense e mãe dos meus queridos Deco, Inara e Fabíola.
Ieda faleceu em março e deixou sua última obra, onde estreou na direção, o documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar, sobre o genial músico catarinense que fez carreira internacional.
Deco me avisou que a família está trabalhando para fazer o lançamento que Ieda queria: um um show no Mercado Público que conte com muitos músicos de Florianópolis, no dia do aniversário de Luiz Henrique e de nosso Estado, 25 de novembro.
O secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knassel estava lá também mas para assinar o lançamento do edital do Prêmio Cinemateca Catarinense deste ano, já que não deve ter conhecido Ieda pois citou o nome dela errado. O montante é de R$ 1,9 milhão para 17 projetos , R4300 mil a mais do que na edição passada onde foi distribuído R$ 1,6 milhão para 13 produções.
Melhor o governo investir em cinema do que em outdoors por toda Santa Catarina não é?
Update:
Não poderia deixar de citar aqui o amigo Fifo Lima que em seu blog fez uma tocante carta-homenagem à Ieda Beck. O Fifo estreou na blogosfera com o Cine Luz, cheio de boa informação e personalidade.
− Estamos fodidos, Ralph − posso ouvi-lo dizer. − Inventaram a ferramenta perfeita para o Novo Idiota. Agora eles podem florescer, numa verdadeira terra de burrice e ganância. Podem infestar o planeta com tudo o que há de babaca e nojento que você puder imaginar, e todos eles vão parecer gente sensata. Agora, qualquer bundão banal, mentiroso, pode virar presidente dos Estados Unidos e ficar numa boa. Tudo quanto é desmiolado cabeça oca vai poder derramar os seus pensamentos podres nesse novo mecanismo, entortá-lo um grau fora do prumo e depois reenviar como uma forma de sabedoria. Você acha que a gente já chegou à Terra dos Mortos-Vivos? Não,Ralph. Estamos só começando!
O ilustrador inglês Ralph Steadman, comparsa de Hunther Thompson por 35 anos em uma puta matéria na revista Piauí em que ele fala sobre o grande Gonzo. Aqui ele conta sobre os anos 80 quando Hunther conheceu o computador pessoal e vislumbrou o que seria a Internet.
Não dá para negar que junto com tantas coisas maravilhosas há uma escumalha nesse mundo virtual. Nada diferente da vida real não é?
O amigo Dauro sabiamente escreveu sobre como o sábado no FAM foi um dia e tanto. Encontrei-o no começo da noite no Café Matisse junto com uma boa parte da alta cúpula da salinha do C.A .
Eu tinha ido às 14 h assistir o documentário Sistema de Animação, do Ledoux e do Alan Stone e tava fantástico. O filme feito na raça, sem edital algum, foi gestado por 5 anos e o cuidado da dupla rendeu um perfil espiritual de Lourival José Galliani, o "Toicinho" um músico genial de criatividade pura.
Pirei especialmente em duas cenas.
Numa, Toicinho dirige um Opalão com Alegre Corrêa na carona. O carro pifa e rola um momento engraçadíssimo. A fotografia embeleza ainda mais.
Em outra a luz é quase inexistente e da penumbra sai a voz grave do músico/inventor de engenhocas mil falando de uma personagem feminina que ele incorporou num longo jejum de namoradas. Brilhante.
Após a sessão Toicinho encontrou a atriz Júlia Lemmertz e como um fã de novelas disse à ela que ela deveria ter participado de Duas Caras. O sistema de animação nunca pára minha gente.
Verão que meus adjetivos não são exagerados e nem movidos por corporativismo algum. Aqui tem o trailer com cenas exclusivas que não estão no longa.
Depois dessa sessão inspiradora, um café com a rapaziada do Aplicação, o Zé Rafael - guia espiritual dos diretores de Sistema de Animação - Ive, do Cravo da Terra, e o Junão Gentil, que está com um programa na rádio comunitária Campeche 98.3 FM. Botamos o papo em dia. Cinema, música, os amigos distantes ( um deles, distante meeeeesmo, foi personagem de uma sincronicidade e tanto que renderá outro post).
Numa segunda sessão, vi o filme de outro amigão, o Ivaldo, que também dirigiu um documentário, sobre o artista plástico catarinense Luiz Henrique Schawnke. Ivi falou no seu blog que "... lá pra julho o filme de 17 minutos passa na TV Cultura e aviso a todos. Isso se antes não vasar no youtube".
Um cara lá no café Matisse definiu perfeitamente:" o FAM é uma enorme esquina e isso faz falta em Florianópolis". E tenho que bater palmas mesmo para a produção do festival que a cada ano melhora e cresce. O CIC, tristemente abandonado pelo Governo do Estado, está ficando pequeno para o FAM.
Uma boa novidade é que agora a cada noite uma banda se apresenta no hall do prédio. Ontem ouvi uma banda de metais, sopros e percussão de adolescentes e crianças de Videira. Detonaram nos standarts Asa Branca e Tico-Tico no Fubá e foram bastante aplaudidos. Deu gosto ver o sorriso de satisfação deles pela calorosa recepção.
E assim é uma semana de FAM. Intensa.
Perdoem o excesso de informação neste post, mas minha cabeça anda assim. Como disse um camarada, o Ulysses anda muito irado. Obrigado Tomate por me dar razão.
Tenho acompanhado o cara, citado aqui recentemente, e na última sexta passou uma matéria no Jornal da Globo mostrando o DJ Sany Pitbull. E olhem só, a pauta é a mistura brazuca que ele está fazendo junto com o grupo Tira Poeira: funk carioca e choro.
O saxofonista do Tira Poeira é o Samuca, ex-Iriê, florianopolitano radicado no Rio.
A versão de "O Morro não Tem Vez" ficou bem legal. Sou totalmente à favor dessas misturas.
E tou baixando um disco que devo comentar aqui breve que pode pirar o cabeção dos roqueiros mais tradicionais, daquele tipo que sempre fala no "bom e velho rock'n'roll" para justificar sua falta de curiosidade e preguiça mental.
"Não conheço ninguém da minha geração e classe social que nunca tenha tido experiência com drogas, mas paira na sociedade brasileira uma resistência hipócrita a discutir o assunto. Com freqüência temos que ouvir diatribes moralistas de "especialistas" como padres, que não sabem nada sobre o assunto: ouve-se, por exemplo, que "da maconha o viciado passa para as drogas mais pesadas", o que é o equivalente de se dizer que quem gosta de suco de abacaxi amanhã vai se apaixonar por suco de groselha. Os usuários não passam de uma droga a outra por um misterioso motivo químico ou bioquímico. Os usuários passam de uma droga a outra porque ambas vêm do mesmo traficante, que está em condições de dizer: hoje não tem do preto, leva do branco. Afinal de contas, o "branco" dá mais lucro, vicia mais, cria laços mais fortes com o tráfico que o "preto". Para quem não tem grana para o "branco", dá-lhe crack, essa droga horrorosa que é quase um caminho sem volta".
Duas estreantes - uma de Blumenau e outra de Florianópolis - e uma banda que recém voltou de uma tour pela Europa. É o Clube da Luta Floripa que acontece, excepcionalmente num sábado desta vez. Será no dia 7 de junho na Célula e o bicho vai pegar com Projeto Macumba, Mirábilis , Tijuquera e o DJ Zé Pereira fazendo a abertura e costura fina no baile.
O quinteto Projeto Macumba vem à capital pela primeira vez para apresentar sua mistura de rock com ritmos brasileiros, tais como maracatu, baião, coco, ciranda e o samba. A banda existe há três anos e desenvolve projetos que, como o Clube da Luta, visam fomentar a música autoral em Santa Catarina.
No dia 10 de julho organizam um evento do Clube da Luta em Blumenau, dando seqüência a programação de intercâmbio do Clube nas cidades catarinenses.
Já a Mirábilis ostenta um currículo que inclui dois CDs. O primeiro lançado em 2003, com produção de Luís Paulo Serafim, que já trabalhou com Roberto Carlos, Rita Lee, Lulu Santos, Skank, entre outros. O segundo CD, intitulado 'Mil Palavras' foi lançado em 2007, na capital paulista e tem distribuição da Azul Music
Este álbum rivaliza com o África Brasil o título de melhor disco de Jorge Ben. Cheio de clássicos como Os Alquimistas estão Chegando, O Homem da Gravata Florida e O Namorado da Viúva.
Em Tábua de Esmeralda, Jorge manda brasa e castiga o violão e a garganta num clima espontâneo de festa no estúdio, com seu canto chorado e suíngue malandro de samba 4/4. O mestre do samba-rock-afro-soul faz balançar com levadas tortas e letras que misturam ocultismo e textos alquímicos com celebrações. Discaço.
Primeira parte de uma entrevista com o guitarreiro Luis Vagner Dutra Lopes,um dos pais do samba-rock e compositor de inúmeros sucessos gravados por Demetrius, Ronnie Von, Wilson Simonal, Bedeu, Wando, Bebeto, Vanusa, Jorge Ben e inúmeros outros. O cara é uma máquina de compor.
Luís Vagner canta paca e suinga maravilhosamente no violão de nylon bluesy. O entrevistador é o jornalista Toninho Spessoto.
Grande notícia que li no Biscoito. Aqui o primeiro trecho:
Filosofia e sociologia de volta como matérias obrigatórias no ensino médio
"Se a filosofia e a sociologia não tivessem sido abolidas do currículo médio pela ditadura militar em 1971, a discussão sobre a educação no Brasil hoje com certeza estaria se dando em bases um pouco mais sofisticadas, sem a tediosa repetição de clichês e o previsível ping-pong entre focalismo e universalismo. Por isso, é excelente a notícia da volta da obrigatoriedade das duas disciplinas no ensino médio. Trata-se, finalmente, da restauração de parte do que foi destruído pela reforma educacional da ditadura, que começa com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Superior, a 5.540/68 – marco na tecnificação da universidade brasileira – e se confirma com a 5.692/71, que joga para escanteio a filosofia e a sociologia e instala as famigeradas Educação Moral e Cívica e OSPB. Não custa lembrar que em 2001 o Congresso Nacional já havia aprovado a restauração das duas disciplinas, mas Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo, vetou.
Depois de uma busca bem exaustiva, não consegui achar um único profissional ligado à educação que fosse contrário à medida. Talvez algum contra-exemplo exista, mas é notável a quase unanimidade do apoio à lei entre quem trabalha com o ensino. Como sempre acontece quando qualquer reforma de ensino é proposta, um argumento se repete: o ensino médio brasileiro é muito ruim e acrescentar duas disciplinas não adianta. É uma variação do pseudo-raciocínio que preconiza que não adianta mudar nada até que se mude tudo: pensamento típico de uma geração que não estudou filosofia e que, portanto, não adquiriu instrumentos para formular a relação entre a parte e o todo, entre a singularidade e a totalidade. Ficamos engessados na paralisia ante o ruim de tudo. Qualquer ação localizada é imediatamente bombardeada com o pseudo-argumento de que o todo continuará o mesmo... "
I Love Music dos O'Jays embala os participantes do Soul Train, programa de TV norte americano que foi ao ar de 1970 até 2006 e continua sendo reprisado.
"Eu vou falar uma coisa muito temerária, mas acho que as pessoas vão se fartar de ouvir mp3. Na verdade não se ouve mp3, eu vejo a maioria das pessoas ouvindo I-pod nos aviões, andado pela rua, falando com outras pessoas sem tirar o fone do ouvido. Isso não é ouvir música, isso é um fundo musical. Não tem o ato ritualístico de ouvir música. É como a válvula. Em 89, em Los Angeles, quando eu tava lá, eu queria um amplificador à válvula e tinham que pegar a válvula no estoque, porque não se fabricava mais. Hoje é impossível conceber um amplificador que não seja à válvula. Eu acho que vai voltar o vinil, porque os audiófilos não tão a fim de mp3. A virada vai ser a coisa inversa, o álbum vai virar um artigo de luxo, vai ser muito caro e neguinho vai comprar. As pessoas vão verificar que a única maneira de combater a pirataria é transformar o disco em vinil, que não é possível piratear".
"Não sou político, sou simplesmente um artista. Mas a questão é definir a arte como um passatempo fora do contexto da vida diária dos homens, ou como um meio para preservar o significado original da existência humana. A política não é tarefa dos artistas, mas, na minha opinião, temos a obrigação de tomar uma clara posição, qualquer que seja o sacrifício que isso acarrete, se a dignidade do homem estiver em jogo."
Pablo Casals (1876-1973), regente e violoncelista catalão que lutou na Guerra Civil Espanhola do lado certo.
Neste novo álbum os Pinker Tones privilegiaram o inglês mas a mistura no som ainda equilibra muito bem o eletro, a bossa nova, a música espanhola, o funk, o rock e muitos outros ritmos chacoalhantes.
Para os ufanistas tem até uma cuíca malandra na faixa Biorganised.
Volta e meia eles pousam em Buenos Aires para tocar. Bem que alguma dessas casas que anunciam sempre o "melhor DJ da última semana" pelas revistas tal, podiam abrir os olhos e ouvidos e trazer os caras para Santa Catarina. É biscoito fino recheado de puro groove.
Rapeize ligada nas artes audiovisuais e que gosta de bom cinema, fiquem atentos que do dia 6 ao dia 13 de junho acontece em Floripa o FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul, festival que traz, gratuitamente, uma semana recheada de ótima programação cinéfila.
Para maiores informações dêem uma olhada no blog e no site.
Recebi do amigo Marcos Stroisch o trailer de seu curta Desilusão que será exibido no festival na terça, 10 de junho, às 19:30 h. Coisa boa ver/ouvir nosso sotaque na telona.
Olha só quem é que tá no filme. O Gringo Starr, controverso ex-agitador do róque florianopolitano que agora empresta seu talento à sétima arte.
Só o amor constrói! E eu não acredito nesse lance de rixa o que existe é uma cambada de babaca pelo mundo que quer de alguma forma se afirmar em cima do vizinho. E a mídia ainda instiga isso!
Gustavo Benjão, guitarrista da banda Do Amor em entrevista para o Urbanaque.
Parece ficção científica. Um filme catástrofe. Mas talvez seja verdade.
Vários cientistas estão afirmando que o aquecimento global pode descongelar o que chamam de clathrate, que é o metano misturado à água congelada nas profundezas dos oceanos.
O metano é 25 vezes mais danoso do que o gás carbônico e pode acelerar o processo de aquecimento e provocar mudanças rapidíssimas no clima da Terra.
E olha só no mapa onde estão ocorrências destes depósitos de metano congelado. Que meda.
Vocês sabem que as notas que estão aqui são, normalmente, aquelas publicadas na coluna De Olho na Capital, na página 3 do jornal Diário do Litoral, o DIARINHO. E lá, como em todo jornal de papel, o espaço é finito. Num blog não é, basta rolar a tela e continuar escrevendo.
Por isso, tive que dar, no jornal, a seguinte explicação:
“Recebi ontem uma cópia do livro “A descentralização no banco dos réus”, em que Nei Silva, da revista Metrópole, entrega as negociatas que fez com o governo LHS. Um escândalo. Depois de muito pensar, decidi deixar o espaço da coluna para as boas memórias de 1968. O escândalo ficou pra amanhã.”
É possível que, com esta decisão, tenha deixado de publicar primeiro, ou pelo menos junto com outros colegas, alguma coisa sobre esta bomba que acaba de estourar no colo do governo. Mas pensei cá com os meus botões: escândalo tem todo dia. Este não será o último. E entre recordar um tempo em que estávamos unidos em lutas que pareciam mais dignas e cortar o material para caber a lama do dia, preferi manter o espaço todo para 1968.
Como a coisa é muito quente, provavelmente não conseguirei esperar até amanhã. E isso beneficiará os leitores do blog, que talvez tenham aqui notas sobre isso hoje, ao longo do dia, à medida em que for preparando o material do jornal. Uma inversão: em vez de ler aqui o que foi antes enviado para o jornal, lerão primeiro aqui o que depois será mandado para lá.
Em 2001 produzi um inesquecível show com as bandas Pipodélica e Mopho no Havana Bar, tradicional ponto que eu gerenciava na época.
Mais de 300 pessoas lotaram os três andares do antigo casarão na Rua Saldanha Marinho, centro de Florianópolis. No térreo onde estava o palco minúsculo, platéia e bandas eram uma massa indistinta. Mojitos e chopps fluiam incensantemente de mão em mão. A vibe era de "uma pessoa só".
Tudo ficou tão tranquilo que pude me dar o luxo de esquecer que estava trabalhando e curti os dois shows de cabo a rabo.
Na última sexta estávamos eu, Xuxu e o Márcio Leonardo lembrando desta noite e de como a gente pirou nessa banda doida que é a Mopho.
A rapaziada desceu o Brasil dentro de um carro apertado com os equipamentos para divulgar seu primeiro CD lançado pelo grande Calanca, da Baratos Afins, que também seria responsável pelo Simetria Radial da Pipodélica.
Chegaram aqui e logo depois de uma esfumaçada introdução, a rapaziada buena onda me deu uma cópia do CD e após uma audição, o álbum do quarteto psicodélico de Maceió entrou no meu rol dos maiores discos do rock brasileiro. Peguei o violão e tirei uma música que me encantou de prima. Coincidentemente a Pipodélica a colocou no seu repertório. Chama-se "Não Mande Flores" e você pode ouvir aqui:
O site do jornal britânico The Times publicou uma matéria sobre os emos fazendo um contraponto entre o protesto dos jovens de franja longa ingleses e a violência contra os estilosos da América do Sul.
Lá na Ilha do Norte o suicídio de uma garota de 13 anos levou uma parte da mídia a demonizar bandas de emocore. Aquela velha babaquice de sempre.
Aqui no Novo Mundo a homofobia dá o tom do preconceito contra os emos que descamba para a agressão e linchamento.
O trecho da matéria que me chamou mais a atenção descreve fato ocorrido no Peru. O cantor Junior Medina, de um grupo de destaque na cena local - Eiana - foi convidado para um debate na TV no programa Enemigos Intimos. Junior e outros dois companheiros de banda sacaram que os outros participantes eram impostores e abandonaram o estúdio no primeiro comercial. Esperaram até 1 da madrugada para flagrar, e filmar, os falsos emo - na realidade empregados da emissora - saírem do trabalho. Medina postou o vídeo no Youtube. O jornal peruano El Comercio repercutiu e a produção do programa foi obrigada a se desculpar.
"Eu bebo moderadamente, já usei drogas e eu gosto da maconha. Eu tenho uma visão diferente dos americanos sobre ela.
O pai da minha melhor amiga, Sasha, era o astrônomo Carl Sagan. Ele era o maior fumador de erva do mundo e era um gênio. Eu nunca fui uma grande fumadora mas eu penso que a visão da América sobre a maconha é ridìcula. Fala sério! Se todas as pessoas fumassem o mundo seria um lugar melhor.
Eu não digo ficar chapada o dia inteiro. Acho que se for usada inapropriadamente, a maconha pode bloquear a criatividade e te deixar muito ensimesmado".
A atriz Kirsten Dunst no jornal britânico The Sun, em abril de 2007.
A poucos dias comentei a influência de James Brown no estilo de Michael Jackson. Hoje trago um vídeo mash up mostrando que Fred Astaire entrou no molho do garoto prodígio da Motown, também.
Richard Adler editou este vídeo com um objetivo nobre. " Eu amo ambos Astaire e Michael Jackson. Quero que os jovens conheçam as coisas de Astaire, é por isso que fiz isso". So do I, Richard.
Uma revendedora de carros da cidade de Butler, no Missouri (EUA) está com a seguinte promoção: compre um carro e ganhe uma arma.
A promoção Guns and Gas (Armas e Gasolina), da revendedora de veículos Max Motors, dá ao cliente que comprar um carro a chance de escolher entre um revólver ou um cupom de gasolina no valor de U$250 (R$ 415).
"Até agora 80% dos clientes optaram pelo revólver", disse Walter Moore, um dos gerentes da loja, à rede de televisão KMBC.
Quem perdeu de ver nos cinemas dos shoppings Shine a Light, o documentário de Scorcese com os Rolling Stones, ainda pode assistir lá no Sol da Terra na Lagoa. Se liga que é um filmaço e fica em cartaz até quinta.
Após 20 anos longe das drogas, Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, voltou a se internar numa clinica de reabilitação. O rockstar de 60 anos caiu na lama e se pirulitou para o Las Encinas Hospital em Pasadena, California.
Bizarramente, ou não, o lugar é a locação de um reality show , o Celebrity Rehab with Dr. Drew, que estreou este ano.
Essa foto me lembrou uma certa noite em que atravessando a ponte Pedro Ivo, olhei para o Hotel Coral Plaza, no alto da Felipe Schimidt. Lá na cobertura o letreiro de neon com o nome do estabelecimento estava com a letra C apagada.
Uma das primeiras fotos de Marte feitas pela sonda espacial Phoenix que pousou no planeta vermelho ontem, domingo 25 de maio, após uma viagem 9 meses e 21 dias.
As imagens estão sendo publicadas numa página da Universidade do Arizona que é responsável pelo projeto junto com a NASA.
A cultura é um vetor de desenvolvimento pessoal, de progresso, de convívio. A cultura não vai resolver o problema da distribuição de renda e nem de violência, mas ela dá um nível de satisfação e de participação que as pessoas precisam e esperam.
Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura de São Paulo em entrevista à Carta Capital.
Essa é loucura cyber total. De acordo com o blog Brainwash Cafe
"Enquanto estamos aqui, existem laboratórios e equipes trabalhando ao redor do mundo em sistemas que vão conectar diretamente chips de silicone aos nossos circuitos neurais, e pode ser uma surpresa para você que alguns estejam prontos para o lançamento comercial , pelo menos de acordo com um relatório do World Technology Evaluation Center e anunciado por um boletim da University of Southern California (USC)".
Yeah bring me champagne when I'm thirsty. Bring me reefer when I want to get high. Yeah bring me champagne when I'm thirsty. Bring me reefer when I want to get high. Well you know when I'm lonely Bring my woman set her right down here by my side
Well you know there should be no law on people that want to smoke a little dope. Well you know there should be no law on people that want to smoke a little dope. Well you know it's good for your head And it relax your body don't you know.
Everytime I get high I lay my head down on my baby's breast. Well you know I lay down be quiet Tryin' to take my rest. Well you know she done hug and kiss me Says Muddy your one man that I love the best.
I'm gonna get high Gonna get high just as sure as you know my name. Y'know I'm gonna get so high this morning It's going to be a cryin' shame. Well you know I'm gonna stick with my reefer Ain't gonna be messin' round with no cocaine.
Os bem-intencionados Trabalhistas da Inglaterra estão apoiando a reclassificação da maconha de uma droga classe C para classe B, aumentando a repressão e as punições contra os usuários, o que contraria a política que o mesmo partido vinha mantendo e que estava diminuindo o número de usuários.
O primeiro-ministro Gordon Brown desconsidera com esta guinada, o comitê criado por ele próprio para assessorá-lo no assunto.
O contrasenso é apontado por inúmeros comentários no site do partido, dos quais destaco um do filiado que se apresenta como Douglas:
"Esta mudança me impeliu a cancelar minhas doações anuais ao partido e está me fazendo considerar seriamente minha filiação, esta política de "editoriais do Daily Mail" me lembra dos anos "Tory" de Thatcher e Major. Gordon Brown está se revelando um bufão em não ouvir os especialistas e eu acredito que este estilo vai resultar em duas coisas: um próximo governo conservador e ele irá para a história como o pior primeiro-ministro trabalhista de todos!"
Eu achei isso tão legal. Daí pensei cá comigo se os nossos principais partidos já entraram na era Web 2.0 e também estão abertos ao diálogo em seus sites e abrem os comentários nas notícias e artigos. O que constatei foi o seguinte:
Cróton selvagem, tinhorão lascivo,
planta mortal, carnívora, sangrenta,
da tua carne báquica rebenta
a vermelha explosão de um sangue vivo.
Nesse lábio mordente e convulsivo,
ri, ri, risadas de expressão violenta
o Amor, trágico e triste, e passa, lenta,
a morte, o espasmo gélido, aflitivo...
Lésbia nervosa, fascinante e doente,
cruel e demoníaca serpente
das flamejantes atrações do gozo.
Dos teus seios acídulos, amargos,
fluem capros aromas e os letargos,
os ópios de um luar tuberculose...
Curta-metragem "Ópera do Mallandro" de André Moraes que "conta a história de um garoto que, em sua última prova de recuperação na escola, tem a tarefa de escrever um texto em 15 minutos. Durante o processo criativo, o menino embarca por um universo musical cheio de personagens e mitos dos anos 80 revividos em quatro números musicais embalados por releituras de sucessos do Sérgio Mallandro".
Vocês já viram a nova logomarca e o novo discurso dos Democratas (ex-PFL,ex-PDS,ex-Arena, ex-UDN) na propaganda de TV ?
Agora abraçaram a causa daquela "raça" que sempre lutou pelo desenvolvimento sustentável e preservação do meio-ambiente. Que bom. Mas eu acho que o negócio deles com o meio-ambiente é gramar tudo e fazer um campo de golfe.
"O Partido Democratas (antigo PFL) apresentou sua nova identidade visual, que têm o desenvolvimento sustentável e o meio-ambiente como temas centrais. Desenvolvida pela XXXXXXXXXX, a nova logomarca pretende transmitir as novas bandeiras do partido, que englobam a luta pela preservação da água, energia e o aproveitamento do ambiente de forma racional.
O novo logotipo traz uma árvore, cuja copa é composta por letras D estilizadas, em referência ao nome do partido, nas cores verde e azul, que remetem ao meio-ambiente e a sustentabilidade, respectivamente. Junto com a identidade, também foram desenvolvidos os novos slogans do partido, que são 'A força das Novas Idéias', 'Segurança pela Vida' e 'Liberdade para Crescer'".
Manja só essa apresentação demolidora de um clássico do Black Sabbath que faz parte da trilha de Iron Man , filme que estreou recentemente nos cinemas.
A justiça chilena encerrou o caso que investigava a morte do cantor e compositor Victor Jara, assassinado em 1973 nos primeiros dias após o golpe que depôs o presidente Allende. O juiz Juan Fuentes Belmar terminou o processo com um único culpado: o coronel da reserva do Exército Mario Manríquez Bravo.
A frustração foi grande pois nem mesmo a identidade do "Príncipe", indicado por testemunhas como o autor do assassinato de fato, foi revelada.
O músico foi morto à bala após ter tido as mãos decepadas. Dizem que o militar que o matou gritava para que tocasse assim.
Victor Jara era comunista e uma espécie de "Geraldo Vandré" chileno. Era filho de camponeses de origem mapuche. Foi detido no dia do golpe, pego de surpresa na Universidade de Santiago e levado ao Estádio Nacional ( que hoje leva seu nome) onde foi morto no dia 16 de setembro de 1973.
Nove entre dez amigos acham que eu pirei quando lhes digo que tenho curtido o funk carioca.
Muito além dos estereótipos há uma música moderna, dançante, alegre e que é muito respeitada lá fora, onde é vista como aquilo que é: a moderna música eletrônica brasileira.
Saca só na foto o DJ Sany Pitbull em ação na Estônia. O cara é fera nos samplers e mistura uns rocks atuais, tipo White Stripes, com o batidão de subgraves que quando bate você não sente dor.
A imagem foi feita pelo finlândes DJ Rideon, dono do blog Rio Baile Funk.
Vejam o cara em ação numa festa na Casa Rosa, no Rio de janeiro.
Saiu uma matéria na editoria de Geral do DC sobre as imagens inusitadas captadas pelas camêras do Ipuf.
São cenas que vão desde acidentes com motoqueiros voando até "ocupantes dos veículos infratores sem roupa".
Para aqueles que tentam esconder a placa, diz o engenheiro Lírio Legnani, do Ipuf, que — Com os recursos que a tecnologia nos disponibiliza, conseguimos identificar todos os carros mesmo com a placa sendo ocultada. Será? Nesse caso da foto como é que fazem? Indentificam pelas pregas? Camêras ultrasensíveis?
O assunto é a rua. As manifestações ao redor do mundo, a revolução sexual, o rock'n'roll, as drogas, as ditaduras, as greves, os protestos. Dois dos diversos entrevistados são o historiador Eric Hobsbawn e o ex-presidente Fernando Henrique, que estavam em Paris naquele ano. 23 minutos de duração.