quinta-feira, 19 de julho de 2007

Música Independente


Segue aí uma belíssima dica de Pedro Alexandre Sanches na caixa de comentários de seu blog, também conhecida como "a janela vermelha", um dos melhores cantos desse mar internético. É um texto do antropólogo Hermano Vianna, publicado no site Overmundo.

"Eu estava em Manaus, lá por volta de 1997, quando ouvi Chimbinha pela primeira vez. As rádios locais só tocavam brega paraense. Logo a sonoridade característica da guitarra, em todas as músicas, chamou a minha atenção. Era um dedilhado barroco, cheio de floreios, mas muito claro e seguro. Anotei o nome de alguns dos artistas, para procurar os CDs. Naquele tempo, ainda havia muitas lojas de discos, que vendiam os produtos oficiais, com encarte e ficha técnica. Percebi, em todos eles, o crédito para o mesmo guitarrista: Chimbinha. Como estava fazendo a pesquisa para o projeto Música do Brasil, e minha próxima escala seria Belém, resolvi procurar o cara. Foi fácil: todo mundo nos estúdios paraenses sabia onde encontrá-lo.

Chimbinha me deu de presente seu CD solo, chamado Guitarras que Cantam, hoje uma raridade que deveria ser relançada para os fãs conhecerem suas origens. Era um disco de guitarrada, claramente herdeiro das invenções dos mestres Vieira e Aldo Sena, que foram muito populares em toda a Amazônia no início dos anos 80, antes da febre da lambada. Sou fã de guitarrada - então foi fácil ficar fã do Chimbinha. As músicas Dançando Calypso e Na Levada do Brega, que abrem o Guitarras que Cantam, estão entre as minhas favoritas de todos os tempos. Elas aparecem tocadas ao vivo num dos episódios do Música do Brasil que passou na MTV e na TVE.

Fiquei fascinado com a movimentação musical em Belém, ainda totalmente desconhecida no sul do país. Escrevi o seguinte texto para o livro de fotografias do Música do Brasil:

"O brega, se ninguém ainda percebeu, é rock. Digo mais: é o mais amado e duradouro estilo do rock brasileiro. Tudo começou com a jovem guarda, e sua adaptação do rock internacional para o gosto popular nacional. Quando Roberto Carlos colocou em segundo plano as guitarras elétricas e se transformou em cantor romântico acompanhado por orquestras, a fórmula inventada pela jovem guarda se descentralizou, primeiro passando pelo Goiás de Amado Batista, depois pelo Pernambuco de Reginaldo Rossi, até chegar ao Pará do ex-governador Carlos Santos, também cantor brega, autor de dezenas de discos.

Hoje Belém é a capital do novo brega. Centenas de CDs são lançados anualmente, a princípio para um consumo regional, mas que começa a atingir também o público nordestino. Os músicos locais já nem chamam o que fazem de brega, dizem que é "calipso", música mais "sofisticada".

O marco do nascimento do calipso - não tem nada a ver com a música de Trinidad e Tobago - foi o sucesso Ator Principal, lançado por Roberto Villar em 1996. De lá pra cá, os discos do novo brega de Belém são produzidos com maior cuidado, as guitarras são dobradas, e o ritmo se acelerou. Algumas pessoas se destacam no meio da profusão amazônica de novas estrelas.

Chimbinha, com 23 anos, tocou guitarra em mais de 200 CDs, só em 1997. É uma das maiores revelações entre novos músicos brasileiros de qualquer estilo, sendo herdeiro direto das invenções de Renato dos Blue Caps - que criou o chacumdum da guitarra brega ao ser obrigado a tocar num disco de bolero, sem saber tocar bolero - e das guitarradas de Vieira"...


Leia na íntegra aqui. Recomendo e muito.

Cuidado com o Bulldog


Uma das minhas prediletas.

PQP



Vejam só essa. Um amigo meu, professor de cursinho, foi despedido por exibir o clássico de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica, aos seus alunos. Isto aconteceu em Lages na Serra Catarinense. Uma aluna, revoltada com as cenas de ultra-violência e sexo, ficou de costas para a tela. Deu azar de ser filha de um outro professor do colégio. O caso chegou nos ouvido do dono e kaput.

A idéia era debater a violência à reboque dos últimos acontecimentos, como o caso dos cariocas que espancaram uma mulher que estava no ponto de ônibus.

É pra mim mais um sinal de quão careta este mundo está ficando. Coisa que só se torna mais forte desde 11 de setembro de 2001.

Como disse, bem a calhar, o Luiz Carlos Azenha :


"Enquanto vocês contam as medalhas de ouro do Brasil, não deixem de notar o que REALMENTE pode mudar a nossa vida de maneira dramática.

A Rússia se retirou dos acordos que limitavam o número de tropas no continente europeu, em resposta à decisão americana de instalar bases de lançadores de foguetes na Polônia e na República Tcheca?

E eu com isso?

É a Guerra Fria 2, no ar, que provocará uma corrida armamentista na Rússia e nos países fronteiriços aliados dos Estados Unidos.

No Paquistão, o governo do general Pervez Musharraf está cai-não-cai.

A guerra imperial do Bush no Iraque eliminou os moderados do cenário político.

Agora é extremista contra extremista.

E você com isso?

Já imaginaram se um regime islâmico fundamentalista assume o poder no Paquistão armado com bombas nucleares?"

domingo, 15 de julho de 2007

A pergunta é uma só...


O Clube da Luta é um evento que reúne bandas com som autoral e que acontece quinzenalmente em Florianópolis, por enquanto no Café Fios & Formas na Avenida Beiramar Norte, embaixo da ponte Hercílio Luz. A cada edição apresentam-se 3 bandas em shows de no máximo 40 minutos, sendo que uma banda é estreante. E a porrada come solta. O público vai pra participar e todos saem de lá ganhando.

Criado por músicos que atuam, em sua maioria, a pelo menos 10 anos tocando suas próprias composições, o Clube é uma festa. De música, de cor, de variedade, de talento, de paixão, de criatividade e celebração. Uns dizem que é uma panela mas pode chegar que é só colocar um pouquinho mais de água no feijão que tem pra todo mundo. Só não vale dedo no olho, chute no saco e soco no peito das meninas.

A iniciativa está tendo sucesso e se espalha. Já houve uma edição em Curitiba e outras cidades do Brasil estão nos planos para breve.

Algo acontece no reino de Desterro, como pode-se perceber e o Clube tem muito a ver com isso para o despeito de quem só sabe reclamar.

O jornalista Alexandre Gonçalves, ex-editor do portal Empreendedor - ponto de referência sobre empreendendorismo na Internet - e blogueiro desde 2004 no Coluna Extra, publicou em maio deste ano um post sobre o Clube com alguns pontos bem interessantes. Ele sabe do que fala. Em seu excelente blog há muita música e informação de qualidade. Segue um aperitivo com destaques e um comentário meu.


"Florianópolis vive um período de intensa movimentação na área musical desde que algumas bandas da cidade resolveram brigar - juntas - por mais espaço para a produção local. Batizada de Clube da Luta, essa ação cooperada tem como uma de suas preocupações principais valorizar o trabalho autoral das bandas. Ou seja, nos shows promovidos pelo Clube da Luta mensalmente ( na época que ele escreveu o post o Clube ainda não era quinzenal)não é permitido cover, só música própria.

Nesse embalo, o que considero mais interessante na iniciativa é que não se trata de um movimento estético (como já houve no passado e acabou morrendo na casca por falta de consistência). Na minha percepção, o Clube da Luta, que está próximo de completar um ano, é um movimento em prol da criação e do estabelecimento de uma cena, de um mercado. Isso fica evidente na maneira profissional com que as bandas que participam do Clube produzem suas músicas, discos e clipes".

Para os maus entendedores, os detratores e os discípulos de Reinaldo Azevedo, esclareço que com "movimento", Alexandre quer dizer, agitação, impulso, e não que ele - ou o Clube - considere este evento representativo de uma totalidade. Pra ser mais claro: o Clube não é a cena! Estamos aí pra fomentar e alimentar. Que outras iniciativas em prol da ampliação de público e da abertura de mais espaços para a Música feita aqui sejam criadas, ampliadas e continuadas. Não por que ela é daqui mas por que é boa.
Aos poucos vamos ver nascer a condição para que surja um festival abrangente que mostre o que há de melhor na música feita em Santa Catarina. E também toma corpo a iniciativa da criação de um sindicato que reunirá todos os profissionais da cadeia produtiva da música. E isso é só o começo.

Pavimentação

O último bate-papo sobre a cena musical na Livraria Saraiva, na terça dia 10 de julho, esquentou a movimentação. A editora e repórter Lígia Gastaldi, da RBS, escreveu poucas horas depois, um texto claro e apaixonado no site Tô Puto, que descreve bem o que rolou lá. Assim como Marcos Espíndola, que mandou na Contracapa do último sábado:

"O vírus da disposição, ao que tudo indica, se alastra e junta-se aos anticorpos na batalha contra o ostracismo, a pasmaceira e pelo reconhecimento da produção musical local e autoral. A segunda edição do Lero-Lero Sonoro, na última terça, na Livraria Saraiva, do Shopping Iguatemi, serviu para acionar o rastilho de pólvora que tem tudo para preceder uma explosão. Produtores, donos de casas de shows e entretenimento, músicos, jornalistas e transeuntes tomaram conta do mezanino para debater estratégias para a retomada de um circuito musical na Ilha. Como bem lembrou o professor Caio de Cápua: "É um caminho sem volta para uma história que se desenha"".


Breve organizaremos o terceiro encontro, com novidades quentes sobre novas ações. Saímos todos de lá de ânimo renovado e para aqueles e aquelas que estão cheios de perguntas e relutantes, eu tenho só uma resposta: AJA! Positivamente, criativamente, eticamente e principalmente, coletivamente.

sábado, 14 de julho de 2007

As vaias ensaiadas




Ensaio da cerimônia do Pan 2007 incluiu as vaias para o presidente Lula. Cheguei nessa via RS Urgente, que linkou no Azenha, que linkou ao República Vermelha, de onde enfim peguei o vídeo e trancrevo trechos.


"Triste a conduta do Sr. César Maia e de sua claque tucano-pefelista armada para vaiar o presidente do País. O golpe deu certo e o mundo inteiro viu o rosto de decepção de Lula. Conseguiram também a armada repercussão na imprensa, conforme a articulação golpista que une oposição, Folha, Estadão, Abril e Organizações Globo".

"Quem esteve lá sabe que as vaias foram puxadas pelos voluntários escalados pela máquina do mandatário carioca".

"A Prefeitura e o Estado do Rio comeram o dinheiro público e comprometeram os Jogos. Foram salvos pelo Governo Federal, especialmente pelo empenho do presidente. A retribuição foi a armadilha covarde armada contra o presidente. Mostraram senão a falta de educação de um setor da elite e dos canalhas que a festejam".


E o Azenha disse bem:

Se levarmos em conta que quem foi ao Maracanã pagou ingresso, as vaias a Lula são um sinal claro de que a classe média quer a cabeça dele.

Se levarmos em conta que os cariocas eram maioria no estádio é sinal de que o Rio é uma cidade mal agradecida.

O Rio é uma sombra do que foi no passado.

Na Zona Sul do Rio e em alguns bairros de São Paulo vivem os remanescentes do voto de cabresto no Brasil.

Mas São Paulo é uma cidade um pouco mais oxigenada.

No Rio o voto de cabresto é tangido pelo jornal O Globo, vulgo A Voz Reacionária.

Que faz intensa campanha contra o governo não é de hoje.

A voz reacionária do Brasil se concentra hoje naquela faixa que vai de Copacabana ao Leblon.

É o Brasil espeerrrrrrrrrrrto.


Eu apenas acrescentaria que é o Brasil onde uma simpatizante do Alckmin arrancou o dedo de uma mulher que entrou num restaurante com uma camiseta do Lula nas últimas eleições.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Chega mais



Na próxima cabalística sexta 13 estaremos - Zé Pereira, Erlon e este que vos escreve - discotecando com CDs e discos de vinil o melhor do Rock desde os primórdios nos anos 50 até hoje, no Clube da Sinuca. Rock mestiço e sem frescuras ortodoxas. Jack Daniels mas também cachaça, vinho ou a bebida que mais lhe apetecer.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Para entender melhor alguns veículos da "nossa" imprensa



Direto do Diário Gauche pesquei esta frase emblemática.

"A CIA tem o direito legítimo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a missão de influir, através dos meios de comunicação, no desenlace dos fatos políticos em outros países"

William Colby, ex-diretor-geral da agência central de inteligência (CIA) dos Estados Unidos da América.


Só não vê quem não quer. E o pior é que tem muito capacho que não ganha nem uns caraminguás pra servir de porta-voz de interesses alheios aos do Brasil. Fazem com prazer. Mas como dizia o grande Barão de Itararé: "Todo homem que se vende sempre recebe mais do que vale".

E antes que alguém me taque a pecha de anti-americano, esclareço que admiro a cultura e muita das conquistas e contribuições daquele país. E vale lembrar que também somos americanos, latinos pero americanos. Mas é uma pena que nos últimos anos os EUA tenham nos dado tanta coisa ruim.

Trio ternura



Andam dizendo por aí que os famosos personagens do Walt Disney estão morando em São José já a algum tempo e atravessaram a ponte. Mas parece que a coisa tá complicando e um deles cogita em fazer o caminho de volta.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Bate papo na Saraiva

Músicos, produtores, jornalistas, entusiastas e alguns corajosos donos de bares e casas noturnas reúnem-se nesta terça, dia 10 de julho, para um bate-papo sobre a cena musical florianopolitana na Livraria Saraiva no Shopping Iguatemi. É a segunda vez que acontece essa rodada de conversas que deu o que falar e o que pensar em sua primeira edição. Bora lá minha gente, às 19 horas.

"Primero dejar de ser, que dejar de ser revolucionario"

Fui lá conferir o blog da amiga Joice e vi que ele recebeu o selo Blog Activista criado pelo Carlinhos Medeiros do Bodega Cultural.

Daí fui conhecer a bodega e tive a grata surpresa de ver que este humilde blog foi também indicado pelo Aparecido de Araújo Lima, o Cido, ao qual eu agradeço desde já. Estamos ao lado só de gente da pesada. Valeu a honra!

Coletividade no Clube da Luta




A música " O Nome do DJ" apresentada pelo Coletivo Operante no último sábado, dia 6 de julho, no Clube da Luta. Dividimos a noite com Gubas & Os Possíveis Budas e Da Caverna.

Uma baita festa! Casa lotada, gente bonita, divertida e atenta. O público do Clube da Luta só cresce e vai lá pra ouvir, dançar, ver e curtir o som daqui, por que é de Floripa e é bom.

E o Coletivo Operante sai um pouco de cena em julho. Estamos trancados no Estúdio Jardim Elétriko preparando as gravações de 4 músicas. Estávamos já com algum material gravado mas uma pane num computador apagou tudo e recomeçamos do zero. Tá ficando bem legal e dessa vez o back-up é feito diariamente.

sábado, 7 de julho de 2007

Sem meias palavras



Estarrecedoras as conversas entre envolvidos na Operação Moeda Verde, divulgadas em primeira mão pelo César Valente. E quem é que nessa cidade já não sabia que esta corja de pulhas tem o caráter mais baixo que sola de sapato? Que nojo!

E o governador Luiz Henrique, obviamente, escancaradamente, assumidamente e safadamente envolvido até o pescoço com essa gente ( sabe-se lá em quantas maracutaias, favorecimentos, mumunhas e vantagens imorais), está hoje na Itália para o casamento da sua filha Márcia Méll. Ele aproveita uma viagem oficial para realizar este convescote. É muito esculacho minha gente.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Enciclopédia do Rock Brasileiro



Hoje acontecem duas efemérides de caras geniais e que tem um triste fato em comum: caíram (ou se jogaram?) pela janela de um prédio. Comemoramos o aniversário do mutante Arnaldo Baptista, que felizmente sobreviveu à queda do segundo andar do hospital psiquiátrico onde estava internado em 1982, e faz 23 anos que o líder da Gang 90, Júlio Barroso, morreu ao cair do décimo primeiro andar do prédio em que morava em São Paulo.

A casa tá caindo

Novidades quentes do caso Moeda Verde. Hoje foram divulgadas informações que colocam o nome do prefeito de Florianópolis, Dário Berger, na roda. Eita que que a bola tá quicando pra ser chutada de volta pra São José.
Lá no blog do César Valente ele publica hoje alguns diálogos, das ligações grampeadas pela PF com autorização judicial, interessantes e de alta octanagem. É bom ter um saquinho pra vômito à mão.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

In Vino Veritas




Será que ela vem?

Feira do Vinil




Neste sábado, dia 7 de julho, acontece mais uma Feira do Vinil no Sheriff Grill no Centro. Vou ver se dessa vez compareço e negocio aquele triplo do The Band que tenho aqui. Alguém se interessa?

Moeda Verde

A faxina começou. A Câmara de Vereadores cortou na própria carne e cassou os mandatos de Juarez Silveira e Marcílio Ávila. Eles ainda podem recorrer à Justiça comum, mas é bem provável que não revertam a decisão inédita. É a primeira vez que a Câmara de Florianópolis cassa um mandato de um vereador.

Foi uma punição rápida e exemplar. Agora é a vez da gente fazer a nossa parte e escolher bem em quem vota.
Eu, graças a Deus, nunca votei em nenhum desses pulhas. Meu voto só me orgulha.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Quem não foi perdeu





Que festão! Muitos velhos e novos amigos e amigas, gente bonita, divertida, clima excelente, sonzera rolando, lua cheia, bolo de chocolate e nozes, sinuca, cerveja Original, vista pra Lagoa, ai ai...

O Clube da Sinuca tá de parabéns também. Só ouvi elogios. E mais não falo, vão lá conferir.

R-E-S-P-E-C-T


Grande dica do excelente blog Jornalismo & Internet, mantido pelos integrantes do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.

O Detroit Free Press criou um baita especial multímidia para comemorar os 40 anos da canção "Respect", que em 1967 alcançou o topo das paradas de sucesso nos EUA na voz de Aretha Franklin e se tornou um hino do movimento dos Direitos Civis.

A música foi composta e gravada por Otis Redding em 1965, mas Aretha deu a versão definitiva, tanto que Otis declarou: " Aquela garota roubou minha canção e a tornou dela".

Rogê tá aqui


O figura citado na letra de "Macô" (..."Cadê Rogê, cadê Rogê, cadê Rogê Ô"...), gravada por Chico Science & Nação Zumbi, com participação do ministro Gilberto Gil, tem um blog muito bonito e cheio de coisas legais, apenas um pouco desatualizado. Hoje vi lá um texto curioso. Veja se trocando Recife por Floripa não dá no mesmo. Segue um trecho:


"Se você ainda não foi embora até agora daqui, aí está uma ótima oportunidade que esta bela e cruel cidade, agora lhe oferece na planta. Recife vive disso, de botar a gente pra fora e depois fechar a porta, antes mesmo que você possa sair. Preso em uma cidade que já não é mais a sua, você se depara com este texto refletido na cara de uma gente que engarrafou o trânsito sem acreditar, e via cair o último andar do edifício que parecia como nós,Sofrer Sorrindo. "Se essa cidade faz isso com ele, imagine comigo...". Parecia claro na dor "de parente" da cara da galera, mas é assim em Recife... é o poder... e o fuder, se divertindo na noite dos puteiros socialaites, e de dia, movimentando um mercado de prédios fantasmas, de investidores suspeitos, de apartamentos fechados e de donos quase os mesmos... e que nunca serão seu... porque Recife quer meRmo, é que tu vá embora,e de vez. Em vez de "perigo tubarão" na placa, deveria está escrito: O que é que tu tá fazendo aqui?!!? Ficar é opção, o que não seria opção, é não poder sair, e se sentir impotente em mudar qualquer coisa, num lugar onde o passado manda, a conveniência governa, a hipocrisia convive e o silêncio coroa".


Pensando bem, dá pra trocar Recife por qualquer cidade de médio-porte que cresça dasatinadamente nesse Brazilzão.

Música sem fronteiras




Uma jam session altamente improvável. Ian Anderson, flautista do Jethro Tull e Jack Bruce, baixista do Cream que aqui está no piano elétrico, tocam com a banda de Fela Kuti em Munique, Alemanha, em 15 de novembro de 1983. Fela mostra o que se faz de verdade com um sax-soprano, instrumento que teve sua dignidade enchovalhada por um palhão como o Kenny G.

Boa leitura

Chegou hoje às bancas a revista Brasileiros, organizada pelos jornalistas Hélio Campos Mello, Nirlando Beirão e Ricardo Kostcho. Já dei uma olhada na prévia disponível no site. Tá duca.
Grandes reportagens e perfis de gente ilustre e desconhecida, retratos desse Brazilzão, histórias bem contadas, enfim, Jornalismo com J maiúsculo.

O número 1 traz na capa o ator Lázaro Ramos e uma matéria exclusiva sobre preconceito no Brasil feita a partir de uma pesquisa encomendada pela revista ao Ibope. Tem a Ternurinha Wanderléa resenhando o novo disco do Erasmo Carlos, uma entrevista com Gay Talese, perfil da atriz Tainá Müller - que estrela o mais recente filme de Beto Brant, Cão Sem Dono - e outras cositas más. Confere que tá massa.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

With a little help from my friends ( e da Lua)





A previsão do tempo indica um sábado de sol e frio em Florianópolis. E com Lua Cheia!

Bora lá na festinha que não tem hora pra acabar. É no Clube da Sinuca, com direito a um deck enorme pra ver a lua de frente pra Lagoa da Conceição. Trilha sonora esperta pilotada pelos dejotas Erlon, Zé Pereira e este que vos escreve, que é o aniversariante da noite.

O Clube da Sinuca fica na Rua Henrique Veras do Nascimento, 255, em frente ao Posto Galo na Lagoa. O local já abrigou o antológico Boulevard e a boate Conceição Night.

Ontem estive lá na inauguração e os comentários gerais foram de aprovação ao bar. Tem tudo pra se tornar referência na noite dessa Ilha cruel e ingrata.

"O importante é aparecer bonito na fotinho da coluna social" *





É mole? Marcos Espíndola que me deu o toque e muito justamente comentou na Contracapa de hoje. Rapaziada antenada tentou trazer o ex-baixista dos Sex Pistols, Glen Matlock para Floripa e esbarrou num muro de completa ignorância. Os "produtores" de casas noturnas ou não responderam à proposta ou sequer sabiam quem eram os Sex Pistols. É muito esculacho e mão de obra desqualificada. Bora criar um curso de produção e história do rock no Senac minha gente! Chama o Jack Black!

Glen Matlock saiu dos Sex Pistols pouco depois das gravações do antológico Never Mind The Bollocks, no qual tem co-autoria de 10 das 12 músicas, expulso por Johhny Rotten. Segundo a lenda o motivo foi ele gostar de Beatles e Abba e não ter uma "atitude" punk. Em seu lugar entrou Sid Vicious, que não sabia tocar uma nota sequer mas tinha o look e a atitude que a banda buscava.

Glen estará discotecando no Brasil em julho e depois segue para Buenos Aires, passando por cima de Floripa. As casas noturnas daqui são muito pródigas em trazer "o melhor DJ do mundo pela revista tal", que no fundo é um zé-mané qualquer que a raça engole e desperdiçam uma chance dessa. O negócio deles é como diz o título deste post, gentilmente cedido pela minha rubra.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Um lugar do caralho




Esta quinta, dia 28 de junho, marca a inauguração do Clube da Sinuca, um novo local para se divertir em Floripa. Localizado na Lagoa na Rua Henrique Veras do Nascimento, em frente ao Posto Galo, num ponto histórico da noite de Floripa: o antigo Boulevard da Lagoa.

O bar tem a proposta de abrigar a cultura local. Na abertura poderão ser conferidos o trabalho da artista plástica Crica Gadotti, a música da Felixfônica e a discotecagem do DJ Zé Pereira da Nação Balanço, além é claro de um delicioso caldinho de feijão, mesas de sinuca, um deck à beira da Lagoa, cervejas, drinks e petiscos clássicos a um preço camarada.

A boa vibe do lugar e da equipe que toca o empreendimento me levaram a escolhê-lo para fazer a minha festa de aniversário no próximo sábado, dia 30. Eu e mais alguns DJs da pesada, Zé Pereira, Emerson Gasperin e Erlon vamos botar pra ferver e fazer uma baita festa. Conto com vocês lá.

terça-feira, 26 de junho de 2007

" Quando a Música toca, tremem as muralhas da cidade"*

Na última quinta, dia 21 de junho, solstício de verão no hemisfério norte, Nova Iorque juntou-se pela primeira vez à mais outras 300 e poucas cidades de 108 países e fez uma celebração musical. O evento Make Music New York levou os músicos para as praças, calçadas e parques e a Música tomou conta do espaço público. Foi a estréia nova-iorquina na Fête de la Musique, que se originou na França em 1982, através de uma iniciativa do então ministro da Cultura Jack Lang. Foi tão boa a idéia que se espalhou pela Europa, e depois pelo mundo. Abaixo um pequeno vídeo mostra um pouco o que é a Fête de la Musique.



Fiquei sabendo desse festerê através do blog Brooklin Vegan que tinha o link para o site www.makemusicny.org, que conta toda a história e explica a idéia clara, objetiva e sucintamente. Lá somente em inglês mas mais ou menos é isso aqui, com alguns destaques meus:



Qualquer músico pode participar. Amador, curtidor ou renomado. O músico aí do lado participou e conta um pouco no seu blog, o Waved Humor.

Quem organiza este evento gigantesco? Um grupo de produtores que levou a idéia para o Comitê dos Cidadãos de Nova Iorque. Assim foram envolvidas várias comunidades em toda a cidade, que receberam apoio para realizar cada uma o seu Make Music.

Onde os músicos tocam?

A maioria dos músicos apresenta-se nos 19 mil quilômetros de calçadas da cidade. A organização cuida das permissões e os músicos não precisam lidar com nenhuma papelada. Bandas de rock tocam na calçada do seu prédio. Quartetos de Cordas tocam Bach em frente à mercearias. Quase tudo é possível, apenas é pedido que os músicos tenham alguma conexão com o local da apresentação.



Como encher a cidade de músicos?

A organização faz parcerias com bandas, orquestras, escolas de Música, lojas de instrumentos, corais e coordena os espaços para os artistas.

Ninguém é pago para tocar. Nem ninguém paga para tocar. Os organizadores do evento simplesmente agilizam as permissões, coordenam os shows, e divulgam com dezenas de milhares de cartazes, um site interativo e 50 cantores voluntários que circulam pela cidade com cartazes que anunciam "Em 21 de junho Make Music, New York!", além de outras estratégias de marketing.

A maioria dos músicos toca de graça mas artistas e espaços são bem-vindos para fazerem qualquer arranjo financeiro que quiserem, desde que os shows aconteçam ao ar livre e sejam gratuitos, abertos para todos.

O que acontece se chover?

Se chover os concertos das calçadas podem ser feitos em portarias de prédios, em entrada de lojas, em halls de shoppings. Neste caso apenas é pedido que uma porta ou janela seja aberta para que a Música possa ser ouvida nas ruas.


Adaptando à nossa realidade tá na hora de fazermos algo semelhante. Bora lá gente! Aqui o solstício de verão é dia 22 de dezembro.


* Platão.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Um outro lado de Raul Seixas





Raul Santos Seixas marcou a música e a cultura brasileira profundamente. O clássico "Toca Raul!", sempre berrado nos bares da vida, antes de denegrir o artista é uma demonstração da força do espírito e da qualidade perene da obra de Raulzito, como o artista era conhecido na Capital soteropolitana dos anos 60.

Raulzito e os Panteras eram na época a banda mais quente do pedaço em Salvador e acompanhavam todos os artistas da Jovem Guarda que faziam shows na Bahia. Um deles, Jerry Adriani, se tornou grande amigo de Raul e incentivou o grupo à ir para o Rio de Janeiro. Gravaram na Cidade Maravilhosa um disco que não deu em nada, separaram-se e Raulzito voltou para a Bahia, deprimido e recluso.

A história de Raul na música brasileira teria terminado aí não fosse por Jerry Adriani, ele de novo. Com o fim da Jovem Guarda, o cantor buscava uma nova sonoridade, um novo caminho e indicou Raul para Evandro Ribeiro, chefão da gravadora CBS, para ser seu produtor. Raul retornou então ao Rio e tornou-se funcionário da Columbia Broadcasting System. Esta fase super criativa de sua biografia: O período Raul Seixas/Raulzito compositor de "iê-iê-iê realista" e produtor da CBS (atual Sony BMG), permanece pouco conhecida, ofuscada pela imagem "maluco beleza" e pelo tremendo sucesso do cantor-ator Raul Seixas.





Na CBS, entre 1968 e 1972, Raul produziu e compôs para Jerry Adriani, Diana, Ed Wilson, Renato & Seus Blue Caps, Leno e outros, até que resolveu voltar a ter uma carreira como artista e lançou o genial Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das Dez, com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star.

Como um presente para meus festivos e festivas amigas este blog traz a coletânea Esquerda Festiva apresenta: Raul Seixas Produtor & Compositor, com gravações de Jerry Adriani, Renato e seus Blue Caps, Leno, Sérgio Sampaio, Alcione e Fábio. Segue a lista.

1- Jerry Adriani - Doce, Doce Amor ( Raul Seixas)

Um dos maiores sucessos do disco Pensa em Mim, de 1971, produzido por Raul.

2 - Jerry Adriani - Eu Sou Assim (Almir Ricardi/Frankye Adriano)

Balada soul composta por Almir Ricardi e pelo cantor Frankye da dupla Tony & Frankye. Lançada no disco Jerry, de 1970.

3 - Jerry Adriani - Não Vou Deixar Você Fugir (César)

Do disco Jerry de 1970.

4 - Jerry Adriani - O Seu Táxi Está Esperando (Raulzito)

Outra balada soul presente no disco de 1970.

5 - Jerry Adriani - Preciso de Você Agora ( Getúlio Côrtes)

Composição do autor de Negro Gato e irmão de Gérson King Combo, Getúlio Côrtes. Tem um clima Beatles, com a levada clássica, os coros e uma guitarra fuzz sensacional. Do disco de 1970.

6 - Jerry Adriani - Se Pensamento Falasse ( Raulzito)

Mais uma composição de Raul que está no disco de 1970. Com uma guitarra solo carregada de fuzz que provavelmente deve ser de Renato, já que os Blue Caps eram uma das bandas de apoio mais usadas pelo produtor Raul Seixas.

7 - Jerry Adriani - Tudo Que É Bom Dura Pouco ( Raulzito)


Uma guitarra de 12 cordas dá o clima Beatles nesta composição de Raul do disco Jerry Adriani de 1969.

8 - Leno - Por Que Não (Leno)

Rockzão stoniano presente no disco de Leno " Vida e Obra de Johnny McCartney" de 1971. Censurado na época foi lançado em CD pelo próprio Leno em 1995.

9 - Leno - Sentado no Arco-Íris (Leno-Raulzito)

Mais uma do disco censurado de Leno. Segundo ele, Raul lhe contou que foi a primeira letra da qual sentiu orgulho de ter feito. Raul ainda faz os backing vocals na faixa.

10 - Leno - Sha-la-la ( Raulzito)

Produzida e composta por Raul, está na coletânea As 14 mais volume XXIV de 1970.

11 - Renato & Seus Blue Caps - Se Eu Sou Feliz, Por Que Estou Chorando? (Leno- Raulzito)

Também presente na coletânea As 14 Mais volume XXIV de 1970.

12 - Leno - Johhny McCartney (Leno - Raulzito)

Uma das 4 músicas do disco Vida e Obra de Johhny McCartney aprovadas pela Censura e lançadas num compacto duplo em 1971. Raul cômpos, produziu e canta os backing vocals.

13 - Sérgio Sampaio - Não Tenha Medo Não ( Rua Moreira 65) (Sérgio Sampaio)

Em 1973, já na gravadora Philips para onde levou Sérgio Sampaio, Raul produziu o primeiro disco do artista, Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua, que contém esta e outras 11 músicas.

14 - Alcione - Planos de Papel ( Raul Seixas)

Lançada em 1973 pela Som Livre, a trilha sonora da novela global O Rebu foi toda composta por Raul e Paulo Coelho. De lá vem esta faixa interpretada pela Marrom.

15 - Fábio - Se O Rádio Não Toca ( Raul Seixas - Paulo Coelho)

O cantor paraguaio radicado no Brasil interpreta esta música da dupla Raul e Paulo Coelho que também está na trilha de O Rebu. Posteriormente foi também gravada por Raul.

Nem tudo que vem do Texas é ruim




Freddie King tocando com feeling e malandragem "Guetto Woman".

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Bando de canalhas travestidos de músicos




Dou aqui com algum atraso mas é importante comentar a decisão da Justiça, que determinou a abertura da caixa-preta da Ordem dos Músicos do Brasil.

A instituição humilha e explora os músicos em todo o território nacional e é uma vergonha para a profissão. Em sua maioria os conselhos estaduais são presididos e geridos por militares. A maioria não sabe distinguir um dó de um mi. Lá a coisa funciona assim, pagou tá dentro.

Essa máfia encastelada na OMB está roendo o osso desde 1964!!! A revista Carta Capital publicou um editorial sobre o assunto, reproduzido pelo jornalista Pedro Alexandre Sanches em seu blog, e que reproduzo também aqui:

A OMB SOB JULGAMENTO

Se quiserem obedecer à Justiça, os diretores do conselho regional carioca da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) terão de apresentar provas de suas aptidões musicais ao juiz federal Adriano Saldanha Gomes de Oliveira. É o mesmo que eles têm exigido dos músicos brasileiros desde a criação da OMB, apesar de CartaCapital ter provado, na edição 185, de 17 de abril de 2002, que é possível obter registro sem ter nenhuma aptidão musical. Agora, o feitiço virou contra os feiticeiros abancados na autarquia desde a instauração da ditadura militar.

A determinação do juiz, publicada em 5 de junho passado, atende a uma ação popular movida no Rio de Janeiro pelos músicos eruditos e professores Gabriel Gagliano, Eduardo Camenietzki e Sérgio Barboza, a cantora lírica Patrícia Vilches e o doutor em etnomusicologia Samuel Araújo. A prova de aptidão é apenas um detalhe: a OMB carioca tem o prazo de 15 dias para apresentar em juízo o estatuto da instituição, a listagem de cargos e salários do quadro funcional atual, atas de assembléias e prestações de contas desde 1964 e atas de eleições, entre outros itens.

Um dos objetivos pontuais, segundo os autores da ação, é estancar a prática recorrente da OMB, de antecipar na surdina eleições que, pela lei de criação do órgão, deveriam acontecer todo mês de novembro. "Nós só queremos eleição direta. Muitos desses diretores são militares que ocuparam a burocracia e não sabem tocar nada", protesta Camenietzki, que após começar a criticar publicamente a Ordem enfrentou processo de cassação do registro, vencido em primeira e segunda instância.

O objetivo central do levante contra a falta de transparência da OMB, ainda não conquistado mais de duas décadas após o encerramento oficial da ditadura, é o de democratizar e moralizar a gestão de direitos e deveres dos músicos. Já não era sem tempo, e a palavra agora pertence à OMB.

Baseado em fatos reais, ma non troppo




Meu multimídia comparsa Caio Cezar agora envereda pelo mundo dos quadrinhos. O Caio tá publicando as tirinhas do Andrade na revista Mural. A pedido da Esquerda Festiva ele faz uma breve apresentação do personagem:

Andrade foi inspirado num amigo meu, mas não adianta perguntar quem é porque não digo nem sob tortura. É aquele camarada que você gosta de encontrar pra tomar uma cerveja no boteco, até porque ele está sempre lá. Troca qualquer coisa -até mulher - por um chope da Brahma, um balcão pra apoiar o cotovelo e um macinho de Carlton.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Chacundum, chacundum





Na próxima quarta tenho a honra de ser o DJ convidado na festa Nação Balanço, com a alcunha de DJ Ulaiça, apelido que recebi do bróda Frank Maia e que graças ao Caio, tá pegando.

Ao lado dos mestres Zé Pereira e Marcelo Pimenta vou colocar o povo pra chacoalhar com muito funk-samba-rock-soul. Bora lá people!

E breve anuncio com detalhes a festa do meu aniversário, dia 1 de julho. Só adianto que será num novo ponto alucinante à beira da Lagoa.

Funk brothers soul



E amanhã, terça dia 19 de junho, tem os comparsas da Gubas & Os Possíveis Budas no espaço cultural Sol da Terra. Ótima pedida, estarei lá. Começa às 21 horas.

Que vergonha Santa Catarina!

Eu ia escrever algo sobre o assunto mas o tempo está escorrendo pelas mãos e o jornalista Carlos Damião em seu excelente blog já deu o recado.

Cidade sitiada

Florianópolis é uma cidade sitiada.

Por causa dos movimentos sociais, a Polícia Militar colocou seus homens de elite nas ruas, cercando entradas do calçadão e protegendo a quadra onde fica o gabinete do prefeito.

É interessante observar que esses policiais deveriam na verdade ocupar os pontos críticos da cidade, onde a marginalidade ameaça a população ordeira e concentra seus negócios ilícitos.

Mas não: a PM do governador Luiz Henrique mostra seu serviço à cidade atirando bombas de feito moral contra estudantes e servidores públicos em greve. “Manutenção da ordem social”, é o que escuto dos comandantes.

Combater o crime não é “manutenção da ordem social”?

Tem alguma coisa errada aí. Quando os governantes têm medo do povo, mas pouco se importam com os bandidos, voltamos a Maquiavel...


E no fim de semana li na sua coluna do DC, o jornalista Moacir Pereira - daqueles que adoram uma viagem oficial à Europa - sentando o sarrafo nos grevistas do Serviço Público Municipal e defendendo as ações truculentas da PM. E dizer que esse era o professor da cadeira de Ética no Curso de Jornalismo da UFSC. Disse ele:


A greve dos servidores públicos de Florianópolis deixou de ser um legítimo movimento de reivindicação para se transformar em ação de desordeiros buscando pretextos para praticar ilícitos contra o patrimônio público. Como a paralisação esvaziou-se, contestada pelos contribuintes usurpados, partiram para a ignorância.


Assista esse vídeo e tire sua conclusão.

You may say I'm a dreamer but I'm not the only one




Nunca é demais rever o Godfather of Soul, James Brown. Aqui ele canta a música " World" que foge um pouco do funk pelo qual ele é conhecido e cai num groove a little bit different mas suingadaço como sempre! Repare na cara dos figurantes. Não deve ser fácil ficar indiferente enquanto Brown detona o gogó berrando nos teus ouvidos. Ouça a mensagem.

World

World, tell me what
Happened to the blissed
And world, tell me where's
The love we missed

World, tell me what
Happened to the blissed
And world, tell me
Where's the love we missed

I hope you have a change of heart
Cause we can't go on like this

If we can't love our brothers
And we have lost the love for mother
Cause she said never to be apart
And we move ahead and add
Love to our heart

I never thought good people
Could ever, ever fail
And let the wonderful world
Be like a prison jail

World, tell all the hearts make up
And let everybody drink
From that silver cup

Tell me, where's the
Love we missed
Because we can't
We can't go on like this

Yeah, but sure you can't forsee
When we are lost because
Hope is just too far away
And all the good work of
Many, many good men
Forsake by the dock of the bay

Hit it
Please, give a damn, hey
Be concerned now

Got to have love, lord
Lord, have mercy

Got to be love
It's all we need
I know it right now

I never thought that people
Would ever, ever fail
And let this wonderful world
Be like a prison jail

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Apesar de tudo, um bom fim de semana pra todos!


Foto feita em Havana pelo meu comparsa de banda, Caio Cezar.

Para los que lutam




Eis aí minha gente amiga o Clube da Luta. Tá chegando no dia 23 de junho no Café Fios & Formas. Com as bandas Tijuquera, Jeremias Sem Cão e Os Berbigão.

Após esta edição o Clube da Luta volta a ser quinzenal pra delírio da massa funk-samba-rock-blues-freak-reguera. E tem muitas outras novidades.

Agora apresentam-se uma banda estreante por festa, com mais duas bandas veteranas e a costura bonita e elegante dos DJs. Zé Pereira e Ariela Grubert da Floripaorama e Nação Balanço estão produzindo em parceria com as bandas. O segundo semestre de 2007 veio à foguete e vamo que vamo!

Gente Nefasta




Cada dia que passa fico com mais nojo desse governo de Santa Catarina. É muito esculacho. Olha só mais essa canalhice. Com a cortesia do mestre César Valente, de cujo blog transcrevo.


No Diário Oficial do Estado, do dia 15 de junho, na página 35, está publicado um ato muuuito interessante. Trata-se da “Inexegibilidade 001” da Secretaria de Estado da Educação, para renovação de assinaturas dos jornais Diário Catarinense e A Notícia.

Ali se informa que todos nós, contribuintes catarinenses, pagaremos à RBS, R$ 2 milhões (isto mesmo, dois milhões de reais!), para que os dois jornais do grupo sejam distribuídos nas escolas. Lá não se informa por quanto tempo são renovadas as tais assinaturas, nem o número de exemplares que estamos pagando.

“Inexigibilidade” deve referir-se ao fato de que o grupo de comunicação premiado com essa esmola de dinheiro público, detém o monopólio virtual dos meios de comunicação impressos e, por isso, não há necessidade de se fazer qualquer licitação ou coleta de preços. Paga-se o que foi pedido e colabora-se para consolidar o monopólio, mostrando às pobres crianças catarinenses que não existem outras fontes de informação.

Tudo feito com o nosso dinheiro, que só anda escasso para abastecer as viaturas policiais e para fazer os serviços do Estado funcionarem adequadamente.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Loucura pouca é bobagem




Dá só uma olhada no cover que esses malucos fizeram da melhor canção de 2006, Crazy de Gnarls Barkley. Os caras substituiram o vozeirão do Cee-lo por um theremin, o primeiro instrumento eletrônico que existiu, inventando em 1919. A coisa bruxólica permite criar sons com as mãos manipulando o campo eletromagnético.

Composto por dois osciladores de frequências de rádio e duas antenas de metal, o músico precisa apenas mover suas mãos em volta das duas antenas, que controlam seu tom e volume. Seus sons são captados e transmitidos através de um amplificador.

Confere que é massa.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

"Recordar é viver: Pecados da Mídia"





Transcrevo do blog RS Urgente.


No dia 28 de setembro de 1970, o general Emilio Garrastazu Médici cassou a concessão da TV Excelsior, emissora que foi líder de audiência nos anos 60 e que apoiou o governo de João Goulart. A Excelsior deu partida às telenovelas na tv brasileira e introduziu um padrão técnico que mais tarde seria copiado pela Globo. Atravessando dificuldades financeiras, a Excelsior teve sua concessão cassada pela ditadura. Depois do dia 28 de setembro de 1970, a programação continuou por mais dois dias em São Paulo e no Rio de Janeiro, até que o Ministério das Comunicações retirou o cristal responsável pelas transmissões. A maioria dos artistas que trabalhava na Excelsior foi para a Globo, que ainda engatinhava nas novelas. Com o fim da Excelsior e a crise da Tupi, a Globo passou a reinar praticamente sozinha. Inútil procurar por um editorial da Globo criticando a cassação da concessão da Excelsior. Aliada da ditadura militar, a empresa aproveitou o episódio para crescer.



A Excelsior chegou a deter mais da metade das ações da TV Gaúcha de Porto Alegre (inaugurada em 29 de dezembro de 1962), em composição com a família Sirotsky. Em 1964, 75% das ações da emissora são vendidas, devido a problemas financeiros ao grupo Simonsen, proprietário da Excelsior. Em 1968, Maurício Sirotsky conseguiu recuperar o controle da emissora, comprando-a de volta, integralmente. É desnecessário também procurar algum editorial do jornal Zero Hora, da RBS, criticando a cassação da concessão da Excelsior, em 1970. Fundado em 1964 para substituir o jornal Última Hora, também fechado pelo regime militar, Zero Hora apoiou a ditadura militar, inclusive com editoriais destacando o papel cívico do golpe de 1964. Seguindo os passos da Globo, a RBS lançou as bases para seu império empresarial no sul do país, beneficiando-se de suas relações com o regime militar. Ao final do período da ditadura, a RBS havia se tornado a principal empresa de comunicação da região Sul, em estreita parceria com a Globo.

Homenagem ao Reinaldo Azevedo, ao Diogo Mainardi...



Do fantástico Laerte.

É assim que é




Esse vai para a minha rubra linda! Do Liniers.

Conexão Floripa-Alagoas




Clipe do Wado e Realismo Fantástico. Wado é meu amigo de infância, nascido em Florianópolis, e se mudou com a família pra Maceió a long time ago. Algumas semanas atrás ele esteve aqui na Ilha e fomos curtir um bom papo regado a vinho na casa da Ariela e do Gustavo " Baga" Zé Pereira. Eu, ele, o casal balanço e o Caio Cezar acabamos esticando a noite na festa Rocket no Mix Café. Doidera total.

Pois bem. Vamos ver se em breve trazemos o Wado à Floripa para uma apresentação com sua nova banda, formada por músicos da cena alagoana como Dinho Zampier (Mopho) no piano, Tupi (Vitor Pirralho e Unidade) nas programações e na bateria Rodrigo Peixinho, que tocava no Ball, antiga banda do Wado nos anos 90.

Wado retornou à Maceió depois de um tempo morando no Rio e está gravando seu quarto disco, agora com a com essa nova formação. Segue mais um vídeo de um show realizado na capital alagoana em 28 de abril deste ano.


Viva Raul!

Dois momentos do grande e irreverente artista. Primeiro um clipe muito bonito da música " A Maçã", de 1975, e depois Raulzito, na curta fase em que esteve sem barba, faz um dueto com Wanderléa. Eles cantam um pout-pourri de marchinhas carnavalescas no Fantástico em 1978. Com cenários do nosso Juarez Machado, irmão daquele que fez tanto por nossa cultura.







"Tá chocante, elegante..."




Jorge Ben e Tim Maia em 1981.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Super Goldies 80's



Essa vai para o amigo César. Chega hoje às bancas de São Paulo e do Rio Grande do Sul o número 1 da antologia da Chiclete com Banana do Angeli. Nós ainda teremos de esperar mais um pouco ( ou comprar no site da Devir )pra rever Bob Cuspe, Rê Bordosa, Meiaoito, Bibelô, Los Três Amigos, Walter Ego e outros "tipinhos inúteis" do genial artista por R$5,90.

domingo, 10 de junho de 2007

Cepacol

O ilustríssimo governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira é um homem de cultura, pai dedicado e dono de grande sensibilidade. Olhem só que ternura os versinhos criados por ele e declamados na abertura do Encontro Nacional da Mulher Contabilista, realizado em Florianópolis:

"Sem a companheira nossa vida não tem sabor nem colorido e nossa vida não tem sentido. Sem a companheira nossas noites são vazias de ternura. Sem a companheira nossas manhãs nunca terão o hálito de esperança".

Não é um fofo?

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Let's Spend The Night Together



E aí, como vai seu feriadão? Por aqui muita animação. Adoro esses dias por que muitas pessoas queridas aproveitam a data e retornam à Floripa. É bom rever todo mundo e aproveitar a companhia em conversas animadas.

E como percebem a semana aqui é marcada pelo FAM. Hoje em seu último dia o festival apresenta duas produções brasileiras que devem atrair um público enorme; Os 12 Trabalhos, de Ricardo Elias e É Proibido Proibir, de Jorge Durán. Tou nessa.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

E aí prefeito? E aí MPL?

O mestre César Valente, e principalmente o leitor que enviou-lhe a informação, manda muito bem hoje com esta nota na coluna De Olho na Capital, publicada no Diarinho, e reproduzida como um blog pelo próprio César.

COLETIVO DE CAPINZAL
A propósito do caos no transporte coletivo da capital, um leitor lembra que em Capinzal, no meio-oeste catarinense, a tarifa dos ônibus é de R$ 0,75 para percursos superiores a 18 quilômetros. E não tem rolo.

É que lá a prefeitura tirou a iniciativa privada relapsa da jogada e assumiu o transporte coletivo. O número de usuários aumentou a partir da retomada dos serviços pelo município, que cortou pela metade o valor das tarifas cobradas anteriormente. Será que o Dário topa?



Mais justo do que passe-livre para alguns e mais realista do que passe-livre para todos não é? Municipalização do transporte coletivo já!

Holidays



Quarta-feira com a cidade em polvorosa. Tudo indica que a festa hoje não vai ser fraca. Apesar do outono mais frio dos últimos anos estar gelando até os ossos, motivos pra sair da toca não faltam. E destaco a chacoalhante Nação Balanço, que acontece no Drakkar. Bora lá. Antes dá pra conferir às 21 h, gratuitamente, o filme Não Por Acaso, produção brasileira de Philippe Barcinski com Letícia Sabatella e Rodrigo Santoro, que será exibida no FAM no CIC.

E amanhã é a vez do groove black de primeira servido pelo bróda Emerson "Tomate" Gasperin e o chapa Gastão Moreira na festa Black Service, no Vecchio Giorgio. Êba!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Um relato de alguém que esteve lá



Do blog Subversivos.

"Florianópolis, quinta-feira 31 de Maio de 2007.

No caminho para o centro a aparente tranqüilidade da cidade era quebrada pelas muitas viaturas que patrulhavam as ruas, passei por vários grupos da policia, em pontos estratégicos como o túnel, a forte organização da policia era visível.

Quando cheguei no centro por volta das 17:00 tinha um grupo de uns 150 estudantes, na sua maioria do ensino médio, entre 15 e 17 anos, pequenos grupos de amigos, de inicio fiquei desanimado, era muito pouca gente, a maioria da população ia e vinha na habitual correria de fim de expediente.

A policia militar estava presente e cercava o terminal, mas tudo parecia bem calmo.

Alguns poucos se juntavam a manifestação,o número de pessoas começou a crescer aos poucos, e só tomou proporção quando a galera que veio de UFSC e do Colégio de Aplicação chegou, trazendo cartazes, berimbau, capoeira, tambores e muita gente, todos gritando “Eu pulo, eu pulo a catraca sim!”, “Se a tarifa não baixar olê olê olá a cidade vai parar!!” e “Dário, seu mercenário, essa tarifa já tá alta pra caralho”.

Nesse momento a mídia “oficial” começou a aparecer, RBS(Globo), SBT, todas acompanhadas de muitas vaias, a policia também não parava de filmar e tirar fotos de todos presentes, uma das coisas mais legais foi a quantidade de manifestantes que tiravam fotos e filmavam os acontecimentos, odeia a mídia? seja a mídia!

O numero de pessoas so aumentou e chegou ao ponto máximo quando entramos na Mauro Ramos, ocupando as duas vias da avenida, passavam de 3 mil pessoas, a PM acompanhava de perto, em fila indiana, nas janelas as pessoas observavam curiosas, algumas empolgadas batiam palmas, panelas, a galera respondia com “Na janela não! a luta é no chão!”.

Entramos na Altamiro Guimarães, em direção a Avenida Beiramar, a rua é uma descida, então dava para ver a tropa de choque a uns 200m, derrepente escutei a explosão de duas bombas de “efeito moral”, eles queriam que a gente recuasse, e foi oque fizemos, mas quando voltamos havia mais tropa de choque, eles bloqueavam a Mauro Ramos, ou ficávamos ou recuávamos, ficamos.

A tensão era evidente, então começou a violência, pedras e rojões de um lado e balas de borracha, gás pimenta e bombas de “efeito moral” de outro, o pânico tomou conta, a tropa de choque avançava rapidamente, na correria alguns caras quebraram um ônibus e o vidro de um ponto, vinagre na camiseta para se proteger do gás, um cheiro forte tomou conta das ruas, recuamos e fomos para o centro, com a tropa de choque marchando na cola.

Uma das cenas mais legais foi quando um cara começou a chutar uma planta e uma estudante se revoltou e soltou o verbo nele, dizendo que eramos mal vistos por atos individuais de vandalismo como aqueles, espero que alguém tem filmado isto!

Então voltamos até o terminal e sentamos na rua em frente a ele, a quantidade de policiais cercando a manifestação era assustadora, pouco a frente estava a policia de choque, cachorros e a policia montada.

A PM cercava o terminal tentando evitar que pessoas saíssem ou entrassem no terminal, o que causou revolta na população que percebia oque estava acontecendo, a PM queria a rua “limpa” para poder descer o cacete.

Então a tropa de choque começou a avançar, a maioria permaneceu sentada na rua, alguns jogavam capoeira mais ao fundo, fazendo com que a cena fosse bem bizarra, sabendo que pegaria mal bater em um monte de gente sentada a policia parou, a cena ficou assim por mais de meia hora, e aos poucos os manifestantes foram indo embora, alguns cantando, “amanhã vai ser maior!”.

Beto Brant no FAM



E hoje o DC publica uma baita matéria do bróda Fábio "Mutley" Bianchini com Beto Brant, diretor de Cão Sem Dono, filmaço exibido na última sexta no FAM.

Bianchini e o cineasta Marco Martins entrevistaram Beto enquanto Cão Sem Dono era exibido lá dentro do teatro do CIC. Como disse o Mutley "ele estava ansioso para saber o que o público havia achado".

E Beto Brant estava lá na porta do Café Matisse, para onde uma boa parte das pessoas que assistiram o filme, incluindo eu, dirigiu-se depois da sessão. Parei e disse a ele o quanto tinha gostado do filme em algumas poucas palavras. Ele me fez várias perguntas, que respondi ainda bem emocionado com a história e me despedi. O cara tava atento e querendo captar cada nuance de reação ao seu filme tão simples e tocante. Fui lá tomar umas com os camaradas ( quer dizer tomar um chá enquanto os camaradas mandavam ver naquela cerveja amarga de origem holandesa). Beto Brant ficou ali colhendo ainda muitas outras impressões.

Foto de Gustavo Cacciorro

Falou e disse

Marcos Espíndola na Contracapa de hoje.

Zica

Se o secretário de Cultura e Lazer, Gilmar Knaesel mostrar o mesmo ímpeto e desprendimento com o qual encarou as vaias durante a abertura do Festival Audiovisual do Mercosul (FAM), na sexta-feira, quem sabe na próxima edição estará recebendo aplausos. Quem sabe...

Ao focar seu discurso nas realizações do governo reeleito na área da cultura (?) e estabelecendo comparativos com as gestões passadas (?), Knaesel mexeu no vespeiro e a reação foi natural. É aquela coisa, bicho, a matemática é lógica, mas aluga. É o mesmo que apontar um crescimento de 100%, na equação de zero para um. E o rei continua nu!


E gostaria de destacar que o FAM 2007, apesar de contar com o apoio do governo estadual que cede o espaço do CIC, não existiria sem o patrocínio de uma estatal federal. E é um evento bom pracaramba, gratuito, que reúne uma mostra da produção audiovisual do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. Dê uma conferida no blog oficial e veja a programação por si mesmo(a). E se estiver em Floripa, não perca que vai até sexta.

sábado, 2 de junho de 2007

Tijolo a Tijolo




Senhoras e senhores, eis que o Clube da Luta retorna para fazer justiça. Dia 23 de junho no Café Fios & Formas, com Tijuquera, Os Berbigão e os estreantes da Jeremias Sem Cão.

É assim que se faz a construção.

O novo Kaiser de SC



Amigão da Esquerda Festiva me contou que seu pai tem um amigo muito bem relacionado no governo estadual, jornalista e tal. Esta semana o amigo liga para o pai e diz que ele não deve tentar passar pelas pontes pois haverão manifestações de estudantes e o governador ordenou à Polícia Militar que seja intransigente com essa gente baderneira. A ordem do Luiz Henrique foi sentar a mamona na rapaziada mesmo!

Isso me lembra a noite que antecedeu o dia da primeira eleição que LHS venceu para governador. Encontrei na rua um panfleto apócrifo que informava que o primeiro emprego de Luiz Henrique fôra no DOPS, como escrivão. Tava em casa. Se non é vero é ben trovatto.

Vale uma conferida no blog do César Valente, de onde peguei a foto. À esquerda o Wilfredo Gomes, marqueteiro de LHS, sem o seu indefectível bigodinho D'artagnan. E à extrema-direita o nosso querido, culto, lindo, bonito, joiado e honesto cidadão de bem, o novo Kaiser.

Cachorro louco



O FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul- começou muito bem ontem no CIC. O primeiro longa metragem exibido foi Cão Sem Dono, de Beto Brant e Renato Ciasca - baseado no livro de Daniel Galera, Até o Dia que o Cão Morreu. O filme foi rodado em Porto Alegre e deixo a crítica para os críticos. Eu digo que achei muito bom mesmo. Já de cara surge uma mulher linda trepando com o cara na sacada do apartamento. Eu me virei e disse pro amigo ao lado: Viva o cinema brasileiro!!!

Mas falando sério, é um filme bonitaço. Uma das melhores coisas que li sobre ele está aqui. É um texto dos próprio diretores falando sobre o filme.

E o FAM segue firme e forte até a próxima sexta. Confiram a programação no blog do festival.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Tudo pode piorar



É demais! Já não bastasse a edição nacional, agora temos a revista Caras Sul. Recebi por e-mail essa bizarrice. Consegue ser pior que a outra. Provinciana e jabazeira até o ossos. E tem até uma cobertura em Santa Catarina! Estranho, e eu que achava que o Sul começava só abaixo do Mampituba pra essa gente da tradicional família gaúcha.
E até o sumido Wilfredo Gomes, o marketeiro e organizador de viagens oficiais de LHS, aparece na inauguração de um cinema num dos novos shoppings de Floripa. Pensei que ele tava dando um tempo em Harvard, onde entrou num cursinho por indicação do governador e do Mangabeira.

It was 40 years ago today



Eu não teria como não comentar hoje, já que venho antecipando também aqui faz alguns dias. E nem me poupei de um título óbvio. Pois é...40 anos de Sgt Pepper's. E para comemorar a equipe da Apple, que nunca vacila em apresentar um biscoito fino, fez um site maneiro.

Cadê?





Da artista Tauba Auerbach de San Francisco, Califórnia. Via The Hidden Persuader.

Manifestações em Florianópolis





Este é o primeiro de uma série de vídeos que mostram as manifestações de ontem.

E lá na caixa de comentários do blog do Movimento Passe Livre, li este questionário proposto por Victor Rosa e Marília Alves.

"Em busca de criar diálogo e reflexão entre a população, e para sanar nossa própria curiosidade, decidimos formular as seguintes perguntas, que repassamos a vocês, para os que quiserem, possam respondê-las:


- Qual o seu nome (pode ser apenas o primeiro)? Idade? Ocupação? Se estudando: em que instituição, e que curso?


- Você é contra o aumento das passagens?


- Você é a favor das reivindicações de aumento de salário por parte dos motoristas e cobradores?


- Você acredita que o direito de um morador de, por exemplo, Canasvieiras, ir todos os dias ao centro de ônibus deve ser garantido?


- Se a resposta for afirmativa: Esse direito passou a existir desde que ano / década / século?


- Você acredita que a revolução industrial pôde, de alguma forma, ajudar na possibilidade de as pessoas pegarem ônibus?


- E a revolução nos modos de produção promovida pelo método implantado por Henry Ford (Fordismo) em suas fábricas?


- Como solução ao sistema de transportes, você acha melhor:

( ) Municipalização total do sistema

( ) Abertura total a livre concorrência de empresas privadas


- Você acha que um aumento de R$ 2,00 por mês vai pesar muito no seu orçamento mensal?


- E a possibilidade que este aumento de R$ 2,00 pode criar de aumento para os salários dos motoristas e cobradores?


- Se você acredita que está lutando pelos trabalhadores (aumento de R$ 4,00 por mês), não acha errado eles pagarem a conta da sua meia passagem?


- Você, como estudante, se acharia bem, no caso da implantação do passe livre, de saber que o trabalhador do seu lado paga R$ 2,10 para usar o mesmo serviço que você? Ainda levando em conta que ele paga mais impostos, e paga a sua escola, no caso de estudar em escola pública?


- Você acha que o prefeito Dário Berger tem algum benefício direto com o aumento das passagens?


- Você acha que a mídia que cobre as manifestações aqui em Florianópolis deturpa muito os fatos? De que maneira? Cite exemplos.


- Você acha que Florianópolis está entre as capitais com tarifa de transporte mais cara do país? A mais cara?


Criamos também uma conta de e-mail para que vocês possam enviar as respostas:

debatepasselivrefpolis@gmail.com


Pretendemos após recebimento de 50 respostas edita-las e divulga-las a todos por meios eletrônicos".

A Voz do Povo



"Às vezes me pergunto se a mídia não cogitaria de substituir os partidos, em plena falência, ou se acredita que a substituição já se deu. Recomenda-se não deveriam esquecer que partidos se consolidam no voto".

Mino Carta, pinçado de um post no blog dele ontem.