terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Despetalou


Showzaço o de Rebeca Matta e a Orquestra Sônica no último sábado lá na Célula Cultural. A cantora e compositora baiana mostrou ao que veio junto com uma banda estupenda, com destaque para o baterista Emanuel Venâncio e o guitarrista Cássio Nobre. Os dois mostraram uma grande sintonia, fruto de longa amizade, segundo o Cássio.

Ao vivo a banda deu um tremendo peso rocker às canções do disco Rosa Sônica e para algumas versões, entre elas uma baita execução de " O Mistério do Planeta" dos Novos Baianos. E debaixo desse peso roqueiro surgiam as referências brasileiras aqui e ali num mosaico sonoro que teve um grande impacto no público. Nota 10 para o VJ que criou um clima e tanto para acompanhar a boa música.

Espero que Rebeca leve bem a sério a idéia de morar em Floripa. A baiana manifestou essa vontade durante e após o show. Leia lá no site/blog dela, onde está reproduzida a cobertura do acontecimento feita por Júlia Eleguida, querida leitora do Esquerda Festiva, para o site Tô Puto.

Depois do show a rapaziada foi curtir a festa realizada no puteiro Fênix, lá no Centro. Mas não tava muito legal e fomos num pequeno grupo tomar umas e outras no carro de lanche na cabeceira da ponte Hercílio Luz. E ali tava rolando o maior clima. Boteco cheio e todo mundo cantando sambas. Era gente vinda de várias nights se encontrando lá. Inclusive muitos fantasiados, até uma família com um bebê de colo. Tava muito legal e fechou a noite com chave de ouro. "Se você pensa que cachaça é água..."

E essa vinda da cantora e compositora baiana rendeu ainda a gente ter conhecido o grande Kuru, produtor da turnê, um mineiro sangue boníssimo e alto astral que certamente vai ser grande parceiro de luta em 2008.

Kuru e o baterista Emanuel Venâncio, uma figuraça que não deixou a cerveja nos faltar jamais, estão aqui nesta foto que fiz ao amanhecer. Da esquerda para a direita, Natascha, Ariela, Gustavo, Emanuel e Kuru.



PS: A foto da Rebeca é de Cassiano Ferraz.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Brasil, mostra tua cara

Hoje trago um dos melhores programas da TV brasileira, o Provocações de Antônio Abujamra e Gregório Bacic.

Neste dia o foco foi a prostituição e o convidado no estúdio foi Oscar Maroni, controverso empresário do ramo da putaria. Aliás, pelo que me consta, foi o único punido na queda do avião da TAM em São Paulo no ano passado. Nessa zona que é o Brasil a história é bem simbólica. Leia um pouco sobre ela aqui.

Voltando ao Provocações, reparem só na entrevista com a Candelária, presidente da Associação Sergipana de Prostitutas e na matéria de rua feita em Aracaju.










sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Política Cultural em SC? Cadê?

Carlos Damião mandou muito bem neste post hoje em seu blog, recomendadíssimo.

"Santa Catarina já teve o maior prêmio cultural do Brasil, o concurso de literatura Cruz e Sousa, criado no governo de Jorge Bornhausen e reeditado na administração de Esperidião Amin. A repercussão nacional foi extraordinária, tanto na primeira, quanto na segunda fase. Hoje, o maior prêmio do gênero no País é o de Minas Gerais, que distribuirá mais de R$ 200 mil para os vencedores (a maior parte do prêmio para escritores mineiros).

Qual a relevância cultural de Santa Catarina no plano nacional hoje?

Nenhuma.

Não há qualquer evento que se destaque. Simplesmente porque o atual governo não tem uma política cultural. Apóia iniciativas isoladas, que não contribuem para a projeção nacional do Estado
".



Apesar desse governo babaca, nouveau-riche, tem gente que trabalha, sem um puto dos cofres públicos, para fazer algo pela cultura deste Estado. Enquanto isso eles apóiam campeonato de golfe em campo de propriedade de um senador que nunca recebeu voto algum.

Sorteio

Salve amigos e amigas. Tou com 2 convites para o show da Rebeca Matta no sábado lá na Célula Cultural Mané Paulo/Bye Bye Brasil(leia o post anterior) e estou dando para os dois primeiros leitore(a) s que postarem um comentário com o nome completo. Os mais agilizados ganham 1 ingresso que vai ficar a disposição na porta do evento.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Pétalas vibrando


E a Célula Cultural Mané Paulo/Bye Bye Brasil recebe no próximo sábado, 26 de janeiro, a cantora e compositora baiana Rebeca Matta numa produção local da amiga Ariela Grubert da Floripaorama Produções. Pela primeira vez em Florianópolis, a artista vêm lançar seu terceiro álbum, Rosa Sônica , numa turnê que já passou por Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre.

Rebeca une as raízes brasileiras com o trip-hop e o pop industrial resultando num som bem pop e experimental na medida certa. Em Rosa Sônica ela traz sonoridades bizarras, agressivas e densas à serviço de ótimas canções que ao vivo devem ficar bem interessantes tocadas pelo power trio formado por Emanuel Venâncio (bateria), Marcos Kiêta (baixo) e Cássio Nobre (guitarra) junto às programações de Boing pilotando o laptop.

Quem ainda não conhece precisa visitar a Célula Cultural Mané Paulo/Bye Bye Brasil. O lugar, que também a casa nova do Clube da Luta, será palco de grandes momentos da música em 2008 podem crer. Embaixo o mapa, lembrando que é só clicar na imagem para ampliar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

"São muitas manobras..."

No último dia 14 de janeiro, uma segunda, eu e meus comparsas de Coletivo Operante, Luiz Maia e Guilherme Ledoux acompanhamos a lenda Valdir Agostinho num show na Mostra Multicultural de Florianópolis, no Sol da Terra , na Lagoa da Conceição.

Após uma noite de apenas 2 horas de sono, fui passar o som e por conta de outros compromissos e do trânsito infernal fiquei com a roupa do corpo e sem banho até a hora do show. Vendo meu abatimento e estado deplorável Valdir fez uma das suas preparações espirituais e realmente me fez sentir-me bem melhor.

E no espetáculo Valdir deu um show de carisma. O pequeno teatro do Espaço Cultural Sol da Terra estava lotado e com uma vibração incrível. É sempre um prazer tocar lá. A acústica é excelente e o pessoal da casa recebe muito bem. Em especial o amigo Airton Perrone, que num papo antes do show estava contando sobre uma história absurda que envolvia o delegado Elói - aquele que prendeu Gilberto Gil com uma bagana em 1976 - a juventude de Floripa nos anos 70, os surfistas e uma certa noite de guerra na Beira-mar Norte. Vou apurar sobre este caso e conto aqui no futuro.

Vários vídeos desta apresentação foram colocados no YouTube pelo Djgajeta.Dá uma olhada.


"Joaquina"


"Vida de Pescador"


"História do Lixo"

Guitar hero




Acabei de ler a autobiografia de Eric Clapton. Vivendo a melhor época de sua vida, ao lado da esposa Melia e das três filhinhas, o grande guitarrista abriu o verbo e conta tudo sobre a vida de sexo, drogas e blues.

Deixo vocês com o parágrafo que encerra o livro:


"A cena musical como a vejo hoje é pouco diferente de quando eu estava crescendo. Os percentuais são aproximadamente os mesmos: 95% de lixo e 5% puro. Contudo, os sistemas de marketing e distribuição estão no meio de uma enorme guinada, e por volta do final desta década creio ser improvável que qualquer uma das gravadoras ainda esteja no negócio. Com todo o respeito a todos os envolvidos, isto não seria grande perda. A música sempre vai achar um caminho até nós, com ou sem negócios, política, religião ou qualquer outra baboseira ligada a ela. A música sobrevive a tudo e, como Deus, está sempre presente. Não precisa de ajuda, e não é obstruída. Ela sempre me encontrou e, com a benção e permissão de Deus, sempre haverá de encontrar".

Geléia geral


Cada um, cada um

"Um peixe nada no oceano e -- independente de quão longe nade -- não há fim para a água. Um pássaro voa no céu e -- independente de quão longe voe -- não há fim para o ar. Contudo, o peixe e o pássaro jamais deixaram seus ambientes. Quando as atividades deles são amplas, seu campo é amplo. Quando as necessidades deles são pequenas, seu campo é pequeno. Assim, cada um cobre totalmente sua área, e cada um experimenta completamente sua realidade. Prática, iluminação e pessoas são assim".

Zen Master Dogen, em "Moon in a Dewdrop".

Via Samsara.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Glamour, suor, rock e sinuca





Absolutamente fantástica a noite de ontem no Clube da Sinuca. Zuleika e Os Confirmados e Cabaret (RJ) criaram o clima e galera despirocou. Destaque para o Zimmer, dos Ambervisions, que estava possuído, como pode se ver na foto.

Zuleika está com a banda nos cascos, afinadíssima e quebrando tudo. E os cariocas do Cabaret, com o carismático frontman Marvel, apresentaram um glam-rock contraditoriamente sem frescuras, ou seja rock sujo, pesado e dançante.

Vinil Reloaded



E depois do pesar de ficar sabendo, através do blog do Marquinhos, que a Polysom - última fábrica de vinil do Brasil - vai fechar, veio a ótima notícia: a Monstro Discos de Goiânia adquiriu uma prensa para fabricar as bolachas.

Quem avisa é o Zimmer, que prepara o lançamento do novo disco dos Ambervisions no formato analógico pela gravadora goiana.

Mais informações e um papo do André Seben, chapa jornalista e guitarrista da banda Os Chefes, com Willian de Carvalho, dono da Polysom, você pode ler aqui.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Um ano e tanto



2008 começou com tudo para o Clube da Luta em duas festas no Clube da Sinuca que levaram o povo de Floripa de volta às noites de verão da Lagoa, lotada de turistas.

Agora na próxima sexta, 18 de janeiro, inaugura a sede própria na Célula Cultural Mané Paulo/ Bye bye Brasil , empreendimento encabeçado pela banda Tijuquera e tocado cooperativamente. No excelente e espaçoso palco do Mané Paulo travarão o bom combate contra a mediocridade, as bandas Missiva, Stereo Maracanã - convidada do Rio de Janeiro - Coletivo Operante, John Bala Jones e o guitarrista Luciano Bilu.

E a presença do Clube da Luta no Planeta Atlântida, realizado em Floripa no último final de semana, marcou um passo à frente para toda a música catarinense e se tornou uma noite histórica. Não pude estar presente mas a festa está muito bem relatada e comentada pelo Marcos Espíndola, um entusiasta e parceiro de primeira hora, em seu blog e nesta matéria dele no DC. Imagens podem ser vistas lá no site do Clube da Luta nas fotos de Cassiano Ferraz, outro grande lutador.

E isso aí minha gente. Pra frente é que se anda com mais prática e menos blá-blá-blá.

Subindo...





E no sábado outra baita festa-show acontece no Clube da Sinuca: a Rocket de Tiaguinho Franco que traz a banda paulista Forgotten Boys, os florianopolitanos da Dellamarck e três duplas de Dejotas, Fábio "Mutley" Bianchini & Marcos Espíndola, Loli Menezes & Grazy Meyer e Punktun & Manu. A casa vai cair podes crer.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Rir é o melhor remédio




Charge do Jaguar, lembrando que é só clicar na imagem para ampliá-la.

















Segue um causo envolvendo o cartunista em uma visita à Florianópolis. O texto é de Emerson Gasperin:


O crepúsculo nem tão festivo da esquerda


Parecia uma boa idéia. Realizar a palestra com o histórico intelectual de esquerda em um bar, habitat natural das conspirações festivas que ele integrara. A euforia causada pelo álcool imprimiria um tom descontraído à conversa e, com sorte, estimularia o convidado ilustre a revelar inconfidências que não poupariam nem seus antigos sócios no monopólio da resistência. Jornalistas de ontem, hoje e amanhã lotariam as dependências para ouvir daquele senhor um relato impressionante sobre o período verde-oliva do Brasil, enquanto bebericavam algo e conferiam as silhuetas das jovens que flanavam pelo local. No mínimo, seria mais divertido do que ler os livros de Elio Gaspari. Correu tudo conforme o combinado. Ou seja, deu tudo errado.

Ultrapassando as expectativas etílicas a seu respeito, o histórico intelectual já chegou de porre. Havia passado a tarde inteira e o começo da noite em um boteco regando o verbo e alimentando sua lenda pessoal. Às 11, hora marcada para o compromisso, sua dicção estava mais embaralhada do que seu raciocínio. Até aí, nada que empanasse o folclore. A disputa pela atenção enfrentaria obstáculos mais graves: a abundância de espécimes felinas mais interessantes que o palestrante e o retorno ao Brasil de um colega que ficou 14 meses viajando pela parte do planeta que a administração Bush pretende transformar em uma gigantesca quadra de basquete. De repente, escutar as últimas de Cabul com um olho na estagiária ao lado seria mais útil à profissão do que descobrir métodos para driblar a Censura.

Contra o lendário subversivo, o colega tinha a seu favor todo o mistério do Islã e a cumplicidade de seus velhos conhecidos. Para arrematar, não se entendia nem escutava nada do que o tiozinho tentava falar, salvo o movimento de perdigotos em direção ao microfone. Não demorou muito para se perceber de onde viriam as revelações surpreendentes. O colega contava seu relacionamento com o Taleban (“é um movimento gay”), a difícil sobrevivência em um ambiente de guerrilha (“pelo menos, o cigarro é barato”) e o rigor das muçulmanas (“não interagi com nenhuma”). À guisa de lembrança, sacou uma burca, medalhas alusivas à ocupação soviética, uma bandeira vermelha com o perfil de Lênin e um item que imediatamente se tornou objeto de culto e adoração: uma nota de 250 dinares com a efígie de Saddam Hussein, contrabandeada por soldados americanos.

Era novidade demais diante dos lugares comuns que o convidado tinha para expor. Inconscientemente ou não, ele reconheceu a batalha pelos holofotes como perdida e levantou-se, acometido por um ímpeto urinário. Acompanhado por um chargista (seu fã), dirigiu-se ao único banheiro do local. Ocupado. O chargista bateu na porta alertando para a emergência da situação, sem resposta. Então o intelectual declarou com a língua enrolada: “Não vai mais ter palestra nenhuma”. E baixou o olhar. A mancha escura em sua calça cáqui reproduzia o mapa do Chile, um filete que ia da virilha até a canela. O chargista ainda alegou que, se derrubasse cerveja em sua roupa, ninguém ia notar nada. Mas o clima - ou a atmosfera - já estava irremediavelmente comprometido. O sonho acabara.

Quase ninguém acusou a retirada do intelectual. Humilhado, o veterano de grandes causas perdidas, exemplo de valentia na sala de tortura e ícone da luta pela liberdade, voltou para o hotel sozinho, tendo de convencer um taxista a levá-lo naquele estado. Na saída, ainda foi interpelado por outro admirador: “Oi, sempre me inspirei em seu trabalho e...” “Pô, vocês aqui são foda!”, interrompeu o prócer da imprensa combativa antes de evaporar. Lá dentro, na mesa do fundo, o colega continuava com o ibope alto devido à milonga afegã, sem se importar com o destino de sua cédula de dinar. No banheiro, alheios ao drama nefrológico do intelectual, dois amigos do viajante faziam o que nem todo o poderio militar do Pentágono conseguiu: deixar o ditador iraquiano de cabelos brancos.

Mais Tim


Essa recolhi do blog Quem é Doido? do baiano Marcelo Stern:






"Na platéia, presente ao Parque de Exposições Agropecuárias da Bahia, o alívio veio assim que o apresentador anunciou:

- E atenção, galera: Tim Maia já chegou!

Agora, sim! O cara já tinha chegado. Todo mundo estava morrendo de medo do cara não aparecer e ficarmos sem show, ou pior, condenados a assistir às demais apresentações previstas na noite, cujo espírito era mais, digamos, afeito ao local. Mas o Tim era o Tim e valia o ingresso. E veio o homem, com sua blusa azul brilhante e o vozeirão característico. Estavam, ele e a Banda Vitória-Régia, inspirados. Súbito, lá pela metade do show, o inevitável aconteceu:

- Banda Vitória-Régia, pára tudo, pára a música!

Pronto, pensamos. Agora, os intermináveis "Mais graves, mais agudos, mais retorno!" e lá se vai o show (aliás, diz uma piadinha que, certa vez, internado num hospital, o médico perguntou ao Tim qual era o seu estado e ele respondeu "mais grave, mais agudo, cadê a enfermeira, eu quero um médico!"). Mas, ao invés de se dirigir ao operador de som, Tim dirigia-se a uma pequena confusão surgida no meio da platéia. A polícia levava um rapaz, que se debatia. Tim interveio:

- Boa-noite! Porque é que estão levando o rapaz? Como? O quê? Um baseadinho? E é só ele que o senhor vai prender? Então, tem que prender todo mundo... ou soltar o rapaz! Bota a luz aqui em cima do rapaz!

Como primeiro efeito da luz, soltaram as mãos do rapaz e o liberaram da "gravata" que ele estava levando de um soldado. Um atônito oficial, no meio dos soldados, respondia ao Tim, visivelmente desconcertado com a súbita notoriedade que o artista lhe conferia. Respondeu, com gestos, que iria levar o rapaz. Mas era tarde. O Tim já tinha comprado a briga.

- Então, tenente, é o seguinte: ou solta o rapaz ou acaba o show aqui. E que todos fiquem sabendo que foi a PM que acabou com o show.

Em delírio, a multidão respondeu:

- TIM MAIA, TIM MAIA, TIM MAIA TIM MAIA!

E eis que a multidão vai apertando o círculo aberto em torno dos PMs, pedindo show. Com medo do que poderia acontecer, o a essas alturas desesperado tenetnte ordenou que o rapaz fosse solto. Do palco, Tim gostou:

- Atenção, Banda Vitória-Régia! O show vai continuar! E você, rapaz, não dá mole, não. Já viu que os "homi" querem você, cumpade! Atenção, segurança: libera a entrada do rapaz no camarim. Vai pra lá que o lugar é bom pra ver o show e depois a gente toma um uísque... guardou a ponta ou tomaram de você? Beleza, rapaz esperto... guarda ela direitinho...

E seguiu o show! O melhor do Tim Maia a que eu tive oportunidade de assistir. A todo momento, víamos, ao fundo do palco, o tal rapaz, se divertindo como nunca e, a partir daquele dia, com uma história sensacional para contar para os netos. Se é que algum dos dois conseguiu se lembrar depois do uísque. E da ponta, é claro... nem me passou pela cabeça que o Tim estivesse pensando em mandar o rapaz se livrar do flagrante..."

Al Green - Take Me To The River




Um cantor incrível e uma banda suingadíssima.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Noitadas excelentes



Duas grandes festas marcaram a volta do Clube da Luta e o início de 2008. No último fim de semana 6 bandas apresentaram-se no Clube da Sinuca na sexta e no sábado para um público empolgadíssimo.

Foram duas noites quentes mas os abnegados pioneiros e pioneiras que participam da criação de uma cena em Florianópolis não arredaram pé dos shows para se refrescar no deck à beira da lagoa. Foi bonito de ver.

Na sexta tocaram as bandas Aerocirco, os Berbigão e Dacaverna. No sábado foram Kratera, Samambaia Sound Club e o Coletivo Operante que trouxe Valdir Agostinho. Ele cantou a sua "Joaquina" com a banda e depois mandou ainda outras três músicas: New York, Paris , História do Lixo e Floripa.

Valdir, que como convidado foi o autor do momento mais emocionante do show de 15 anos da banda Dazaranha em dezembro no Floripa Music hall, mostrou mais uma vez porque é o artista mais carismático que já conheci, além de um grande amigo.

Leia mais sobre as festas no site Tô Puto. Sobre a noite de sexta aqui e sobre sábado aqui.

Fotos: Tôputo

E eu também me pergunto



Um adesivo de vidro de carro que fotografei na Lagoa da Conceição.

Leia o livro




Absolutamente ducaralho este vídeo do Tim.

Ganhei no Natal a biografia do mestre do funk-samba-soul escrita pelo Nelson Motta. É imperdível mesmo. Li em 2 dias. O amigo de Tim o coloca em seu lugar de direito dentro da música brasileira: entre os melhores de todos os tempos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Clube da Luta 2008



Salve minha gente amiga. Começo a postar em 2008 com boas notícias. O ano inicia com o retorno movimentado do Clube da Luta para dar um porraço no marasmo sonoro. No próximo fim de semana acontecem 2 rounds no Clube da Sinuca na Lagoa. Na sexta, dia 4, sobem ao palco as bandas Aerocirco, Os Berbigão e Dacaverna. Na noite seguinte apresentam-se Samambaia Sound Club, Coletivo Operante e Kratera.

O objetivo destas duas datas é divulgar a inauguração da sede própria do Clube da Luta, a Célula Cultural Mané Paulo no bairro João Paulo (ex-Saco Grande). O local abre para o público no dia 18 de janeiro com uma edição especial com 4 bandas e uma festa e tanto.

A Célula Cultural Mané Paulo tem um blog onde podem ser obtidas mais informações.

E ainda teremos 6 bandas do Clube da Luta participando do Planeta Atlântida, no dia 12 de janeiro.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Sem cor mas não virou bolor




Arnaldo Baptista e Gilberto Gil dão entrevista logo após a apresentação de "Domingo no Parque" no no III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em outubro de 1967.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Clics




Fotaça dos Beatles que encontrei no blog Pure Rock, dica quentíssima do meu chapa de Coletivo Operante, Luiz Maia.

O blog publica somente fotos de músicos, no palco e no cotidiano. Vale a pena.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Coisa linda




Por conta da festa Venenosa que faço toda quarta no Deluxe, voltei a frequentar a Kibelândia para jantar, o que não fazia há anos.

O tradicional bar florianopolitando serve um sanduíche espetacular, o cheese-salada italiano que é pão de hamburguer, alface e tomate, e um hamburguer enorme feito de patinho moído puro com umas 5 fatias de provolone. Acompanhado da maionese caseira é imbatível.

Claro. Não vou nem comentar sobre o kibe frito na hora.

Superbad



Há quase 1 ano, quando timidamente estreei no mundo blogueiro aqui neste sítio, o Soulbrother Number One foi assunto do primeiro post. Infelizmente as nóticias não eram boas. Anteontem, dia de Natal 25 de dezembro, fez um ano da morte do Mr. Dynamite, o rei do funk James Brown.

Organizei uma coletânea para meus queridos 15 leitores com várias pérolas, clássicos e algumas raridades.

É só clicar aqui.

Na foto de Penna Prearo, James se apresenta no Brasil em 1978.

Em casa




Baby Consuelo e os Novos Baianos com "A Menina Dança".

O futuro da blogosfera

O amigo Alexandre Gonçalves hoje "puxou a brasa para a sardinha blogueira" lá no Coluna Extra e eu por aqui andava pensando esta semana que é inegável o crescimento dos blogs e da internet como fonte de informação. E sobre a relevância deste fato.

Mas será que o crescimento dos blogs vai ser a causa de sua morte também como afirmou o jornalista Marcelo Träsel no Martelada?:
"Os blogs terminaram. Acabaram. Foram comer capim pela raiz. São um ex-formato de mídia alternativa na Web. E o motivo principal dessa desaparição é justamente o sucesso que o formato blog obteve, tornando-se onipresente".


Ele mostra argumentos bem convincentes neste texto.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

O Retorno



O que será, que será? Que andam suspirando pelas alcovas? O certo é que o Clube da Luta Floripa retorna em janeiro de 2008 com tudo. Com sede própria, na Célula Cultural Mané Paulo, no bairro Joaõ Paulo, mais conhecido como Saco Grande e com a participação de 6 bandas no Planeta Atlântida.

2008 desponta com a promessa de ser o melhor ano da história da música pop feita em Floripa e SC.

Dazimba

Dia desses fiz a bela descoberta dos blogs do artista plástico Eduardo Lunardelli, de Imbituba ( aí pessoal do +D1!), que me levou a conhecer também seu trabalho artístico. Olha só que coisa linda esse quadro onde ele retrata a Lagoa de Ibiraquera:




Um dos blogs do Eduardo, o Chapa, é uma prévia de um projeto de livro de fotos sobre os chapas, assim bem definidos pelo artista:

" Você já deve ter visto nas margens das estradas e rodovias brasileiras, umas pessoas "acampadas" , próximo da entrada das cidades. Geralmente, se identificam, como CHAPA.
São os GUIAS para motoristas, no perímetro urbano, e ajudam nas cargas e descargas do material transportado".






Eduardo está fotografando os chapas e se envolvendo em diversas situações engraçadas e algumas mais sinistras. Olha um perfil de um chapa camarada, o Márcio Jeferson Caetano, 42 anos e chapa há 3 anos. Esse é chapa!

Ê, ê, ê fumacê. Ah, ah, ah fumaça




Eu acho a Esquadrilha da Fumaça uma das coisas mais legais que tem no Brasil.

Via blog Boa Leitura de Luiz Santilli Jr., trago estas fotos de Ricardo Beccari, fotógrafo oficial da Esquadrilha da Fumaça. Confere lá outras fotos baita.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Quieramashhhhhhhhhh



Ói o Frank mandando brasa aí de novo.

Um pouco de sacanagem neste fim de ano




O atualmente famoso desenhista de histórias em quadrinhos eróticas que fizeram descalavrar a cabeça de diversas gerações, Carlos Zéfiro, ganhou página-tributo com diversos "catecismos" na íntegra e outras cositas.

Descobri o link no excelente blog do diretor de TV, escritor e jornalista Ricardo Soares.

Loja de Conveniências


Hoje vi um outdoor de Natal do vereador Gean Loureiro. Uma leve náusea me atacou e não consegui fotografar. Daí fui pesquisar no Google e a primeira foto que apareceu quando digitei o nome do parlamentar é de um post do César Valente escrito em 30 de dezembro de 2006. Lá ele diz tudo, e bem melhor, aquilo que eu ia dizer.Reproduzo aqui:






Este vereador de Florianópolis, Gean Loureiro (PSDB), é um cartazista militante. Qualquer que seja o pretexto, ele espalha sua faccia pela cidade. Decerto deve ter bons amigos no Tribunal Regional Eleitoral, porque essas coisas são a mais deslavada propaganda fora de época, um verdadeiro deboche, mas ele nem tchuns e eles nem tchans. E, como o papel aceita tudo e as palavras vão aos poucos perdendo sua força e significado, ali está a “ética”. No lugar poderia estar “balinha de côco” ou mesmo “algodão doce”. O efeito seria o mesmo.



Só digo mais o seguinte: O jovem edil nunca bota a legenda à qual pertence em seus panfletos eleitorais pois o cara é um camaleão dos graúdo. Se lançou pelo PDT como o candidato da "juventude" percorrendo as universidades, colégios, festas e outras aglomerações de jovens. Tentou uma, tentou outra, entrou, foi para o PP, PMDB, PSDB e sei lá mais quantos partidos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Punk is not dead

O cineasta Julian Temple que viveu no olho do furacão punk no final dos anos 70 na Inglaterra, lançou um documentário sobre o líder do The Clash. O filme chama-se Joe Strummer: The Future is Unwritten e tem um site bem legal. Dá um confere aqui.

Neste vídeo Joe Strummer & The Mescaleros apresentam Get Down Moses em uma das últimas apresentações do músico, que morreu de um ataque cardíaco aos 50 em 2002.

Sincronicidade

Acabei de ler no Incrível Exército Blogoleone um texto da coluna de Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa. Reproduzo aqui também.


O leite era mesmo leite. Quem paga o prejuízo?

Por Carlos Brickmann em 11/12/2007

Lembra do leite longa-vida com soda cáustica? Pois bem: o laudo do Instituto Nacional de Criminalística mostra que o leite não tinha soda cáustica. Lembra do leite longa-vida com água oxigenada? Pois bem: o laudo do Instituto Nacional de Criminalística mostra que o leite não tinha água oxigenada. A notícia foi publicada pela imprensa com muita, muita discrição. E muita gente nem percebeu.

O leite não era dos melhores, claro. Quem quer leite bom de verdade compra leite fresco. Talvez possa usar leite em pó de boa marca, dissolvido em água devidamente tratada e filtrada. Leite que vive fora da geladeira sempre tem conservantes. Mas não era nada que fizesse mal à saúde.

Mas, se o leite longa-vida era exatamente o que prometia, ser um leite longa-vida, qual o motivo do escândalo? Talvez a explicação esteja numa curiosa coincidência de datas. Uma das empresas mais atingidas pelo escândalo foi a Parmalat, hoje pertencente a um fundo de investimentos, o LAEP. E o noticiário explodiu bem quando a LAEP preparava a oferta pública de ações (IPO) da Parmalat, na Bolsa de Valores de São Paulo. O pessoal da empresa estava em road-show no exterior, preparando o lançamento, e teve de voltar rapidamente ao Brasil, para enfrentar o terremoto.

Vale matéria, caros colegas. Este colunista aprendeu desde cedo a desconfiar de coincidências. E ainda se lembra com clareza da época em que a água Lindóia foi massacrada pela imprensa, por conter uma bactéria nociva. Depois que uma empresa concorrente lançou sua água em copos descartáveis, a bactéria nociva desapareceu da imprensa. Teria sido coincidência, também?


O cara


Muito legal mesmo o especial "Por Toda Minha Vida" dedicado ao Tim Maia que a rede Globo exibiu na última sexta.

Com o toque de Nelson Motta e fantásticas imagens de arquivo a produção foi caprichada. Pena que o síndico teve que morrer para ter este espaço.

Calma que não era tua hora

Fazendo uma busca no Google para elaborar um release cheguei no arquivo do blog do comparsa de +D1 Dauro Veras. E li um post muito legal onde o Dauro convocou a moçada para contar histórias pitorescas. Segundo ele " inspirado num fórum de discussão do Orkut que tem histórias curiosíssimas, lancei a brincadeira numa lista de amigos. A pessoa conta algum fato constrangedor, proibido, engraçado, ridículo ou inusitado que já fez. Os outros contam fatos semelhantes ou acrescentam outras histórias. Não vale criticar, não vale anonimato, só vale contar histórias verdadeiras".

Reproduzo aqui o post de 2004 com a história do amigo Yan Boechat. Eu estava lá e fui um dos que o ajudou, depois de conter as risadas inevitáveis.

Eu já...

Esta história inusitada é do amigo Yan Boechat, que esteve na Ásia Central em 2003. Mas não tem nada a ver com essa viagem. Aconteceu em 1992 num cemitério em Floripa diante de dezenas de testemunhas, dando um toque de humor a um momento muito triste (nosso amigo jornalista Pedrão Saraiva morreu aos 23 anos, de infarto durante uma pelada de futebol com a galera).

...cai numa cova (fechada) no momento em que um caixao baixava à sua morada final em um enterro. O acontecido se deu no enterro do saudoso Pedrao, no cemiterio do Itacorubi. La estava eu, proximo ao amontoado de gente que ouvia as palavras do padre na despedida final do nosso amigo, observando a movimentaçao. O enterro estava cheio. Alem de bom camarada, jornalista de prima e goleiro carniceiro nas horas vagas, Pedrao morreu muito jovem, causando comoçao na jornalistada, nos estudantes, amigos e parentes. Bem, eu estava postado em um feixe de grama que separava as sepulturas. Ao meu lado havia uma bem simples, coberta por uma laje de cimento fino - o que so fui descobrir depois. Por ali passou um monte de gente que não encontrava mais caminho nos tais feixes de grama. Passou criança, passou velho, passou gatinha e passou mulher gorda. Todos sem, aparentemente, abalar a estrutura do teto do endereço eterno de algum manezinho. De longe vi o Paulo Brito acenar. Perguntei o que era e ele, com a sutileza que lhe e peculiar, me intimou em gestos para que me aproximasse. La fui eu, pelo caminho ja popular naquela região do enterro. O primeiro passo foi normal. No segundo senti uma vibração estranha. O terceiro foi incompleto. Desabei. Fiquei so com o pescoço de fora, sem entender o que estava acontecendo. Entre gargalhadas suprimidas pelo momento solene, alguns bons samaritanos me puxaram de la. Calça rasgada, perna arranhada e centro das atençoes, so tive uma reação. Soltei uma piadinha de pessimo gosto: "Po, Pedrao nem chegou la e ja ta querendo me levar junto." Em poucos segundos percebi que nem o Costinha conseguiria sair daquela com tiradinhas - de bom ou mau gosto. Meio zonzo, deitei o cabelo e segui o rumo de casa sem dar meu adeus ao Pedrao. Tenho certeza que ele entendeu.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Agora é que são elas



Mais uma excelente do bróda Frank Maia.

Sobre a derrota do governo na prorrogação da CPMF li coisas bem interessantes aqui e aqui.

Ativismo natalino





Este são alguns dos cartões postais de fim de ano criados pelo Coletivo Desterro Terrorismo Poético.

Segundo fontes ligadas ao Lama Tosh, "os Ministros do Supremo, e toda a Magistratura catarinense, receberão um postal com a imagem da ju$tiça de botas de cano alto e grana na cinta liga...

Os deputados federais receberão uma sugestiva bandeira do Brasil onde se ve o "olhoquenadave" com um texto pedindo para que não colaborem mais para tornar o pais no cúdomundo".


Os cartões estão à venda na Varal Camisetas.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Ike Turner 1931-2007





Morreu nesta quarta, 12 de dezembro , aos 76 anos, o compositor, pianista e guitarrista Ike Turner.

Ao gravar pelas mãos de Sam Phillips o compacto "Rocket 88" em 1951 aos 19 anos, quando já liderava sua própria banda os The Kings of Rhythm, foi considerado um dos pioneiros do rock'n'roll.

O jovem bandleader Ike Turner foi apresentado à Sam do Sun Studio por ninguém menos do que B.B. King. Little Richard se referia a ele como " O Cara".

Em 1959 conheceu a jovem Ann Mae Bullock, mudou o nome dela para Tina Turner e transformou-a em cantora, dançarina, sua parceira de banda e mulher.

Tiveram um relacionamento turbulento que terminou em 1976 e apesar da lamentável história que ficou do casal, fato é que apresentavam um espetáculo tão sensacional que foram convidados a abrir uma turnê dos Rolling Stones. Na ocasião um ainda tímido Jagger aprendeu a dar um show com Ike, Tina e as Ikettes.

Ganharam Grammys, milhões de dólares e Ike cheirou tudo. Mas seu maior vício era mesmo a música. Ele a banda passavam dias trancados no estúdio/mansão do músico lapidando os souls, funks, blues e rocks que estremeciam os palcos e vendiam compactos aos montes.

Um dos tecladistas do Ike & Tina Turner Revue, o músico Steve Leigh criou uma seção no seu fantástico site para homenagear Ike. Steve conta a sua versão da história num papo reto e bem legal. Como ele diz: " eu não ouvi, eu estava lá".

Em uma das últimas entrevistas dadas à Associated Press, Ike desabafou: " Eu sei quem eu sou dentro do meu coração. E apesar de tudo que eu fiz, de bom e de ruim, sei que isso tudo foi que me fez ser quem eu sou hoje."

Na mesma entrevista ele declarou também: " Você pode perguntar para Snoop Dog ou Eminem, você pode perguntar para os Rolling Stones ou Clapton, ou você pode peguntar para qualquer um — qualquer um. Todos sabem da minha contribuição para a música".


Antes de falecer, ele que já fazia parte do Hall da Fama do Rock and Roll, obteve em 2007 mais um reconhecimento ao seu talento e influência: um Grammy com o disco Risin' With the Blues.

Descanse em paz.

Ouça aqui um dos melhores singles da dupla Ike & Tina: It's Gonna Work Out Fine .

Salve








Na reforma do DC quem também ganhou um blog é o chapa Andrey Freitas. Tá muito legal o espaço intitulado Banda Desenhada.

Além de ter muito a desenhar o bróda também tem muito a dizer com seus "palpites".

Amigos




Robertão dá uma canja com o Nereu do Mocotó.

Dance to the Music




Um ensaio da banda de Sly Stone

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Ladies and gentleman!



É hoje. Mais uma edição da Venenosa, a festa que toda quarta ferve o Deluxe Studio. Bora lá. Começa cedo, às 21 h.

O aconchegante inferninho, bem ventilado mas inferninho, fica na Rua Gal. Bittencourt, 28 no Cemtro. Quase esquina com a Victor Meirelles. Se liga no mapa.


Exibir mapa ampliado

Memória catarinense

Dois momentos do mesmo local. Hoje o Horto Botânico da UFSC




Na década de 30, uma fazenda no bairro Trindade.




Post inspirado no Carlos Damião e seus foto-testes. Através deles descobri o interessante site do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

Jingobéu



O traço inconfundível de Ziraldo.

Alvíssaras

Dentro de algumas horas quem também entra na blogosfera é o bróda Marcos Espíndola, piloto da Contracapa do DC.

Diálogo

Sensacional. Acabo de ler lá no blog do Dauro, companheiro de +D1, que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, tem um blog.

Pelos muros da cidade



Esta fica no Córrego Grande. Primeiro veio o Viva Che!. Daí alguém colocou um r e Viva Cher. Por último incluíram mais algumas letras e assim ficou.

Alea jacta est




"Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte

A ponte não é de concreto, não é de ferro
Não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento

A ponte nem tem que sair do lugar
Aponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
Com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento..."


Lenine


Um post dedicado aos corajosos lutadores e pioneiros.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Coisa Linda!







Venenosa está rolando todas as quartas no Deluxe no Centro de Florianópolis. Eu e o Erlon rolamos som das 22 h até às 3, 4 h dependendo da vibe. E tem rolado bonito. A galera tá pegando o espírito do negócio que é dançar com música nova, música velha mas sempre boa música. Grooves, mash ups, rock, funk, soul e algumas excentricidades pra divertir e chacoalhar a pista com intervenções deste que vos escreve ao microfone e o Erlon nos efeitos.

Nesta última edição, dia 5, brasileiros, alemães, espanhóis e argentinos se esbaldaram. Só pra ter uma breve idéia vai um trecho filmado no momento em que rolou Poison Ivy com The Coasters. Venenosa ê-ê-ê-ê!

Danae

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

"É por isso que eu gosto de Raul Seixas!"





O ator José Dumont é fodaço! Aqui numa das melhores cenas de Árido Movie de Lírio Ferreira.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

"Vamos passear no Jardim Botânico..."



E nesta sexta, 7 de dezembro, a irreverente e descolada festa Rocket aporta novamente no Clube da Sinuca. O projeto de Tiago Franco é um sucesso por onde passa e traz desta vez a banda Planondas, de Porto Alegre, para animar a pista, além dos djs Punktun, Manu e Carlão.

O Planondas fez uma pontinha no último filme de Beto Brant, Cão Sem Dono, totalmente rodado na capital gaúcha, que rendeu também uma participação na trilha sonora.

O grupo formado por Mariana Kircher (guitarra e voz) Eduardo Normann (baixo e voz) Letícia Rodrigues (bateria e backing vocal) faz um rock sujo e depravado que é a cara da Rocket. Festinha de arromba!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

That's the blues




Via Brooklyn Vegan fiquei sabendo que Levon Helm, da The Band, lançou um disco depois de perder a voz, num cancêr de garganta, e seu estúdio, num incêndio. Imediatamente coloquei o fone e mergulhei nessa viagem ao rock-roots-country-blues.

Apesar de terem dito que ele perderia a voz para sempre, Levon está mandando bem e contou com a produção do multiinstrumentista Larry Campbell, ex- Bob Dylan, e da filha do músico, Amy Helm, que tambám canta backing vocals. Tudo em casa.

Dirt Farmer, o fazendeiro sujo, é o nome do disco.

Bordão

Então, numa matéria do Jornal da Globo de hoje é mostrada a situação deprimente do sistema carcerário de Santa Catarina. Nos últimos segundos uma declaração final de um burocrata do governo estadual: " Vamos criar parcerias com a iniciativa privada, com as PPPs e construir presídios espalhados por toda Santa catarina".

Arte na Praça XV




Toque da minha querida amiga Marina Moros.

"Abre nesta quinta-feira, dia 06 de dezembro, às 19 horas, na Casa do Teatro Armação - Praça Quinze de Novembro, 344 - centro de Florianópolis, a exposição fotográfica Amontoados. Trata-se de uma coletiva de nove artistas plásticos catarinenses – Francis Pacheco, Muriel Garcez, Mônica Savi, Solange Perrut, Priscyla da Silva, Fran Goudel, Luciana Afonso, Sasha Pfister e Gabriel Lühmann - que trabalham com a fotografia como suporte para criação. A exposição ficará aberta à visitação até o dia 21 de dezembro, das 13h30min às 17h30min".

A foto é de Francis Pacheco.

In loco

"Depois de três dias em Caracas, estou esperando para ver a tal ditadura chavista se materializar em falta de liberdade de imprensa, de manifestação, de expressão, de trânsito... Não fui parado uma vez sequer filmando nas ruas da cidade, nem mesmo em zonas eleitorais. Tente filmar por quinze minutos, com uma câmera amadora, o prédio do Citibank em Nova York e você vai ver o que acontece..."

Luiz Carlos Azenha, que passou os últimos dias na Venezuela e publica boas informações em seu blog.

Viva a noite




Notívago que sou me encantei com essa tirinha do Liniers.