terça-feira, 26 de junho de 2007

" Quando a Música toca, tremem as muralhas da cidade"*

Na última quinta, dia 21 de junho, solstício de verão no hemisfério norte, Nova Iorque juntou-se pela primeira vez à mais outras 300 e poucas cidades de 108 países e fez uma celebração musical. O evento Make Music New York levou os músicos para as praças, calçadas e parques e a Música tomou conta do espaço público. Foi a estréia nova-iorquina na Fête de la Musique, que se originou na França em 1982, através de uma iniciativa do então ministro da Cultura Jack Lang. Foi tão boa a idéia que se espalhou pela Europa, e depois pelo mundo. Abaixo um pequeno vídeo mostra um pouco o que é a Fête de la Musique.



Fiquei sabendo desse festerê através do blog Brooklin Vegan que tinha o link para o site www.makemusicny.org, que conta toda a história e explica a idéia clara, objetiva e sucintamente. Lá somente em inglês mas mais ou menos é isso aqui, com alguns destaques meus:



Qualquer músico pode participar. Amador, curtidor ou renomado. O músico aí do lado participou e conta um pouco no seu blog, o Waved Humor.

Quem organiza este evento gigantesco? Um grupo de produtores que levou a idéia para o Comitê dos Cidadãos de Nova Iorque. Assim foram envolvidas várias comunidades em toda a cidade, que receberam apoio para realizar cada uma o seu Make Music.

Onde os músicos tocam?

A maioria dos músicos apresenta-se nos 19 mil quilômetros de calçadas da cidade. A organização cuida das permissões e os músicos não precisam lidar com nenhuma papelada. Bandas de rock tocam na calçada do seu prédio. Quartetos de Cordas tocam Bach em frente à mercearias. Quase tudo é possível, apenas é pedido que os músicos tenham alguma conexão com o local da apresentação.



Como encher a cidade de músicos?

A organização faz parcerias com bandas, orquestras, escolas de Música, lojas de instrumentos, corais e coordena os espaços para os artistas.

Ninguém é pago para tocar. Nem ninguém paga para tocar. Os organizadores do evento simplesmente agilizam as permissões, coordenam os shows, e divulgam com dezenas de milhares de cartazes, um site interativo e 50 cantores voluntários que circulam pela cidade com cartazes que anunciam "Em 21 de junho Make Music, New York!", além de outras estratégias de marketing.

A maioria dos músicos toca de graça mas artistas e espaços são bem-vindos para fazerem qualquer arranjo financeiro que quiserem, desde que os shows aconteçam ao ar livre e sejam gratuitos, abertos para todos.

O que acontece se chover?

Se chover os concertos das calçadas podem ser feitos em portarias de prédios, em entrada de lojas, em halls de shoppings. Neste caso apenas é pedido que uma porta ou janela seja aberta para que a Música possa ser ouvida nas ruas.


Adaptando à nossa realidade tá na hora de fazermos algo semelhante. Bora lá gente! Aqui o solstício de verão é dia 22 de dezembro.


* Platão.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Um outro lado de Raul Seixas





Raul Santos Seixas marcou a música e a cultura brasileira profundamente. O clássico "Toca Raul!", sempre berrado nos bares da vida, antes de denegrir o artista é uma demonstração da força do espírito e da qualidade perene da obra de Raulzito, como o artista era conhecido na Capital soteropolitana dos anos 60.

Raulzito e os Panteras eram na época a banda mais quente do pedaço em Salvador e acompanhavam todos os artistas da Jovem Guarda que faziam shows na Bahia. Um deles, Jerry Adriani, se tornou grande amigo de Raul e incentivou o grupo à ir para o Rio de Janeiro. Gravaram na Cidade Maravilhosa um disco que não deu em nada, separaram-se e Raulzito voltou para a Bahia, deprimido e recluso.

A história de Raul na música brasileira teria terminado aí não fosse por Jerry Adriani, ele de novo. Com o fim da Jovem Guarda, o cantor buscava uma nova sonoridade, um novo caminho e indicou Raul para Evandro Ribeiro, chefão da gravadora CBS, para ser seu produtor. Raul retornou então ao Rio e tornou-se funcionário da Columbia Broadcasting System. Esta fase super criativa de sua biografia: O período Raul Seixas/Raulzito compositor de "iê-iê-iê realista" e produtor da CBS (atual Sony BMG), permanece pouco conhecida, ofuscada pela imagem "maluco beleza" e pelo tremendo sucesso do cantor-ator Raul Seixas.





Na CBS, entre 1968 e 1972, Raul produziu e compôs para Jerry Adriani, Diana, Ed Wilson, Renato & Seus Blue Caps, Leno e outros, até que resolveu voltar a ter uma carreira como artista e lançou o genial Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das Dez, com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star.

Como um presente para meus festivos e festivas amigas este blog traz a coletânea Esquerda Festiva apresenta: Raul Seixas Produtor & Compositor, com gravações de Jerry Adriani, Renato e seus Blue Caps, Leno, Sérgio Sampaio, Alcione e Fábio. Segue a lista.

1- Jerry Adriani - Doce, Doce Amor ( Raul Seixas)

Um dos maiores sucessos do disco Pensa em Mim, de 1971, produzido por Raul.

2 - Jerry Adriani - Eu Sou Assim (Almir Ricardi/Frankye Adriano)

Balada soul composta por Almir Ricardi e pelo cantor Frankye da dupla Tony & Frankye. Lançada no disco Jerry, de 1970.

3 - Jerry Adriani - Não Vou Deixar Você Fugir (César)

Do disco Jerry de 1970.

4 - Jerry Adriani - O Seu Táxi Está Esperando (Raulzito)

Outra balada soul presente no disco de 1970.

5 - Jerry Adriani - Preciso de Você Agora ( Getúlio Côrtes)

Composição do autor de Negro Gato e irmão de Gérson King Combo, Getúlio Côrtes. Tem um clima Beatles, com a levada clássica, os coros e uma guitarra fuzz sensacional. Do disco de 1970.

6 - Jerry Adriani - Se Pensamento Falasse ( Raulzito)

Mais uma composição de Raul que está no disco de 1970. Com uma guitarra solo carregada de fuzz que provavelmente deve ser de Renato, já que os Blue Caps eram uma das bandas de apoio mais usadas pelo produtor Raul Seixas.

7 - Jerry Adriani - Tudo Que É Bom Dura Pouco ( Raulzito)


Uma guitarra de 12 cordas dá o clima Beatles nesta composição de Raul do disco Jerry Adriani de 1969.

8 - Leno - Por Que Não (Leno)

Rockzão stoniano presente no disco de Leno " Vida e Obra de Johnny McCartney" de 1971. Censurado na época foi lançado em CD pelo próprio Leno em 1995.

9 - Leno - Sentado no Arco-Íris (Leno-Raulzito)

Mais uma do disco censurado de Leno. Segundo ele, Raul lhe contou que foi a primeira letra da qual sentiu orgulho de ter feito. Raul ainda faz os backing vocals na faixa.

10 - Leno - Sha-la-la ( Raulzito)

Produzida e composta por Raul, está na coletânea As 14 mais volume XXIV de 1970.

11 - Renato & Seus Blue Caps - Se Eu Sou Feliz, Por Que Estou Chorando? (Leno- Raulzito)

Também presente na coletânea As 14 Mais volume XXIV de 1970.

12 - Leno - Johhny McCartney (Leno - Raulzito)

Uma das 4 músicas do disco Vida e Obra de Johhny McCartney aprovadas pela Censura e lançadas num compacto duplo em 1971. Raul cômpos, produziu e canta os backing vocals.

13 - Sérgio Sampaio - Não Tenha Medo Não ( Rua Moreira 65) (Sérgio Sampaio)

Em 1973, já na gravadora Philips para onde levou Sérgio Sampaio, Raul produziu o primeiro disco do artista, Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua, que contém esta e outras 11 músicas.

14 - Alcione - Planos de Papel ( Raul Seixas)

Lançada em 1973 pela Som Livre, a trilha sonora da novela global O Rebu foi toda composta por Raul e Paulo Coelho. De lá vem esta faixa interpretada pela Marrom.

15 - Fábio - Se O Rádio Não Toca ( Raul Seixas - Paulo Coelho)

O cantor paraguaio radicado no Brasil interpreta esta música da dupla Raul e Paulo Coelho que também está na trilha de O Rebu. Posteriormente foi também gravada por Raul.

Nem tudo que vem do Texas é ruim




Freddie King tocando com feeling e malandragem "Guetto Woman".

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Bando de canalhas travestidos de músicos




Dou aqui com algum atraso mas é importante comentar a decisão da Justiça, que determinou a abertura da caixa-preta da Ordem dos Músicos do Brasil.

A instituição humilha e explora os músicos em todo o território nacional e é uma vergonha para a profissão. Em sua maioria os conselhos estaduais são presididos e geridos por militares. A maioria não sabe distinguir um dó de um mi. Lá a coisa funciona assim, pagou tá dentro.

Essa máfia encastelada na OMB está roendo o osso desde 1964!!! A revista Carta Capital publicou um editorial sobre o assunto, reproduzido pelo jornalista Pedro Alexandre Sanches em seu blog, e que reproduzo também aqui:

A OMB SOB JULGAMENTO

Se quiserem obedecer à Justiça, os diretores do conselho regional carioca da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) terão de apresentar provas de suas aptidões musicais ao juiz federal Adriano Saldanha Gomes de Oliveira. É o mesmo que eles têm exigido dos músicos brasileiros desde a criação da OMB, apesar de CartaCapital ter provado, na edição 185, de 17 de abril de 2002, que é possível obter registro sem ter nenhuma aptidão musical. Agora, o feitiço virou contra os feiticeiros abancados na autarquia desde a instauração da ditadura militar.

A determinação do juiz, publicada em 5 de junho passado, atende a uma ação popular movida no Rio de Janeiro pelos músicos eruditos e professores Gabriel Gagliano, Eduardo Camenietzki e Sérgio Barboza, a cantora lírica Patrícia Vilches e o doutor em etnomusicologia Samuel Araújo. A prova de aptidão é apenas um detalhe: a OMB carioca tem o prazo de 15 dias para apresentar em juízo o estatuto da instituição, a listagem de cargos e salários do quadro funcional atual, atas de assembléias e prestações de contas desde 1964 e atas de eleições, entre outros itens.

Um dos objetivos pontuais, segundo os autores da ação, é estancar a prática recorrente da OMB, de antecipar na surdina eleições que, pela lei de criação do órgão, deveriam acontecer todo mês de novembro. "Nós só queremos eleição direta. Muitos desses diretores são militares que ocuparam a burocracia e não sabem tocar nada", protesta Camenietzki, que após começar a criticar publicamente a Ordem enfrentou processo de cassação do registro, vencido em primeira e segunda instância.

O objetivo central do levante contra a falta de transparência da OMB, ainda não conquistado mais de duas décadas após o encerramento oficial da ditadura, é o de democratizar e moralizar a gestão de direitos e deveres dos músicos. Já não era sem tempo, e a palavra agora pertence à OMB.

Baseado em fatos reais, ma non troppo




Meu multimídia comparsa Caio Cezar agora envereda pelo mundo dos quadrinhos. O Caio tá publicando as tirinhas do Andrade na revista Mural. A pedido da Esquerda Festiva ele faz uma breve apresentação do personagem:

Andrade foi inspirado num amigo meu, mas não adianta perguntar quem é porque não digo nem sob tortura. É aquele camarada que você gosta de encontrar pra tomar uma cerveja no boteco, até porque ele está sempre lá. Troca qualquer coisa -até mulher - por um chope da Brahma, um balcão pra apoiar o cotovelo e um macinho de Carlton.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Chacundum, chacundum





Na próxima quarta tenho a honra de ser o DJ convidado na festa Nação Balanço, com a alcunha de DJ Ulaiça, apelido que recebi do bróda Frank Maia e que graças ao Caio, tá pegando.

Ao lado dos mestres Zé Pereira e Marcelo Pimenta vou colocar o povo pra chacoalhar com muito funk-samba-rock-soul. Bora lá people!

E breve anuncio com detalhes a festa do meu aniversário, dia 1 de julho. Só adianto que será num novo ponto alucinante à beira da Lagoa.

Funk brothers soul



E amanhã, terça dia 19 de junho, tem os comparsas da Gubas & Os Possíveis Budas no espaço cultural Sol da Terra. Ótima pedida, estarei lá. Começa às 21 horas.

Que vergonha Santa Catarina!

Eu ia escrever algo sobre o assunto mas o tempo está escorrendo pelas mãos e o jornalista Carlos Damião em seu excelente blog já deu o recado.

Cidade sitiada

Florianópolis é uma cidade sitiada.

Por causa dos movimentos sociais, a Polícia Militar colocou seus homens de elite nas ruas, cercando entradas do calçadão e protegendo a quadra onde fica o gabinete do prefeito.

É interessante observar que esses policiais deveriam na verdade ocupar os pontos críticos da cidade, onde a marginalidade ameaça a população ordeira e concentra seus negócios ilícitos.

Mas não: a PM do governador Luiz Henrique mostra seu serviço à cidade atirando bombas de feito moral contra estudantes e servidores públicos em greve. “Manutenção da ordem social”, é o que escuto dos comandantes.

Combater o crime não é “manutenção da ordem social”?

Tem alguma coisa errada aí. Quando os governantes têm medo do povo, mas pouco se importam com os bandidos, voltamos a Maquiavel...


E no fim de semana li na sua coluna do DC, o jornalista Moacir Pereira - daqueles que adoram uma viagem oficial à Europa - sentando o sarrafo nos grevistas do Serviço Público Municipal e defendendo as ações truculentas da PM. E dizer que esse era o professor da cadeira de Ética no Curso de Jornalismo da UFSC. Disse ele:


A greve dos servidores públicos de Florianópolis deixou de ser um legítimo movimento de reivindicação para se transformar em ação de desordeiros buscando pretextos para praticar ilícitos contra o patrimônio público. Como a paralisação esvaziou-se, contestada pelos contribuintes usurpados, partiram para a ignorância.


Assista esse vídeo e tire sua conclusão.

You may say I'm a dreamer but I'm not the only one




Nunca é demais rever o Godfather of Soul, James Brown. Aqui ele canta a música " World" que foge um pouco do funk pelo qual ele é conhecido e cai num groove a little bit different mas suingadaço como sempre! Repare na cara dos figurantes. Não deve ser fácil ficar indiferente enquanto Brown detona o gogó berrando nos teus ouvidos. Ouça a mensagem.

World

World, tell me what
Happened to the blissed
And world, tell me where's
The love we missed

World, tell me what
Happened to the blissed
And world, tell me
Where's the love we missed

I hope you have a change of heart
Cause we can't go on like this

If we can't love our brothers
And we have lost the love for mother
Cause she said never to be apart
And we move ahead and add
Love to our heart

I never thought good people
Could ever, ever fail
And let the wonderful world
Be like a prison jail

World, tell all the hearts make up
And let everybody drink
From that silver cup

Tell me, where's the
Love we missed
Because we can't
We can't go on like this

Yeah, but sure you can't forsee
When we are lost because
Hope is just too far away
And all the good work of
Many, many good men
Forsake by the dock of the bay

Hit it
Please, give a damn, hey
Be concerned now

Got to have love, lord
Lord, have mercy

Got to be love
It's all we need
I know it right now

I never thought that people
Would ever, ever fail
And let this wonderful world
Be like a prison jail

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Apesar de tudo, um bom fim de semana pra todos!


Foto feita em Havana pelo meu comparsa de banda, Caio Cezar.

Para los que lutam




Eis aí minha gente amiga o Clube da Luta. Tá chegando no dia 23 de junho no Café Fios & Formas. Com as bandas Tijuquera, Jeremias Sem Cão e Os Berbigão.

Após esta edição o Clube da Luta volta a ser quinzenal pra delírio da massa funk-samba-rock-blues-freak-reguera. E tem muitas outras novidades.

Agora apresentam-se uma banda estreante por festa, com mais duas bandas veteranas e a costura bonita e elegante dos DJs. Zé Pereira e Ariela Grubert da Floripaorama e Nação Balanço estão produzindo em parceria com as bandas. O segundo semestre de 2007 veio à foguete e vamo que vamo!

Gente Nefasta




Cada dia que passa fico com mais nojo desse governo de Santa Catarina. É muito esculacho. Olha só mais essa canalhice. Com a cortesia do mestre César Valente, de cujo blog transcrevo.


No Diário Oficial do Estado, do dia 15 de junho, na página 35, está publicado um ato muuuito interessante. Trata-se da “Inexegibilidade 001” da Secretaria de Estado da Educação, para renovação de assinaturas dos jornais Diário Catarinense e A Notícia.

Ali se informa que todos nós, contribuintes catarinenses, pagaremos à RBS, R$ 2 milhões (isto mesmo, dois milhões de reais!), para que os dois jornais do grupo sejam distribuídos nas escolas. Lá não se informa por quanto tempo são renovadas as tais assinaturas, nem o número de exemplares que estamos pagando.

“Inexigibilidade” deve referir-se ao fato de que o grupo de comunicação premiado com essa esmola de dinheiro público, detém o monopólio virtual dos meios de comunicação impressos e, por isso, não há necessidade de se fazer qualquer licitação ou coleta de preços. Paga-se o que foi pedido e colabora-se para consolidar o monopólio, mostrando às pobres crianças catarinenses que não existem outras fontes de informação.

Tudo feito com o nosso dinheiro, que só anda escasso para abastecer as viaturas policiais e para fazer os serviços do Estado funcionarem adequadamente.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Loucura pouca é bobagem




Dá só uma olhada no cover que esses malucos fizeram da melhor canção de 2006, Crazy de Gnarls Barkley. Os caras substituiram o vozeirão do Cee-lo por um theremin, o primeiro instrumento eletrônico que existiu, inventando em 1919. A coisa bruxólica permite criar sons com as mãos manipulando o campo eletromagnético.

Composto por dois osciladores de frequências de rádio e duas antenas de metal, o músico precisa apenas mover suas mãos em volta das duas antenas, que controlam seu tom e volume. Seus sons são captados e transmitidos através de um amplificador.

Confere que é massa.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

"Recordar é viver: Pecados da Mídia"





Transcrevo do blog RS Urgente.


No dia 28 de setembro de 1970, o general Emilio Garrastazu Médici cassou a concessão da TV Excelsior, emissora que foi líder de audiência nos anos 60 e que apoiou o governo de João Goulart. A Excelsior deu partida às telenovelas na tv brasileira e introduziu um padrão técnico que mais tarde seria copiado pela Globo. Atravessando dificuldades financeiras, a Excelsior teve sua concessão cassada pela ditadura. Depois do dia 28 de setembro de 1970, a programação continuou por mais dois dias em São Paulo e no Rio de Janeiro, até que o Ministério das Comunicações retirou o cristal responsável pelas transmissões. A maioria dos artistas que trabalhava na Excelsior foi para a Globo, que ainda engatinhava nas novelas. Com o fim da Excelsior e a crise da Tupi, a Globo passou a reinar praticamente sozinha. Inútil procurar por um editorial da Globo criticando a cassação da concessão da Excelsior. Aliada da ditadura militar, a empresa aproveitou o episódio para crescer.



A Excelsior chegou a deter mais da metade das ações da TV Gaúcha de Porto Alegre (inaugurada em 29 de dezembro de 1962), em composição com a família Sirotsky. Em 1964, 75% das ações da emissora são vendidas, devido a problemas financeiros ao grupo Simonsen, proprietário da Excelsior. Em 1968, Maurício Sirotsky conseguiu recuperar o controle da emissora, comprando-a de volta, integralmente. É desnecessário também procurar algum editorial do jornal Zero Hora, da RBS, criticando a cassação da concessão da Excelsior, em 1970. Fundado em 1964 para substituir o jornal Última Hora, também fechado pelo regime militar, Zero Hora apoiou a ditadura militar, inclusive com editoriais destacando o papel cívico do golpe de 1964. Seguindo os passos da Globo, a RBS lançou as bases para seu império empresarial no sul do país, beneficiando-se de suas relações com o regime militar. Ao final do período da ditadura, a RBS havia se tornado a principal empresa de comunicação da região Sul, em estreita parceria com a Globo.

Homenagem ao Reinaldo Azevedo, ao Diogo Mainardi...



Do fantástico Laerte.

É assim que é




Esse vai para a minha rubra linda! Do Liniers.

Conexão Floripa-Alagoas




Clipe do Wado e Realismo Fantástico. Wado é meu amigo de infância, nascido em Florianópolis, e se mudou com a família pra Maceió a long time ago. Algumas semanas atrás ele esteve aqui na Ilha e fomos curtir um bom papo regado a vinho na casa da Ariela e do Gustavo " Baga" Zé Pereira. Eu, ele, o casal balanço e o Caio Cezar acabamos esticando a noite na festa Rocket no Mix Café. Doidera total.

Pois bem. Vamos ver se em breve trazemos o Wado à Floripa para uma apresentação com sua nova banda, formada por músicos da cena alagoana como Dinho Zampier (Mopho) no piano, Tupi (Vitor Pirralho e Unidade) nas programações e na bateria Rodrigo Peixinho, que tocava no Ball, antiga banda do Wado nos anos 90.

Wado retornou à Maceió depois de um tempo morando no Rio e está gravando seu quarto disco, agora com a com essa nova formação. Segue mais um vídeo de um show realizado na capital alagoana em 28 de abril deste ano.


Viva Raul!

Dois momentos do grande e irreverente artista. Primeiro um clipe muito bonito da música " A Maçã", de 1975, e depois Raulzito, na curta fase em que esteve sem barba, faz um dueto com Wanderléa. Eles cantam um pout-pourri de marchinhas carnavalescas no Fantástico em 1978. Com cenários do nosso Juarez Machado, irmão daquele que fez tanto por nossa cultura.







"Tá chocante, elegante..."




Jorge Ben e Tim Maia em 1981.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Super Goldies 80's



Essa vai para o amigo César. Chega hoje às bancas de São Paulo e do Rio Grande do Sul o número 1 da antologia da Chiclete com Banana do Angeli. Nós ainda teremos de esperar mais um pouco ( ou comprar no site da Devir )pra rever Bob Cuspe, Rê Bordosa, Meiaoito, Bibelô, Los Três Amigos, Walter Ego e outros "tipinhos inúteis" do genial artista por R$5,90.

domingo, 10 de junho de 2007

Cepacol

O ilustríssimo governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira é um homem de cultura, pai dedicado e dono de grande sensibilidade. Olhem só que ternura os versinhos criados por ele e declamados na abertura do Encontro Nacional da Mulher Contabilista, realizado em Florianópolis:

"Sem a companheira nossa vida não tem sabor nem colorido e nossa vida não tem sentido. Sem a companheira nossas noites são vazias de ternura. Sem a companheira nossas manhãs nunca terão o hálito de esperança".

Não é um fofo?

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Let's Spend The Night Together



E aí, como vai seu feriadão? Por aqui muita animação. Adoro esses dias por que muitas pessoas queridas aproveitam a data e retornam à Floripa. É bom rever todo mundo e aproveitar a companhia em conversas animadas.

E como percebem a semana aqui é marcada pelo FAM. Hoje em seu último dia o festival apresenta duas produções brasileiras que devem atrair um público enorme; Os 12 Trabalhos, de Ricardo Elias e É Proibido Proibir, de Jorge Durán. Tou nessa.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

E aí prefeito? E aí MPL?

O mestre César Valente, e principalmente o leitor que enviou-lhe a informação, manda muito bem hoje com esta nota na coluna De Olho na Capital, publicada no Diarinho, e reproduzida como um blog pelo próprio César.

COLETIVO DE CAPINZAL
A propósito do caos no transporte coletivo da capital, um leitor lembra que em Capinzal, no meio-oeste catarinense, a tarifa dos ônibus é de R$ 0,75 para percursos superiores a 18 quilômetros. E não tem rolo.

É que lá a prefeitura tirou a iniciativa privada relapsa da jogada e assumiu o transporte coletivo. O número de usuários aumentou a partir da retomada dos serviços pelo município, que cortou pela metade o valor das tarifas cobradas anteriormente. Será que o Dário topa?



Mais justo do que passe-livre para alguns e mais realista do que passe-livre para todos não é? Municipalização do transporte coletivo já!

Holidays



Quarta-feira com a cidade em polvorosa. Tudo indica que a festa hoje não vai ser fraca. Apesar do outono mais frio dos últimos anos estar gelando até os ossos, motivos pra sair da toca não faltam. E destaco a chacoalhante Nação Balanço, que acontece no Drakkar. Bora lá. Antes dá pra conferir às 21 h, gratuitamente, o filme Não Por Acaso, produção brasileira de Philippe Barcinski com Letícia Sabatella e Rodrigo Santoro, que será exibida no FAM no CIC.

E amanhã é a vez do groove black de primeira servido pelo bróda Emerson "Tomate" Gasperin e o chapa Gastão Moreira na festa Black Service, no Vecchio Giorgio. Êba!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Um relato de alguém que esteve lá



Do blog Subversivos.

"Florianópolis, quinta-feira 31 de Maio de 2007.

No caminho para o centro a aparente tranqüilidade da cidade era quebrada pelas muitas viaturas que patrulhavam as ruas, passei por vários grupos da policia, em pontos estratégicos como o túnel, a forte organização da policia era visível.

Quando cheguei no centro por volta das 17:00 tinha um grupo de uns 150 estudantes, na sua maioria do ensino médio, entre 15 e 17 anos, pequenos grupos de amigos, de inicio fiquei desanimado, era muito pouca gente, a maioria da população ia e vinha na habitual correria de fim de expediente.

A policia militar estava presente e cercava o terminal, mas tudo parecia bem calmo.

Alguns poucos se juntavam a manifestação,o número de pessoas começou a crescer aos poucos, e só tomou proporção quando a galera que veio de UFSC e do Colégio de Aplicação chegou, trazendo cartazes, berimbau, capoeira, tambores e muita gente, todos gritando “Eu pulo, eu pulo a catraca sim!”, “Se a tarifa não baixar olê olê olá a cidade vai parar!!” e “Dário, seu mercenário, essa tarifa já tá alta pra caralho”.

Nesse momento a mídia “oficial” começou a aparecer, RBS(Globo), SBT, todas acompanhadas de muitas vaias, a policia também não parava de filmar e tirar fotos de todos presentes, uma das coisas mais legais foi a quantidade de manifestantes que tiravam fotos e filmavam os acontecimentos, odeia a mídia? seja a mídia!

O numero de pessoas so aumentou e chegou ao ponto máximo quando entramos na Mauro Ramos, ocupando as duas vias da avenida, passavam de 3 mil pessoas, a PM acompanhava de perto, em fila indiana, nas janelas as pessoas observavam curiosas, algumas empolgadas batiam palmas, panelas, a galera respondia com “Na janela não! a luta é no chão!”.

Entramos na Altamiro Guimarães, em direção a Avenida Beiramar, a rua é uma descida, então dava para ver a tropa de choque a uns 200m, derrepente escutei a explosão de duas bombas de “efeito moral”, eles queriam que a gente recuasse, e foi oque fizemos, mas quando voltamos havia mais tropa de choque, eles bloqueavam a Mauro Ramos, ou ficávamos ou recuávamos, ficamos.

A tensão era evidente, então começou a violência, pedras e rojões de um lado e balas de borracha, gás pimenta e bombas de “efeito moral” de outro, o pânico tomou conta, a tropa de choque avançava rapidamente, na correria alguns caras quebraram um ônibus e o vidro de um ponto, vinagre na camiseta para se proteger do gás, um cheiro forte tomou conta das ruas, recuamos e fomos para o centro, com a tropa de choque marchando na cola.

Uma das cenas mais legais foi quando um cara começou a chutar uma planta e uma estudante se revoltou e soltou o verbo nele, dizendo que eramos mal vistos por atos individuais de vandalismo como aqueles, espero que alguém tem filmado isto!

Então voltamos até o terminal e sentamos na rua em frente a ele, a quantidade de policiais cercando a manifestação era assustadora, pouco a frente estava a policia de choque, cachorros e a policia montada.

A PM cercava o terminal tentando evitar que pessoas saíssem ou entrassem no terminal, o que causou revolta na população que percebia oque estava acontecendo, a PM queria a rua “limpa” para poder descer o cacete.

Então a tropa de choque começou a avançar, a maioria permaneceu sentada na rua, alguns jogavam capoeira mais ao fundo, fazendo com que a cena fosse bem bizarra, sabendo que pegaria mal bater em um monte de gente sentada a policia parou, a cena ficou assim por mais de meia hora, e aos poucos os manifestantes foram indo embora, alguns cantando, “amanhã vai ser maior!”.

Beto Brant no FAM



E hoje o DC publica uma baita matéria do bróda Fábio "Mutley" Bianchini com Beto Brant, diretor de Cão Sem Dono, filmaço exibido na última sexta no FAM.

Bianchini e o cineasta Marco Martins entrevistaram Beto enquanto Cão Sem Dono era exibido lá dentro do teatro do CIC. Como disse o Mutley "ele estava ansioso para saber o que o público havia achado".

E Beto Brant estava lá na porta do Café Matisse, para onde uma boa parte das pessoas que assistiram o filme, incluindo eu, dirigiu-se depois da sessão. Parei e disse a ele o quanto tinha gostado do filme em algumas poucas palavras. Ele me fez várias perguntas, que respondi ainda bem emocionado com a história e me despedi. O cara tava atento e querendo captar cada nuance de reação ao seu filme tão simples e tocante. Fui lá tomar umas com os camaradas ( quer dizer tomar um chá enquanto os camaradas mandavam ver naquela cerveja amarga de origem holandesa). Beto Brant ficou ali colhendo ainda muitas outras impressões.

Foto de Gustavo Cacciorro

Falou e disse

Marcos Espíndola na Contracapa de hoje.

Zica

Se o secretário de Cultura e Lazer, Gilmar Knaesel mostrar o mesmo ímpeto e desprendimento com o qual encarou as vaias durante a abertura do Festival Audiovisual do Mercosul (FAM), na sexta-feira, quem sabe na próxima edição estará recebendo aplausos. Quem sabe...

Ao focar seu discurso nas realizações do governo reeleito na área da cultura (?) e estabelecendo comparativos com as gestões passadas (?), Knaesel mexeu no vespeiro e a reação foi natural. É aquela coisa, bicho, a matemática é lógica, mas aluga. É o mesmo que apontar um crescimento de 100%, na equação de zero para um. E o rei continua nu!


E gostaria de destacar que o FAM 2007, apesar de contar com o apoio do governo estadual que cede o espaço do CIC, não existiria sem o patrocínio de uma estatal federal. E é um evento bom pracaramba, gratuito, que reúne uma mostra da produção audiovisual do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. Dê uma conferida no blog oficial e veja a programação por si mesmo(a). E se estiver em Floripa, não perca que vai até sexta.

sábado, 2 de junho de 2007

Tijolo a Tijolo




Senhoras e senhores, eis que o Clube da Luta retorna para fazer justiça. Dia 23 de junho no Café Fios & Formas, com Tijuquera, Os Berbigão e os estreantes da Jeremias Sem Cão.

É assim que se faz a construção.

O novo Kaiser de SC



Amigão da Esquerda Festiva me contou que seu pai tem um amigo muito bem relacionado no governo estadual, jornalista e tal. Esta semana o amigo liga para o pai e diz que ele não deve tentar passar pelas pontes pois haverão manifestações de estudantes e o governador ordenou à Polícia Militar que seja intransigente com essa gente baderneira. A ordem do Luiz Henrique foi sentar a mamona na rapaziada mesmo!

Isso me lembra a noite que antecedeu o dia da primeira eleição que LHS venceu para governador. Encontrei na rua um panfleto apócrifo que informava que o primeiro emprego de Luiz Henrique fôra no DOPS, como escrivão. Tava em casa. Se non é vero é ben trovatto.

Vale uma conferida no blog do César Valente, de onde peguei a foto. À esquerda o Wilfredo Gomes, marqueteiro de LHS, sem o seu indefectível bigodinho D'artagnan. E à extrema-direita o nosso querido, culto, lindo, bonito, joiado e honesto cidadão de bem, o novo Kaiser.

Cachorro louco



O FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul- começou muito bem ontem no CIC. O primeiro longa metragem exibido foi Cão Sem Dono, de Beto Brant e Renato Ciasca - baseado no livro de Daniel Galera, Até o Dia que o Cão Morreu. O filme foi rodado em Porto Alegre e deixo a crítica para os críticos. Eu digo que achei muito bom mesmo. Já de cara surge uma mulher linda trepando com o cara na sacada do apartamento. Eu me virei e disse pro amigo ao lado: Viva o cinema brasileiro!!!

Mas falando sério, é um filme bonitaço. Uma das melhores coisas que li sobre ele está aqui. É um texto dos próprio diretores falando sobre o filme.

E o FAM segue firme e forte até a próxima sexta. Confiram a programação no blog do festival.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Tudo pode piorar



É demais! Já não bastasse a edição nacional, agora temos a revista Caras Sul. Recebi por e-mail essa bizarrice. Consegue ser pior que a outra. Provinciana e jabazeira até o ossos. E tem até uma cobertura em Santa Catarina! Estranho, e eu que achava que o Sul começava só abaixo do Mampituba pra essa gente da tradicional família gaúcha.
E até o sumido Wilfredo Gomes, o marketeiro e organizador de viagens oficiais de LHS, aparece na inauguração de um cinema num dos novos shoppings de Floripa. Pensei que ele tava dando um tempo em Harvard, onde entrou num cursinho por indicação do governador e do Mangabeira.

It was 40 years ago today



Eu não teria como não comentar hoje, já que venho antecipando também aqui faz alguns dias. E nem me poupei de um título óbvio. Pois é...40 anos de Sgt Pepper's. E para comemorar a equipe da Apple, que nunca vacila em apresentar um biscoito fino, fez um site maneiro.

Cadê?





Da artista Tauba Auerbach de San Francisco, Califórnia. Via The Hidden Persuader.

Manifestações em Florianópolis





Este é o primeiro de uma série de vídeos que mostram as manifestações de ontem.

E lá na caixa de comentários do blog do Movimento Passe Livre, li este questionário proposto por Victor Rosa e Marília Alves.

"Em busca de criar diálogo e reflexão entre a população, e para sanar nossa própria curiosidade, decidimos formular as seguintes perguntas, que repassamos a vocês, para os que quiserem, possam respondê-las:


- Qual o seu nome (pode ser apenas o primeiro)? Idade? Ocupação? Se estudando: em que instituição, e que curso?


- Você é contra o aumento das passagens?


- Você é a favor das reivindicações de aumento de salário por parte dos motoristas e cobradores?


- Você acredita que o direito de um morador de, por exemplo, Canasvieiras, ir todos os dias ao centro de ônibus deve ser garantido?


- Se a resposta for afirmativa: Esse direito passou a existir desde que ano / década / século?


- Você acredita que a revolução industrial pôde, de alguma forma, ajudar na possibilidade de as pessoas pegarem ônibus?


- E a revolução nos modos de produção promovida pelo método implantado por Henry Ford (Fordismo) em suas fábricas?


- Como solução ao sistema de transportes, você acha melhor:

( ) Municipalização total do sistema

( ) Abertura total a livre concorrência de empresas privadas


- Você acha que um aumento de R$ 2,00 por mês vai pesar muito no seu orçamento mensal?


- E a possibilidade que este aumento de R$ 2,00 pode criar de aumento para os salários dos motoristas e cobradores?


- Se você acredita que está lutando pelos trabalhadores (aumento de R$ 4,00 por mês), não acha errado eles pagarem a conta da sua meia passagem?


- Você, como estudante, se acharia bem, no caso da implantação do passe livre, de saber que o trabalhador do seu lado paga R$ 2,10 para usar o mesmo serviço que você? Ainda levando em conta que ele paga mais impostos, e paga a sua escola, no caso de estudar em escola pública?


- Você acha que o prefeito Dário Berger tem algum benefício direto com o aumento das passagens?


- Você acha que a mídia que cobre as manifestações aqui em Florianópolis deturpa muito os fatos? De que maneira? Cite exemplos.


- Você acha que Florianópolis está entre as capitais com tarifa de transporte mais cara do país? A mais cara?


Criamos também uma conta de e-mail para que vocês possam enviar as respostas:

debatepasselivrefpolis@gmail.com


Pretendemos após recebimento de 50 respostas edita-las e divulga-las a todos por meios eletrônicos".

A Voz do Povo



"Às vezes me pergunto se a mídia não cogitaria de substituir os partidos, em plena falência, ou se acredita que a substituição já se deu. Recomenda-se não deveriam esquecer que partidos se consolidam no voto".

Mino Carta, pinçado de um post no blog dele ontem.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Onde há fumaça...

Eita que remexendo a lama do mangue o cheiro de podre tá subindo. Começam a ser revelados os conteúdos dos 28 relatórios sigilosos encaminhados à Justiça Federal pela delegada Julia Vergara, que comandou a Operação Moeda Verde. O vereador Juarez Silveira é apontado como o "capo" da quadrilha que fraudava licenças ambientais. O Juju aparece em quase todas as conversas grampeadas fazendo lobby, negociando carros e publicação de leis, e inclusive intermediando automóveis de luxo para, segundo o próprio Juarez, uso do prefeito Dário Berger (PSDB) durante a campanha eleitoral. Ariel Bottaro Filho, secretário de comunicação da prefeitura, afirmou que Dário usou um carro particular durante a campanha do ano passado.

Vale lembrar que o vereador em questão já foi líder do governo na Câmara.

Abram a caixa preta!



O Movimento Passe Livre nos comunica em seu blog, que foi procurado pela Secretaria de Segurança Pública, representada por Ronaldo Benedet, para estabelecer um canal de negociação.

Nos últimos dias diversas manifestações contra o aumento das tarifas de transporte coletivo aconteceram em diversos pontos da cidade. Um fato inédito, pelo menos pra mim, foi que a polícia lançou bombas contra estudantes dentro dos limites da UFSC.

Hoje tem mais. Se conseguir me livrar das obrigações mais cedo, estarei lá e registro pra vocês. E viva a Internet.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

"Vai-te pro mato ver se urubu te pinica"



O prefeito Dário Berger (PSDB) disse ontem que o aumento das tarifas de transporte coletivo foi inevitável. Segundo o alcaide, que se prestou recentemente a um papelão incrível no Jornal do Almoço, "não há outra alternativa". E dizer que ele se elegeu com promessas de que ia abrir a "caixa preta" do sistema de transportes de Florianópolis.

Uma de suas primeiras ações na Prefeitura foi contratar, sem licitação, uma empresa do Jaime Lerner para afinar o sistema integrado implantado na gestão de Ângela Amin (PP). Pagou R$ 250 mil, tirados do nosso bolso, para nada. Absolutamente nada mudou na essência.

Dário, olha pra trás nessa foto. Pega a ponte e volta pra de onde tu nunca devia ter saído.

PS:O título do post eu "roubei" do Miltinho Cunha, que deve ter "emprestado" de alguém, assim como ele fazia com os textos da Rosana Hermann.

Direto e no ponto

Marcos Espíndola na Contracapa do DC de hoje.

Alô turma do Café Matisse, do Centro Integrado de Cultura (CIC). Repasso aqui o recado de uma penca de músicos da cidade que se dizem descontentes com a falta de condições do espaço, como ausência de um projeto acústico e falta de equipamentos de som, bem como o tratamento dispensado às bandas. Elas merecem!!!

A polícia apresenta suas armas





Ontem ao meio-dia eu e o Luiz Maia dirigíamo-nos à Lagoa onde iríamos montar o palco para um show que fizemos à noite. O trânsito estava lento na Trindade e logo vimos o porquê. No trevo da UFSC uma cena bizarra: um policial militar conduzia o trânsito enquanto alguns outros continham um grupo de estudantes que faziam uma manifestação contra o aumento das tarifas de transporte coletivo. Do outro lado da rua a tropa de choque realizava umas manobras e apontava cassetetes e escudos contra os manifestantes. Saquei a câmera digital e registrei.

Tá chegando a hora





No dia 1 de junho comemoram-se os 40 anos do lançamento do álbum Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band. Aproveitando a efeméride, o escritor e crítico Cinton Heylin , autor de Dylan: Behind The Shades e From Velvets to Voidoids, lança o livro The Act You´ve Known For All These Years , onde esmiuça as gravações do disco mais influente da história do rock e reconstrói a época em que foi criado. Estão lá desde Bob Dylan aos Beach Boys, passando pelo Pink Floyd, que gravava seu álbum de estréia no mesmo Abbey Road Studios onde os Beatles registraram a obra-prima.
A editora Conrad deve lançar no Brasil em novembro, com tradução de Patrícia de Cia e Marcelo Orozco.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Festerê




Mais uma Nação Balanço arrepiando as noites de quarta na Ilha. Desta vez comemorando os 40 anos de lançamento do Sgt's Peppers trazendo o Jaguara Esquerdinha de Ouro para a hora experimental. Clique na imagem para ampliar e veja se reconhece as figurinhas na colagem.
Na última quarta a Coletivo Operante teve a honra de tocar na festa. Foi uma doidera. Celebração total. Um público maravilhoso que nos recebeu bem pra caramba e dançou a noite toda mesmo não conhecendo nossa música até aquele momento. A repercussão foi extremamente gratificante. Força e um grande abraço pras simpatias Ariela Grubert, Zé Pereira e Marcelo Pimenta!

Bem lembrado

O Marcos Espíndola detonou uma amarga verdade na Zica da Contracapa ontem.


Enquanto anuncia-se aos quatro ventos a disseminação das arenas multiuso e a construção de um novo teatro ao lado do Centro Adminsitrativo do Estado (o que de longe não é de todo ruim), é lamentável o descaso por parte de quem gerencia os investimentos do atual governo com relação aos atuais espaços, em especial o Centro Integrado de Cultura. O CIC da Capital está numa situação de penúria, principalmente o Teatro Ademir Rosa, que conta apenas um camarim reformado e o restante das instalações numa precariedade que chega a constranger. Os artistas, no backstage, são obrigados a desviar das goteiras e os banheiros perdem até para os de rodoviária. Pelo que se vê dinheiro há, mas é mal empregado.



É uma vergonha o estado em que se encontra o maior e mais importante centro cultural público da Capital. Enoja o espírito o que esse governo corrupto, podre, doente e equivocado tem feito para prejudicar Florianópolis, parece que com dedicação especial, e Santa Catarina. E tem ainda o Café Matisse, situado dentro do CIC, onde o arrendatário nega-se a realizar shows com bandas. Tamos bem servidos mesmo.

Ótimas pedidas



O documentarista e editor da revista Piauí, João Moreira Salles, estará em Florianópolis nesta quarta, dia 30 de maio. Ele vem lançar seu mais recente documentário Santiago – Reflexões Sobre o Material Bruto, às 19 horas no Cinema do CIC. Pela tarde, João Moreira Salles faz uma palestra sobre o projeto editorial da revista Piauí, às 15:30, no Centro de Comunicação e Expressão - CCE (UFSC).
Esse toque vem do blog do Fam 2007, o imperdível festival Florianópolis Audiovisual Mercosul, que chega à sua décima primeira edição. Todo ano é um sucesso. A oportunidade de assistir uma carrada de vídeos excelentes, conhecer a atual produção audiovisual brasileira e a de nossos vizinhos. E tudo de graça. Bora lá! No CIC de 1 a 8 de junho.

sábado, 26 de maio de 2007

Blondie e Lily Allen




A cantora inglesa canta " Heart of Glass" com a banda de Debbie Harry, na Rockefeller Plaza em Nova Iorque.

Mais valia

E outro mestre César mandou um excelente post no seu também excelente blog o Animot. Ele nos relembra de algo muito pertinente. Disse ele:

Por que a jornada de trabalho é de 8h, e não de 17h, como era antes?

Resposta:

Por causa da luta operária e dos protestos!

Acho importante que isso seja dito para os Zé Ninguéns (PDF) que usufruem de uma jornada de 8h mas reclamam dos movimentos sociais. Eles acham que os patrões deram de bandeja tal jornada mais curta que a antiga jornada de 17h de trabalho por dia. Mas não, isso foi uma conquista muito dura, paga com dor e sangue de trabalhadores organizados em movimentos sociais que eram criminalizados.

Mas, quem eram os criminosos? Eram os trabalhadores que queriam uma jornada justa, ou os patrões exploradores?

Lembre-se disso ao ver os noticiários da TV ou ler os jornais de amanhã. Os patrões e sua imprensa de patrões ainda criminalizam aqueles que lutam pela justiça!

E, pelamordedeus, não seja mais um Zé Ninguém

Vale a pena conferir na íntegra e acessar os links.

Esta semana citei o movimento dos trabalhadores do Transporte Público de Florianópolis, como um movimento equivocado na condução de sua atual pauta de reivindicações e na maneira como as tem exposto. Continuo pensando dessa forma porém acho importante que a classe tenha sua organização e lute pelo seus direitos. Só acho que eles deveriam aproximar-se da população e lutar pela melhoria deste sistema de merda implantando em Florianópolis. Sistema que derrotou o Chiquinho de Assis e elegeu o Dário "Cagalhão " Berger. E tá aí cada vez pior.

Ajudaria a cidade se os motoristas e cobradores pensassem um pouco além de seus salários, que é bom citar são bem acima da média de muitas categorias, e colocassem em pauta sugestões de mudança que atendessem a comunidade toda. Deixar toda uma cidade a pé sem avisar não é o caminho para se conquistar corações e mentes.

Que tal propor um domingo de passe livre, geral não só para estudantes, tal qual existe em Porto Alegre? Uma racionalização nas escalas e itinerários? Mais ônibus de madrugada? Uma empresa municipal?

Moeda Verde

César Valente no seu blog De Olho na Capital mandando brasa, divulga a transcrição de alguns trechos das escutas feitas pela Polícia Federal com autorização judicial e "distribuídas sem autorização judicial". Simplesmente é um esculacho que como bem destacou o mestre César,"Até seria cômico...Se não fosse extremamente trágico. O que se depreende das conversas que os personagens dessa farsa tiveram ao telefone (mesmo desconfiando que poderiam estar sendo gravados), é que está nessa falta generalizada de ética e respeito à lei, a origem daquela sensação de desânimo, misturada com nojo, que tem assaltado os brasileiros de vez em quando". Vai lá que é boa.

Aqui tem mocotó

Os top 5 das buscas que levam até este blog até agora são:

Onde comer mocotó em Florianópolis

Simpatia para amansar filho

Idéias para convite de baile de debutantes

Síndrome de cela vazia

Onde posso baixar música feita de poesia

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Céu de outono em Florianópolis





Bom fim de semana para todos!

A gente não quer só comida

"...a “economia da cultura” é, atualmente, o setor que mais cresce, gera renda, exporta e emprega, e o que melhor remunera. É ainda o que mais impacta outros setores igualmente vitais. E produz maior valor adicionado. Está baseado no uso de recursos inesgotáveis (como a criatividade) e consome cada vez menos recursos naturais esgotáveis".

Sérgio Sá Leitão, assessor da presidência do BNDES, em entrevista publicada no site Carta Maior.

Temos o que?





Marcos Espíndola (de verde e amarelo na foto) sintetizou magistralmente em sua Contracapa de ontem:

Boas idéias, grandes questionamentos e muitas provocações deram o tom do bate-papo que reuniu músicos, jornalistas, produtores e consumidores de música na Ilha, na terça-feira, na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi. Se temos cena, cenário ou bafão pouco importa, o fato é que há gente fazendo!


As questões levantadas no encontro reverberaram forte em todas as rodas que andei frequentando após a terça. O que quer que os espíritos de porco desagregadores falem, uma coisa é certa: vivemos um nova era de efervescência na música catarinense. Muitas bandas e músicos compondo, maior abertura e cobertura da mídia, empreendendorismo, produtores engajados e um público ávido por novidades que cresce a cada show.
E acompanhando isso tudo, começam a surgir movimentações na direção de uma maior profissionalização da cadeia produtiva da música.Vamos em frente que o caminho é ladeira acima mas vontade, coragem e sabedoria não nos faltarão, juntos.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Um revival que vale a pena




A revista Chiclete com Banana, editada pelo Angeli nos anos 80, volta às bancas no início de junho, na forma de 16 edições com os melhores momentos, selecionados pelo publisher Toninho Mendes. Pena que só no Estado de São Paulo. Mas os que residem fora da locomotiva bicuda poderão comprar no site da Editora Devir. Precinho camarada de R$5,90. E não, não tou ganhando nada, por enquanto, pra fazer esse merchã.

Voodoo Chile




Imagem tipográfica de Gui Borchert. Dica do Piangers.

Segura na mão de Deus

Do blog Por Um Prato de Comida.

Armagedon

Quando algum desejo de vingança vier à cabeça, respire fundo, pense em Deus, tenha humildade e abra a Bíblia.
Nela você encontrará uma maldade melhor que a sua.

Cada um com seu cada um mas...

Assisto na TV um comercial de uma pizzaria e o slogan do estabelecimento me surpreendeu. " XXXXXXX Trattoria. As melhores pizzas DOCES da cidade". Se esse é o forte deles, passo longe. O pós-modernismo é um câncer tanto na arte quanto na culinária.

Esculacho puro

Florianópolis parou no dia de ontem. A greve, sem aviso algum, dos funcionários do transporte coletivo deixou 200 mil pessoas na mão, ou melhor, a pé. E no fim que vai levar fumo somos nós né. Vem aí mais um aumento da tarifa.
O prefeito, que se elegeu prometendo abrir a "caixa preta" do Transporte Público, apático vai na TV dizer que está brocha pra governar e uma categoria, muito melhor remunerada que muita gente, prejudica toda a população e se presta ao papel de marionete dos donos de empresa de ônibus.
Tá certo que é justo que todos lutem para melhorar suas condições mas as táticas usadas estão desgastadas e a população prejudicada é infinitamente maior que os motoristas e cobradores. Que tal protestarem liberando as catracas? Só no nosso bolso não dá.

Pedro e o Lobo

O jornalista Pedro Alexandre Sanches, de Carta Capital, tem um blog que é das melhores coisas que existem na Internet. Visitem e leiam os arquivos também por que são cheios de biscoitos finos. Mas o que eu quero dizer mesmo, é que ele acaba de publicar uma entrevista profunda, inquietante, inspiradora, corajosa e muito, muito boa mesmo com o Lobão. A metodologia do bagulho foi doida mano, e o resultado excelente. Disse o jornalista: "Trocamos uma saraivada de e-mails de perguntas e de respostas, uma por uma, uma de cada vez, que se prolongou pelo longo intervalo entre os dias 30 de abril e 17 de maio passados. vários ditames, regras e costumes do jornalismo musical foram quebrados durante o bate-papo (ou tiroteio, vai do freguês determinar), como não será difícil perceber".
Imperdível!

Nação Balanço




Coletivo Operante e os DJs Zé Pereira e Marcelo Pimenta na festa mais balançante e groovada de Floripa. Só clicar na imagem que ela é ampliada. Bora lá hoje.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Set list da pesada




Não estão na ordem que rolaram, mas seguem aí quase todas as pedreiras que toquei embalando uma noite inesquecível de sábado. Com os agradecimentos aos anfitriões Ive e Junão, ao comparsa Zé Rafael Mamigoniam, ao novo velho amigo maestro Erlon Grabowski "Chaves" ( que fez a foto) e os festeiros e festeiras mais gentis e sacolejantes dessas ilha perdida no Atlântico Sul.


Como Vovó Já Dizia - Raul Seixas
Sharon Jones & THe Dap Kings - How Do I Let a Good Man Down
Betty Davis - I. Miller Shoes
James Brown - My Thang
Stevie Wonder - I Wish
Prince - Sexy Motherfucker
The Clash - Guns of Brixton
Marcos Valle - Mentira
Sérgio Mendes com Stevie Wonder e Glorinha Leporace - Berimbau
Di Melo - A Vida em Seus Métodos Diz Calma
Elza Soares - O Gato
Câmbio Negro - Aqui É o Meu País
Wilson Simonal - Coisa de Louco
Cannonball Aderley - Sambop
Lucas Santanna - Lycra Limão
Curumin - Cadê o Mocotó
Roberto Carlos - Não Dinheiro que Pague
Tim Maia - Venha Dormir em Casa
Jorge Ben - O Homem da Gravata Florida
Amy Winehouse - Rehab
Orlandivo - Eu Vendo Samba
Baiano e os Novos Caetanos - Perereca
Gnarls Barkley - Crazy
Wilson Pickett - Everybody Needs Somebody to Love
Parliament - Moonshine Heather
James Brown - The Chicken
Roberto Carlos - Ilegal, Imoral ou Engorda
Easy All-Stars - Money
John Lennon - Just Like (Startin Over)
Ben Harper - Michelle
Ultraje a Rigor - Inútil
Firebug - Injustiça
Black Rio - Mr Funky Samba
Cidadão Instigado - Os Urubus Só Pensam em Te Comer
Beatles- Revolution
Gnarls Barkley - Just a Thought
Jimmy Smith - Root Down
Saltimbancos - Hollywood
Rolling Stones - Bitch
Ira! - Farto de Rock'n'Roll
Dead Kennedys - Holiday in Cambodia
Blondie - Heart of Glass
Mark Ronson com Amy Winehouse - Valerie
Jimi Hendrix - Voodo Chile
Walter Wanderley - Batucada
Ronnie Von e Caetano Veloso - Pra Chatear
Raul Seixas - Caroço de Manga
Elza Soares - Cheguendengo
Thaíde e DJ Hum - Máquina de Vacilar
Jimmy Smith - The Cat
Marcos Valle - Os Grilos
Betty Davis - Anti-Love Song
James Brown - The Payback
War - Low Rider
Santana - Everybody's Everything
Marva Whitney - What Do I Have to Do
Brother Jack McDuff - Can't Get Satisfied
Spanky Wilson & The Quantic Soul Orchestra - Don't Joke

Sopão de Filmes





Recebi do Alan Langdon, o mestre da dança black catarinense e cineasta, o convite para a próxima edição do Sopão de Filmes. Clique na imagem para ampliar.


Metalinguagem: Um Filme É Um Filme

Este mês o cineclube Sopão de FIlmes exibe curta-metragens de Florianópolis e Porto Alegre que utilizam a metalinguagem: o filme espelha o filme, mostrando o processo de criação do próprio filme e brincando com a idéia do "real" e do "encenado". Parece complicado? Pois não é: na verdade, a metalinguagem está em quase todos os filmes, novelas e programas de TV: Making Of, Big Brother, VideoShow, Casseta & Planeta, etc... Então venha tomar uma sopinha e prestigiar o cinema independente brasileiro, que está em plena forma e muito bem humorado!

Esta edição do Sopão de Filmes traz 4 filmes de Florianópolis e 1 de Porto Alegre:


PEPA (Fernanda Fraiz, SC)
Na cidade, a mudança de Pedro e Paula.
Vídeo de conclusão de curso de cinema na Unisul.

Queremos Ser Glauber (Sílvia Biehl, SC)
Pseudo-documentário? Quem foi Glauber Rocha? Quem somo nós?
Vídeo de conclusão de curso de cinema na Unisul.

Isto Não É Um Filme (Loli Menezes, SC)
Um grupo de criadores se reúne para inventar um projeto para um edital de financiamento.Quinze mil reais possíveis e muitas idéias na cabeça. Trazem suas experiências, referências, personalidades e desejos. Do choque, do diálogo e da diferença, começa a nascer o roteiro de um vídeo. Filmes dentro de um filme, jogo de espelhos metalinguístico,a obra vai se construindo no momento mesmo em que é imaginada.
Vencedor do Prêmio do Funcine.

Providência: Como Fazer Um Comercial de Cassacha (Pintô Sujêra, SC)
Esqueça Big Brother, há momentos em que é preciso tomar a devida providência! Uma festa de fim de ano vira uma verdadeira aula de publicidade `a facão. Descubra os ingredientes de um comercial, passo-a-passo; usando apenas uma câmera, seus amigos e uma garrafa de cachaça.
Prêmio do Juri Popular no 3o FLO - Festival do Livre Olhar (RS) 2005

Um Filme Chamado Sfincter (Zeca Brito, RS)
Quatro amigos caem na estrada e discutem sobre o filme que querem fazer. Ao longo do caminho, exercitam sua criatividade com brincadeiras cinéfilas para passar o tempo. Um filme que reflete sobre a paixão e os porquês de se fazer cinema.
Selecionado para o CINEME-SE – Festival da Experiência do Cinema, realizado pelo Cineclube Lanterna Mágica, da Universidade Santa Cecília (UNISANTA)

Sobre tainhas e custo Floripa

O jornalista Carlos Damião publicou hoje um post muito pertinente em seu blog e eu republico e assino embaixo.

Fartura e gostosura



Os pescadores não podem reclamar: vivemos uma fartura de tainha de dar gosto – ontem, num só lance, foram quase sete mil capturadas na praia do Pântano do Sul.

Na edição de domingo do Diário Catarinense, o colunista Cacau Menezes observou que falta, em Florianópolis, restaurantes que ofereçam bons pratos à base de tainha. Os melhores são sempre preparados em casa.

Mas é pena mesmo que não tenhamos restaurantes à altura do Vieira’s, do Martinho’s e do Recanto da Sereia, em Itapema. Faça o teste, leitor: vá até lá (70 quilômetros de Florianópolis) num domingo e observe as placas dos automóveis. A maioria dos freqüentadores é da capital catarinense, seguindo-se Blumenau, Joinville e Curitiba.

Por que as pessoas escolhem os três restaurantes de Itapema? Porque lá os proprietários dessas casas são preocupados com a qualidade e não cobram preços extorsivos. Uma tainha grelhada – e supimpa – custa no máximo R$ 20 durante a safra. E dá para duas pessoas.

Em Florianópolis, há meia dúzia de excelentes restaurantes. Em alguns, sentar para almoçar significa cometer uma violência contra a conta bancária. Com o detalhe de que nenhum dessa meia dúzia sabe servir uma boa tainha.



É bem por aí. A gente paga um custo Ilha da Fantasia e tem um péssimo serviço.Pra comer uma porção de camarão à milanesa, que eu pessoalmente adoro, você paga cerca de 30 reais na beira da praia. O detalhe é que se contam os camarões com os dedos de duas mãos. Atravessando a ponte você encontra nos bairros continentais os famosos restaurantes de porções gigantes, alguns com grande qualidade além da quantidade. Tem um em que o prato tem 1,6 kg de camarão. É tanto que se vendem a meia-porção e 1/4 de porção. É camarão que não acaba mais por menos de 50 reais, com acompanhamento
de arroz, salada e batata frita, em porção equivalente.

domingo, 20 de maio de 2007

Hoje só amanhã

Tou lesado. Fizemos um showzaço na sexta junto com a Pipodélica e ontem discotequei por 3 horas regadas a muito, muito mesmo, vinho tinto e otras cositas. O set list foi de Raul Seixas, passando pelos grooves funk-soul, até Voodoo Child de Jimi Hendrix, a versão blues lento com 16 minutos. Essa eu disparei e fui até um piano na sala e acompanhei Jimi, Mitch Mitchell, Jack Casady e Stevie Winwood à 4 mãos com meu brother Fábio Fernandes. Que doidera.
Segue um vídeo de "Hay que Decir la Verdad" do Coletivo Operante. Na próxima quarta estaremos na Festa Nação Balanço.

sábado, 19 de maio de 2007

É muito esculacho




Acabei não indo assistir a palestra do Governador Luiz Henrique "Bingo" da Silveira, organizada pelo SINDUSCON ( Sindicato da Indústria da Construção Civil) mas recebi um e-mail com um relato do evento que, nós já sabíamos, foi uma festinha de recepção para os recém-saídos da carceragem da Polícia Federal. Meu amigo José Rafael Mamigoniam assistiu e hoje à noite vou ter o relato dele também. Ele levou a câmera de filmagem, vamos ver se não foi apreendida. O texto que segue foi enviado pelo estudante de Engenharia Ambiental da UFSC, João Wendel, com comentários dele.


PENSANDO A CIDADE - Com o "palestrante" Luiz Henrique da Silveira (15/05)

Horário de início oficial do evento: 18:30

18:45 - Chego na FIESC. Entro no hall e para minha surpresa tá rolando um coquetel... Será que eu errei o horário e a palestra já acabou?? Nãooo, enquanto eu tomava um café me explicam que o Governador tá voltando de uma "missão em Brasília" (esse é o código pro red ou pro black label?) e vai atrasar um pouco, por isso liberaram a ração pra porcada não berrar.

19:00 - Contagem: tem uns 5 alunos da UFSC. A Beatriz, professora de arquitetura, também está presente.

19:15 - Fui na recepção pegar meu "material". Só tinha propaganda, a única coisa útil eram 2 folhas em branco e uma caneta. Foi aí que reparei: o evento é patrocinado por Elevadores ThyssenKrupp, Gerdau e Grupo Votoran.... Cimento, aço e elevadores... OH, O QUE SERÁ QUE ELES QUEREM FAZER COM FLORIPA??


19:16 - Um amigo meu tem a sensacional idéia de mudar o nome do evento para "Concretando a Cidade".


19:20 - Pessoal começa a entrar no auditório. Música de motel rolando.

20:15 - Com quase 2h de atraso (isso que é respeito pelo povo!) chega a noiva, seguida de uma tripa de puxa-saco. Sem brincadeira, eram uns 20 seguindo ele auditório abaixo, parecia que tavam segurando a grinalda da criança.

20:30 - A mulher do Bom Dia SC é a mestre de cerimônias. Discursinho de boas vindas, hino nacional, blablabla, e chega a hora de chamar os componentes da mesa (umas 15 pessoas). Sem brincadeira, aquilo era a listagem da Polícia Federal: Marcondes (Costão), Péricles de Freitas (Presidente Habitasul; 3 envolvidos), entre mais uma corja realmente DO MAL.

20:45 - O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis faz uma abertura da palestra, onde mete pau na operação Moeda Verde e trata a corja da mesa como heróis injustiçados. Passam então um vídeo produzido pelo Sindicato, que parece muito ter sido produzido com base na entrevista do LHS na TVBV. Um total absurdo, uma falta de bom senso.

20:50 - Aparecem palmas quando o cara se empolga metendo pau na Polícia Federal. Pela contagem das palmas, concluí que 2/3 da platéia era formada de puxa-sacos e empresários. O outro 1/3 da platéia que não bateu palmas era formado por estudantes, professores e outras pessoas com cérebro.

21:00 - A apresentadora bonitinha informa que devido ao fato do tempo ser curto e o governador ter outros compromissos depois da palestra (22h - Martini ; 23h - Conhaque) a platéia não poderia FORMULAR PERGUNTAS(!). Ouve-se um murmúrio das pessoas com cérebro, e um com o cérebro um pouco maior berra: "Eu já sabia! Conta alguma novidade!!"

21:02 - Chega a hora da excelentíssima mórsa falar. Não vou detalhar muito porque ele praticamente repetiu o que disse na entrevista (com algumas besteiras inéditas).

21:05 - Pauladas na PF. Citações de Marx, de filósofos gregos e o escambau pra defender os indiciados. Discurso emocionado e indignado. Dois terços de palmas. Mete pau nas favelas e diz que onde não se constrói empreendimentos tudo acaba virando favela e esgoto a céu aberto. Palmas.

21:20 - Começa com um histórico besta sobre economia. Enrolação pra dar uma de cult. Logo se cansa do papinho e volta a atacar. Dessa vez é o CONAMA quem vai pro saco. "Meia dúzia de técnicos que pensam que mandam no mundo", berra cuspindo. Um terço da platéia indignada, boquiaberta. Dois terços clap clap clap.

21:40 - Papinho dos hotéis. Fala do hotel "internacional" que acabou indo pra Tailândia porque aqui não rolou. Dá exemplos pitorescos das mil e uma edificações que ele viu em suas viagens, atingindo o clímax dando o exemplo de um hotel em que o hóspede desce de elevador (ThyssenKrupp?), pega uma ESTEIRA ROLANTE por cima da AREIA e é "depositado" confortavelmente na sua marina. Dois terços aplaudindo, um terço se beliscando pra confirmar que não era um pesadelo.

21:50 - LHS dá a informação de que ele está negociando a vinda de uma grande montadora de automóveis pra cá (olha a idéia), mas o motivo de estarmos perdendo a concorrência pra um Estado vizinho é de que aqui não há nenhuma escola americana pros filhos dos frufrus crescerem falando inglês, e que acima disso a principal exigência dos gringos é que eles PRECISAM de um campo de golfe, senão não rola!!! PUTA MERDA!! Momento de maior tumulto na platéia, risadas histéricas e uns berros indignados. Pensei na sugestão deles jogarem críquete na joaquina. Ou ainda peteca, frescobol. Só faltou o LHS se abaixar, levantar a toalha da mesa, baixar as calças do Mr. Costão do Santinho e lamber suas bolas. Mas isso não aconteceu, pelo menos durante a palestra.

22:00 - Mais algumas besteiras intercaladas com palmas e beliscões e ele parte pro final. Discurso inflamado e emocionado, papinho sobre crescimento e desenvolvimento blablabla e o 'muito obrigado' final. Palmas enfurecidas.

22:01 - Uma mulher levanta a voz pra falar com LHS e começa a dizer que quando a convidaram pra participar da palestra o tema não uma cerimônia de louvor à essa putada que tenta destruir nossa ilha, e muito menos um ritual de achincalhamento à Polícia Federal, ao Ministério Público, aos Vereadores de Floripa e ao CONAMA. A horda de puxa-sacos começa a vaiar e não deixa a mulher continuar a falar. Os com cérebro começam a aplaudir a mulher. Confusão do demonho, pessoal começa a se levantar pra sair e tudo acaba com um semi-bafafá. Luiz Henrique deixa o local um pouco transtornado. FIM!


Quem escreveu também um post muito interessante sobre este "desagravo corporativo" com sua habitual picardia foi o mestre César Valente, em seu blog.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

É noise tudo na fita

A pedida desta sexta invernal na Ilha do Atlântico Sul será o show de Coletivo Operante, onde dividiremos o palco com os bródas da Pipodélica. Os caras estão numa relax, numa tranquila, numa boa gravando seu quarto CD e esta será a primeira aparição da banda desde agosto do ano passado. Faremos uma noitada excelente
no bar Drakkar na Lagoa da Conceição em Florianópolis. Bora lá.

E fica aí uma casquinha da Coletivo Operante num vídeo de nossa aparição no programa Na Pilha da TvCom tocando a música " Andar a Pé". Estamos gravando esta canção no Estúdio Jardim Elétriko e breve soltamos na rede.