
"Foi tipo Tieta voltando para Santana do Agreste"
Fábio "Mutley" Bianchini comentando o show do CSS no festival Planeta Terra.

"Quando conto que existem celebridades que simulam namoro para sair em capa de revista tem gente que não acredita. A lógica comercial deste "modelo de negócios", por incrível que pareça, escapa à maioria das pessoas. É tudo marmelada, gente. Feito o telecatch. Jornalismo e entretenimento, quem disse que essa fronteira existe? Mórreu faz tempo. De tal forma que, no Brasil, o principal repórter da cobertura eleitoral da rede de TV mais importante e influente é, ao mesmo tempo, mestre-de-cerimônias do big brother". 



Ninguém neste país jamais foi preso por crimes no trânsito. Você pode encher a cara e depois atropelar um bando de incautos que não vai dar em nada. Também pode bater na sua mulher que ninguém vai meter a colher. Mas fumar um baseado ou vender um comprimido para um amigo maior de idade pode dar cadeia. Quem decide que substâncias um cidadão que paga impostos pode ingerir? Quem decide quem é criminoso ou cidadão de bem? Se o sujeito comete um delito sob a ação de drogas, que seja processado - como seria quem fizesse o mesmo de cara limpa. Sejamos adultos e responsáveis. Ao Estado cabe educar e punir quem atentar contra outrem. Botar a culpa no usuário é uma saída covarde. Assassinar traficantes é crime. Deixemos de hipocrisia. Quando o assunto é droga, só uma questão importa: é uma violência contra os direitos individuais proibir o cidadão de fazer o que bem entender com os próprios corpo e mente. E violência gera violência. Simples assim. O resto é conversa de sociólogo para boi dormir.

"...É assustador como a enorme maioria das pessoas culpa a realização de festas e happy hours no campus pela morte da garota.
Dizem que Universidade é lugar de "aprender" estudar", ralar, como se só se aprendesse através do sofrimento ou enfurnado em laboratórios.
Desde Platão, Sócrates (e provavelmente quilênios antes), o aprendizado estava ligado à leituras, escrita e aos passeios, caminhadas em grupo. E é essa a grande função da universidade, o agrupamento, do qual o lazer (responsável, obviamente) faz parte.
Em qualquer conferência ultra-mega-cult-high-level do mundo as melhores discussões ocorrem durante as confraternizações.
É impressionante o discurso mega conservador que reina na classe média catarinense. O problema do abuso de álcool é sim um sintoma social, mas se a proibição fosse a melhor solução a década de 30 não teria precedido uma Guerra.
O campus da Ufsc, além de ser um local de estudos e pesquisa é uma das poucas áreas públicas em Florianópolis que não está dominada pelas relações de comércio e por isso é um ambiente agradável e arborizado para confraternizações após o fim do expediente.
Falam em proibir festas na área, mas se a morte tivesse ocorrido em uma casa não continuaria sendo ainda o abuso do álcool entre os jovens um problema de saúde pública?...
...Aqui sempre há festas na universidade, inclusive com bebida paga pelo governo, inserida no budget do semestre. Às vezes algum idiota fica mais bêbado do que deveria, a segurança ajuda com rapidez. Agora, demoraram 6 horas pra achar a menina estatelada no chão...isso sim é uma vergonha...
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"[Do lat. praepotentia.]
S. f.
1. Grande poder ou influência.
2. Opressão, despotismo
Se você
Já esteve preso em um engarrafamento monumental e viu inúmeros motoqueiros “voando baixo” entre as filas de automóveis parados ....
Já passou pela desagradável sensação de ser assaltado por um pivete que apontou um “trezoitão” para o seu peito ....
Já ficou molhado dos pés à cabeça quando um motorista resolveu não desviar de uma poça de água próxima ao passeio sobre o qual você aguardava para atravessar a rua ....
Já foi vítima de descontos inexplicáveis que o banco simplesmente debitou em sua conta ...
Já recebeu cartões de crédito que não solicitou e precisou ir diversas vezes ao PROCON para não ser obrigado a pagar as tarifas impostas pelos mesmos ....
Já foi proibido pela prefeitura de aumentar a área construída de sua casa, depois assistiu o seu vizinho subornar um fiscal da prefeitura e fazer a mesma obra sem qualquer documentação ....
Bem, se você já passou por algumas destas situações sabe exatamente o significado da palavra prepotência. Sem dúvida ficou indignado.
Por outro lado, alguma vez você já ficou indignado com o que estão fazendo com a sua cidade? Não?
Isto significa que “trezoitão” no peito é assunto pessoal? E aquela Associação de Magistrados que construiu um muro sobre a praia em Canasvieiras impedindo sua caminhada na areia quando a maré está muito alta ? Isto não é pessoal?
É problema dos outros? Tsk,tsk,tsk. Ferrou-se meu amigo, o muro dos senhores juízes é apenas outro tipo de “trezoitão”.
É pessoal sim, ou vai me dizer que nunca alguém lhe perguntou com ar pedante: ”Você sabe com que está falando?”
Pois a Operação Moeda Verde foi um desagravo promovido pela Polícia Federal em homenagem a todos os habitantes de Florianópolis que já enfrentaram aquele olhar do tipo: “Você sabe para quem está olhando?”
A diferença entre você e os caras que lhe colocam, e a sua cidade, em situações indignas está na capacidade de organização.
Sei,sei,sei, reuniões comunitárias são um “saco”. Concordo. E se você não comparecer quem vai defender seus interesses? O vizinho que subornou o fiscal? O cara que não desviou da poça? O motoqueiro que lhe mostrou o dedo médio esticado quando você ousou reclamar?
E a sua cidade, quem vai falar por ela enquanto você, seus amigos e vizinhos ficam frente à televisão assistindo programas chatos e coçando o saco ?
Aquela turma, você sabe, os caras do “Você sabe ...?” eles são bem diferente, organizados, comparecem a debates, criam associações, eles são os caras que você assiste enquanto coça..."

Como conciliar desenvolvimento e meio ambiente?
O ideal é que, em vez de procurar briga, tentar passar qualquer coisa e construir qualquer coisa, que se procurasse ajudar o governo do estado e os municípios a fazer alguma coisa que seja realmente boa pra todo mundo e para o futuro. Que não seja uma coisa só para o lucro imediato. Uma exploração sustentada mesmo, no sentido de aproveitamento hoje e manutenção, para o futuro, dos mesmos recursos naturais.
E tem que pensar nessa concertação entre poderes e população. Porque é muito difícil imaginar desenvolvimento sustentável e miséria. E na verdade esses equipamentos turísticos que não levam em consideração a população tradicional, acabam gerando bolsões de miséria que inviabilizam o turismo de qualidade, criando um círculo vicioso.







"Sabe aquele Edson Machado, de cabelo lustroso, que nada fez pela cultura da capital quando “dirigiu” a Fundação Catarinense de Cultura?
Pois eu era um daqueles tolos idiotas que achava que ele tivesse saído do governo em desgraça. Claro, porque, por atos e omissões, ele foi um dos principais responsáveis pela a disseminação da idéia de que LHS não gosta de Florianópolis (no mínimo porque, ao colocar o rapaz à frente a FCC, LHS já deixou bem claro que a capital não é prioridade).
Pois bem, eis que ele reaparece agora, no Japão, em alto estilo: “negociando” com o Tokyo Ballet uma apresentação no Festival de Dança de Joinville de 2009 e, coisa pouca dentro da megalomania reinante, “em outras 14 cidades catarinenses e da América do Sul” (fosse eu um jogador, apostaria que Florianópolis não está nessa relação).
O moço ocupa a turística função de “diretor de Relações Internacionais” da secretaria de Articulação Internacional (cujo secretário é o Quirido). Exceto pelo fato de estarmos pagando as passagens, diárias e salários do prestigiado diretor, diria que é melhor que ele fique numa função onde provavelmente causará menos danos a Florianópolis, do que onde estava. Embora o ideal fosse mesmo livrar o contribuinte (ou pelo menos o contribuinte da capital) de mais esse peso".












A operação conjunta da Susp, Floram, Corpo de Bombeiros, Delegacia de Jogos e Diversões e Ministério Público que fechou vários bares da Lagoa da Conceição, na última terça-feira, é resultado da operação Silêncio Padrão, de todos esses órgãos, que em outubro deve ser intensificada ao receber a adesão da Vigilância Sanitária. O delegado e gerente de fiscalização de jogos e diversões, Arilto Zanelatto, explica que as interdições tiveram diferentes motivos: em alguns bares, foram por falta do alvará acústico, emitido pela Floram. Em outras, faltou o habite-se da prefeitura.
Ao longo da semana, os empresários regularizaram suas licenças e quase todos já tinham autorização para funcionar novamente, mas sem música ao vivo. Para essa, é preciso o alvará, para o qual é necessário o habite-se. O problema é que 90% é área de preservação permanente, onde, teoricamente, nada poderia haver sido construído, e os terrenos não têm escritura pública, são de posse. Assim, em Florianópolis, existem os alvarás ex-ofício, provisórios, e aí ninguém tem muita certeza de nada. Outra questão é que, para a emissão do habite-se, os estabelecimentos devem ter seis metros de afastamento da via pública (a rua) e estacionamento.
Cláudio Silva, do Drakkar, pergunta: se o problema é o habite-se, não o laudo acústico (que está em ordem), por que pode funcionar sem música, mas não com música? É estranho mesmo.
No fechamento da coluna, era aguardada uma reunião dos órgãos competentes para decidir o que será feito disso tudo. É uma série de questões sérias e importantes: se os bares com música não podem ficar na Lagoa, que sempre foi seu reduto, para onde vão? Ou não têm vez em Florianópolis? Se não tiverem, que tipo de turismo e cultura queremos na Ilha? O negócio é só boi-de-mamão e resort? As perguntas são sinceras, não são retóricas, não.


" A xenofilia que contamina algumas lideranças de nosso Estado merece reavaliação. Se de um lado é impossível dar as costas para as maravilhas artísticas produzidas lá fora, impõe-se maior atenção aos grupos que enriquecem a cultura regional catarinense, em todas suas manifestações".
"Como nós, jornalistas e publicitários, vamos lidar com as novas tecnologias? Indagação com maior taxa de aflição: qual o conteúdo dos novos programas que virão coma digitalização na TV, acessíveis pelo celular? A dominação cultural será ampliada ou surgirá rico mercado para as agencias de propaganda e de produção local independente?
O horizonte próximo não é animador. E aí que cabe um esforço de todos - profissionais da informação e publicitários - na prioridade para a realidade local, para a cultura regional, para os valores da cidadania e para os princípios que há milênios nos proporcionam felicidade.
Falo da necessidade urgente de olharmos mais para Santa Catarina, este maravilhoso e invejável arquipélago de ilhas econômicas, geográficas, étnicas e, sobretudo, culturais, com talentos artísticos sem espaços e sem a merecida visibilidade".

"Nossos governantes estão envelhecendo e perdendo sua capacidade de ereção e descontando suas frustrações no povo..."

Deputada pede licença para existir politicamente
Abaixo transcrevemos o discurso inteiro da deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) proferido por ocasião da Sessão de Homenagem aos 50 anos do grupo midiático-partidário RBS, realizado na Câmara Federal, no último dia 18 de setembro, às 11h48.
Manu finaliza o discurso laudatório com uma tradicional saudação chinesa – Longa vida à RBS! – muito usual nos tempos maoístas da sua legenda partidária, reconvertido depois a uma duradoura inspiração albanesa – aquela sociedade “modelar” do stalinismo retardatário de Henver Hodja. Hoje, o PCdoB está mais modesto, modela-se pelos figurinos das velhas raposas eleitorais do antigo PSD, que não podiam viver longe dos macios e silenciosos tapetes e passadeiras palacianos.
Assim, a jovem deputada “comunista” fez o seu debut oratório no parlamento brasileiro, pedindo ao patronato midiático da província licença para existir política e eleitoralmente. A parlamentar quer concorrer à prefeitura municipal de Porto Alegre na próxima feira eleitoral. No discurso abaixo ela mostra na íntegra a sua de-formação político-ideológica, e como o hilário protagonista do Samba do Crioulo Doido do imortal Stanislaw Ponte Preta, atravessa um Maquiavel-a-la-minuta na fala e depois espeta um Pierre-Bourdieu-requentado na conversa tão fluída quanto confusa.
Noves fora os esbarrões e orelhadas pseudo-culturais, Manu cumpre o seu desiderato: puxa solene e desavergonhadamente o saco escrotal dos dirigentes do grupo midiático-político-eleitoral RBS. Entregou a rapadura, como se diz no centenário Bar Naval, aquela reserva etílico-moral de sábios e doutos do Mercado Público de Porto Alegre. E quem entrega a rapadura antes das eleições – digo eu mesmo, por conta e risco – entregará o canavial inteiro depois...


