sábado, 28 de junho de 2008

Seo Chico


Na próxima terça,1 de julho, sairá decisão da Justiça sobre o caso "Seo Chico".

Vivendo num sítio no Sertão do Peri, na Ilha de Santa Catarina, Seo Chico tinha um dos últimos engenhos de Florianópolis , onde produzia farinha e cachaça sem luz elétrica. Era tudo feito com a ajuda de seus bois. A casa tinha mais de 200 anos e estava com sua estrutura arquitetônica intacta.

Um ser humano fantástico que vivia no século XIX e que teve um pedaço de sua vida registrada no belíssimo documentário "Seo Chico, um retrato" de José Rafael Mamigonian.

Francisco Thomaz dos Santos, o "Seo Chico", foi assassinado em 19 de setembro de 1996.

O maior de todos os tempos da última semana

Será o fim da era de listas de melhores DJs? Via rraurl.

Obama grooves

"Se eu tivesse um herói musical, teria de ser Stevie Wonder. Quando cheguei na época de me envolver com a música, Stevie estava naquela jornada com Music of My Mind, Talking Book, Fulfillingness' First Finale e Innervisions, e então Songs in the Key of Life. São a série de cinco álbuns mais brilhante jamais vista." Barack Obama em entrevista para o editor da Rolling Stone, Jann S. Wenner.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tu dizzzzzzz?



Em breve a expressão "a preço de banana" deixará de fazer sentido, ou melhor vai mudar de sentido.

Via New York Times. Foto : krymorg

Urra!


Uma salva para o Blues Velvet que reabre na quarta com festa da Zuleika.

terça-feira, 24 de junho de 2008

On Jack Tall Back?


Pintaram na rede algumas das músicas do novo álbum do Beck que deve sair no dia 8 de julho. Produzido por Danger Mouse, o disco promete.

Ouça em streaming a faixa Orphans.

Coisa que meu povo gosta.



Foto : Chad Wadsworth

Estupéunnnnnnnnnnnn

Marcinho da Costa, nossa mente mais lúcida, mandou essa no Festival de Outono no último sábado:
- Vocês sabem que Floripa é uma "cidade de pouca cultura", não é?

- Siiiimmm - manifestam-se alguns da platéia.

- Pois é, isso é culpa de vocês! Saiam de casa, vão prestigiar seus artistas, vão conferir a boa música que é produzida e aí verão que estão enganados. Nós temos uma cultura sim!



Via blog do Marquinhos, que aproveitou a deixa e mandou muito bem ao citar o descaso com a pedreira do Abraão.

No sábado cerca de 3000 pessoas foram para a praça Bento Silvério na Lagoa da Conceição e viram shows com Luciano Bilu e Tijuquera no Clube da Luta edição Lagoa. Em seguida rolou show com Paulinho Moska.


Foto: Cassiano Ferraz

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Hermetismo


Parem as rotativas! Furo do Esquerda Festiva.

Hermeto Paschoal - que se apresenta gratuitamente no Festival de Outono da Lagoa no próximo sábado - incluiu no rider técnico de seu show uma piscina de 1000 litros cheia d'água.

E agora como é que ele vai usar isso é que é hein?

Com certeza será um sucesso e o Centrinho da Lagoa deve parar.


A visita do genial músico brasileiro à Floripa, parece que incluirá um encontro com Toicinho, o astro de Sistema de Animação.


Foto: superchordstheory

A sociedade somos nozes

Sábado fui conhecer um lugar que há muito eu deseja ver. O famoso "rancho do Baga". E a ocasião era mais do que especial, era aniversário do camarada Adriano Rotini mais conhecido pela alcunha de Baga no mundo do rock, um canceriano que não nega a raça.

Uma turminha animada se reuniu para degustar um peixe frito com cerveja e vinho ao som de muito rock, providenciado por um comparsa (infelizmente me esqueci o nome dele foi mal aí), que levou um HD player formidável. Reunia trocentos shows e discos e conectado na TV e no som, nos proporcionou a trilha deste peculiar convescote. Stevie Wonder, Ten Years After, Led Zeppelin.

Enquanto não recebo fotos que Caio Cezar fez com sua máquina profissa, mando aqui algumas imagens de celular.

Saca só a localização estratégica do rancho de pesca que o Baga herdou do pai.


A porta dos fundos dá para o estreito que une as baias Norte e Sul.









Baga admirando o visual do pôr-do-sol.

O intrépido Caio Cezar sempre em busca do clique perfeito.

Rolando Castelo Júnior, baterista da lendária Patrulha do Espaço que foi lá dar um abraço no baixista que no ano passado e no início deste, tocou pelo Brasil com a banda.




E não encerrou por aqui este sábado. Na sequência alguns de nós subiram o morro do Pantanal e foram festejar o mês de junho com os amigos na casa de Paulo Brum lá nas alturas.

Uma tainhada na brasa com fartura. Apenas peixe, limão e farinha. E as tainhas eram ovadas. Renderam algumas ovas na brasa. Sensacional.

A espetacular casa do Paulete foi adquirida com a grana que ele embolsou por uma rescisão de contrato. Ele era o professor que foi despedido por exibir o Laranja Mecânica para os alunos de segundo grau de um colégio particular em Lages, que eu havia citado antes sem no entanto revelar o nome do personagem deste fato lamentável na educação da sociedaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaade catarinensssssssssssssssssssss.

A Via Expressa Sul com a entrada do túnel em direção ao Centro.

Universo da cor


O lendário fotógrafo Walter Firmo, que trabalhou no não menos lendário jornal Última Hora de Samuel Wainer, vai ministrar um workshop em Floripa no mês de agosto.

Clique na imagem para ampliar e ler mais.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O sonho não acabou


Sonhos lúcidos. Albert Hoffmann. Renascimento Psicodélico. O repórter Bruno Torturra Nogueira, da revista Trip, foi conferir o Fórum Mundial Psicodélico onde centenas de pessoas se reuniram para "fortalecer o que eles acreditam ser a renascença do movimento. Uma sólida e coesa retomada das pesquisas e das políticas relacionadas a
essas substâncias depois de 40 anos de sombras. Na visão desse povo reunido em Basel, a experiência psicodélica é cada vez mais necessária. Relativizar a percepção como forma de buscar mais lucidez. Mergulhar em estados descritos como sonho para despertar uma sociedade caminhando ao abismo."


O encontro de cientistas, filósofos, místicos, músicos, políticos e psicodélicos em geral aconteceu em Basel, na Suíça. E lá, no meio da viagem, o repórter encontrou nada menos que o papa do dub Lee "Scratch" Perry. Travaram o seguinte diálogo:

– Com licença. Lee Perry?
– Simmm.
– O que o senhor faz por aqui?
– Eu moro aqui, my friend.


Imperdível. Leia mais.

E falando em psicodelia...




Pelas Barbas de Magritte, filme de Lina Lavoratti e Paulinho Maisatto, baseado no conto "O Mudo", do camarada Fábio Brüggemann, com o próprio atuando ao lado de Bruno Carvalho.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O inferno são os outros

Muito bom.Um teste de honestidade feito pelo Danilo Gentili no CQC.

Bandeira 2



No momento em que escrevo este post, Paulo Maluf está lançando em São Paulo sua biografia numa livraria Saraiva.

Via blog do Tas.

Star Wars vs Saul Bass

E se Star Wars tivesse sido filmado nos anos 60, como seria a abertura por Saul Bass que fazia aquelas maravilhosas animações em aberturas e finais de tantos filmes clássicos?

Ao som da The Buddy Rich Band com "Machine".


Ô da poltrona!


Dedé Santana assinou contrato com a Globo e volta a atuar ao lado do Didi.

sábado, 14 de junho de 2008

Réquiem

Eu tinha 15 anos e muita curiosidade sobre o blues quando comprei na empolgação um disco de vinil de Bo Diddley no sebo Lunário Perpétuo, que ficava no edifício Dias Velho, Centro de Florianópolis. O dono do sebo chamava-se Ênio e era idêntico ao personagem Stock do Angeli.

Eu e toda uma geração de roqueiros compramos lá muitos bolachões que foram marcantes na nossa formação. Era um dos únicos locais onde se encontravam as coisas boas. No meu caso o Wheels of Fire do Cream, Hoje É o Primeiro Dia do Resto Da Sua Vida da Rita Lee/Mutantes e um disco que quase gastei de tanto ouvir, o Jimi Plays Monterey, um dos melhores álbuns ao vivo da história.

Mas voltando ao disco do bluesman recentemente falecido. Era uma reedição deste álbum que ilustra o post, lançado originalamente pela Chess Records e que saiu aqui numa série chamada Blues Anthology. A capa original era reproduzida na contracapa.

Este post homenageia o pai daquela batida diferente que influenciou tanta gente e me causou estranheza numa primeira audição. Mal sabia eu que o blues de Bo Diddley era só dele mesmo.

Ouça aqui:

Bo Diddley - Bo Diddley

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pelados em Sampa



Protesto onde você vai "Quão nu quanto você ousar".

"O Caso da Governanta"



Posso contar uma vitória? Não é que seja exatamente uma vitória, mas é uma grande forra. Sabe? Vingança é uma palavra forte para definir. Acho que forra é o que é. Não uma forra minha, particular. Uma forra que eu tomei em
nome de todos os artistas do país.

Vamos lá.

Quando o Sr. Victor Costa, diretor geral da Rádio Nacional, comprou a Rádio
Mayrink Veiga, nós da Mayrink passamos a ser escalados para shows em casas
de pessoas ricas, gente a quem o Sr. Victor devia favores ou desejava
obtê-los. O fato é que a gente chegava na tabela e estava lá:

- Fulano, Fulano, Francisco Anysio, Fulano, Altamiro Carrilho,
Jorge Veiga, Dolores Duran, Antonio Carlos – show na casa do Dr.
Não-Sei-O-Quê de tal, na rua Tal número tanto. 20 horas.

E a gente ia e fazia um show para o qual ninguém dava a menor
bola. Mas nem olhavam. Aquele show era uma coisa chata, que só servia para
atrapalhar a conversa deles. Mas fazer o show era uma ordem do patrão, e o
jeito qual era? Obedecer.

Pois bem.

Uma tarde estava na tabela o meu nome para um show numa casa da Lagoa
Rodrigo de Freitas. A gente lia o nome ali, escalado para esse serviço e
dava um frio que corria pela espinha. Era pedra!

Eu lembro do elenco escalado para aquele show: Jorge Veiga, Dolores Duran,
Aracy Costa, eu e (deixei de propósito para citar no final), o Antonio
Carlos – o pai da Glorinha Pires e maior comediante que eu conheci em toda a
minha vida.

Um locutor apresentava o show. E os cantores seriam acompanhados, como
sempre, pelo regional do Altamiro Carrilho.

Era pra chegar às oito horas, 15 para as 8 eu toquei a campainha,
abriu a porta uma governanta. Loura, já de uma certa idade, muito elegante,
um vestido cinza até os tornozelos, parecendo mais uma governanta de filme
inglês. Chiquérrima.

- Pois não.

- Eu sou artista do show.

- Ah, artista? Ali pela porta de serviço, por favor.

Eu fui lá e ela me ofereceu uma cadeira na copa. Daí a pouco
chegou a Dolores, chegou o Jorge, o Tuneca, o Altamiro com o regional dele.
Nós, os artistas, ficamos todos ali na copa.

A cozinheira serviu pra gente uns bolinhos de bacalhau e cerveja.
Ai veio a hora fatal: a hora do show. Nós fizemos aquela infelicidade que
era habitual, e fomos embora.

Quatorze anos depois, eu estava no Teatro da Lagoa com um show arrebentando
a boca do balão, um record que não tem como ser batido, porque eram oito
sessões por semana – (2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, duas no sábado e duas no domingo),
eu fiz 15 meses, com uma média de público de 23 pessoas acima da lotação, ou
seja: todas as casas superlotadas.

Pois bom.

Numa noite lá o Ricardo Amaral que até hoje não sei se é um amigo irmão ou
um irmão amigo, me disse:

- Olha aqui, Chico Anysio: você não me marque nada para depois do
espetáculo, porque o Fulano de Tal viu o show, adorou, e fez um jantar em
sua homenagem. Olha aqui o endereço.

E botou um papel no meu bolso.

- Ta legal.

- Eu não vou poder ir, porque já tinha um compromisso, ele sabe disso, mas
me falou que ele mesmo vai tomar conta de você.

- OK, Amaral. Eu vou lá.

Depois do show eu peguei o papel, vi o endereço e fui pra lá, para o tal
jantar em minha homenagem.

Quando eu desci do carro e olhei...

Era aquela mesma casa de quatorze anos atrás. A mesma. Olha só.
Quatorze anos depois eu estava ali, de volta.

Eu então o que fiz? Tranqüila e modestamente, fui à porta de serviço e
toquei a campainha.

Abriu a porta a mesma governanta, com a mesma roupa cinzenta...

- Chico Anysio. O que é isso? Aqui é a entrada de serviço. A porta
da frente é ali.

Eu disse:

- Eu sei. É que há quatorze anos atrás eu vim aqui fazer um show a
mando do Sr. Victor Costa, toquei a campainha lá e a senhora mesma me disse
que artista entrava pela porta de serviço. Como eu continuo artista vou
entrar por aqui. Com licença.

Entrei e fiquei na cozinha. Nem à copa eu fui. Fiquei brincando
com a cozinheira, tirando tampa de panela, dando uma provadinha numa coisa e
noutra e as pessoas foram vindo, me chamando pra sala e eu não indo e
mexendo nas panelas e a festa passou para a copa e cozinha.

Minha mãe me dizia que isto foi uma indelicadeza minha, mas será
que foi?

Pra mim foi uma forra, porque eu já estava de saco cheio de ser discriminado
somente por ser artista.

Julguem vocês.




Chico Anysio
em seu blog.

I'm only sleeeping



Séries de pessoas dormindo feitas pelo fotógrafo David Ichioka.

Via Dadanóias.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Outono musical



O Clube da Luta Floripa se inseriu no contexto do Festival de Outono da Lagoa da Conceição em grande estilo. A cada dia serão 2 bandas + DJ Zé Pereira fazendo a festa nas tardes de sábado e domingo no mês de junho. Sempre a partir das 15 h rola o som.

Começa no próximo finds com Coletivo Operante e Missiva no sábado, dia 14, e Maltines e Andrey e a Baba no domingo.

Bora lá. É de graça, é bom e é daqui.

Fez a horta na varanda

Dois juízes federais de Buenos Aires absolveram um homem que havia sido processado por ter uma plantação de maconha na varanda de seu apartamento na capital argentina.

Na decisão divulgada nesta terça-feira (10), os juízes Eduardo Farah e Eduardo Freiler consideraram inconstitucional que o réu (cuja identidade não foi revelada) fosse punido por ter seis vasos com a planta Cannabis sativa para uso pessoal, concordando com o argumento da defesa de que a plantação não atentava contra a "saúde pública".

Farah e Freiler entenderam, segundo a imprensa argentina, que este cultivo não é crime porque o homem não planejava comercializar o produto e atuava no "âmbito de sua privacidade".


Via G1.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Frases


"Estilo é plagiar a si mesmo".

Alfred Hitchcock

Sombras outonais







O frio chegou ontem e fez daqueles dias ótimos para lagartear ao Sol. Depois de uma visita ao Estudio Gothan onde Luiz Meira está selecionando canções pra seu próximo CD, eu e o Caio Cezar paramos para um café na praça XV onde fiz estas fotos.

Truculenta

E a governadora do nosso vizinho Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), está afundando na lama para não dizer outra coisa.

Hoje ela mandou a polícia sentar o cacete na rapaziada dos movimentos sociais e sindicatos que queriam protestar em frente ao Palácio Piratini.

Via Diário Gauche e Carta Maior.

Ieda Beck

Muito mais emoções no FAM ontem. Antes da exibição do chatérrimo longa argentino La Peli, aconteceu uma homenagem à Ieda Beck, uma ativista do cinema catarinense e mãe dos meus queridos Deco, Inara e Fabíola.

Ieda faleceu em março e deixou sua última obra, onde estreou na direção, o documentário Luiz Henrique - No Balanço do Mar, sobre o genial músico catarinense que fez carreira internacional.

Deco me avisou que a família está trabalhando para fazer o lançamento que Ieda queria: um um show no Mercado Público que conte com muitos músicos de Florianópolis, no dia do aniversário de Luiz Henrique e de nosso Estado, 25 de novembro.

O secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knassel estava lá também mas para assinar o lançamento do edital do Prêmio Cinemateca Catarinense deste ano, já que não deve ter conhecido Ieda pois citou o nome dela errado. O montante é de R$ 1,9 milhão para 17 projetos , R4300 mil a mais do que na edição passada onde foi distribuído R$ 1,6 milhão para 13 produções.

Melhor o governo investir em cinema do que em outdoors por toda Santa Catarina não é?

Update:

Não poderia deixar de citar aqui o amigo Fifo Lima que em seu blog fez uma tocante carta-homenagem à Ieda Beck. O Fifo estreou na blogosfera com o Cine Luz, cheio de boa informação e personalidade.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Em algum ponto perto de...



− Estamos fodidos, Ralph − posso ouvi-lo dizer. − Inventaram a ferramenta perfeita para o Novo Idiota. Agora eles podem florescer, numa verdadeira terra de burrice e ganância. Podem infestar o planeta com tudo o que há de babaca e nojento que você puder imaginar, e todos eles vão parecer gente sensata. Agora, qualquer bundão banal, mentiroso, pode virar presidente dos Estados Unidos e ficar numa boa. Tudo quanto é desmiolado cabeça oca vai poder derramar os seus pensamentos podres nesse novo mecanismo, entortá-lo um grau fora do prumo e depois reenviar como uma forma de sabedoria. Você acha que a gente já chegou à Terra dos Mortos-Vivos? Não,Ralph. Estamos só começando!


O ilustrador inglês Ralph Steadman, comparsa de Hunther Thompson por 35 anos em uma puta matéria na revista Piauí em que ele fala sobre o grande Gonzo. Aqui ele conta sobre os anos 80 quando Hunther conheceu o computador pessoal e vislumbrou o que seria a Internet.

Não dá para negar que junto com tantas coisas maravilhosas há uma escumalha nesse mundo virtual. Nada diferente da vida real não é?

Eu sou fã de tudo isso ou Tudo ao mesmo tempo agora

O amigo Dauro sabiamente escreveu sobre como o sábado no FAM foi um dia e tanto. Encontrei-o no começo da noite no Café Matisse junto com uma boa parte da alta cúpula da salinha do C.A .

Eu tinha ido às 14 h assistir o documentário Sistema de Animação, do Ledoux e do Alan Stone e tava fantástico. O filme feito na raça, sem edital algum, foi gestado por 5 anos e o cuidado da dupla rendeu um perfil espiritual de Lourival José Galliani, o "Toicinho" um músico genial de criatividade pura.

Pirei especialmente em duas cenas.

Numa, Toicinho dirige um Opalão com Alegre Corrêa na carona. O carro pifa e rola um momento engraçadíssimo. A fotografia embeleza ainda mais.

Em outra a luz é quase inexistente e da penumbra sai a voz grave do músico/inventor de engenhocas mil falando de uma personagem feminina que ele incorporou num longo jejum de namoradas. Brilhante.

Após a sessão Toicinho encontrou a atriz Júlia Lemmertz e como um fã de novelas disse à ela que ela deveria ter participado de Duas Caras. O sistema de animação nunca pára minha gente.

Verão que meus adjetivos não são exagerados e nem movidos por corporativismo algum. Aqui tem o trailer com cenas exclusivas que não estão no longa.



Depois dessa sessão inspiradora, um café com a rapaziada do Aplicação, o Zé Rafael - guia espiritual dos diretores de Sistema de Animação - Ive, do Cravo da Terra, e o Junão Gentil, que está com um programa na rádio comunitária Campeche 98.3 FM. Botamos o papo em dia. Cinema, música, os amigos distantes ( um deles, distante meeeeesmo, foi personagem de uma sincronicidade e tanto que renderá outro post).

Numa segunda sessão, vi o filme de outro amigão, o Ivaldo, que também dirigiu um documentário, sobre o artista plástico catarinense Luiz Henrique Schawnke. Ivi falou no seu blog que "... lá pra julho o filme de 17 minutos passa na TV Cultura e aviso a todos. Isso se antes não vasar no youtube".



Um cara lá no café Matisse definiu perfeitamente:" o FAM é uma enorme esquina e isso faz falta em Florianópolis". E tenho que bater palmas mesmo para a produção do festival que a cada ano melhora e cresce. O CIC, tristemente abandonado pelo Governo do Estado, está ficando pequeno para o FAM.

Uma boa novidade é que agora a cada noite uma banda se apresenta no hall do prédio. Ontem ouvi uma banda de metais, sopros e percussão de adolescentes e crianças de Videira. Detonaram nos standarts Asa Branca e Tico-Tico no Fubá e foram bastante aplaudidos. Deu gosto ver o sorriso de satisfação deles pela calorosa recepção.

E assim é uma semana de FAM. Intensa.

Perdoem o excesso de informação neste post, mas minha cabeça anda assim. Como disse um camarada, o Ulysses anda muito irado. Obrigado Tomate por me dar razão.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Batidão no choro

Tenho acompanhado o cara, citado aqui recentemente, e na última sexta passou uma matéria no Jornal da Globo mostrando o DJ Sany Pitbull. E olhem só, a pauta é a mistura brazuca que ele está fazendo junto com o grupo Tira Poeira: funk carioca e choro.

O saxofonista do Tira Poeira é o Samuca, ex-Iriê, florianopolitano radicado no Rio.

A versão de "O Morro não Tem Vez" ficou bem legal. Sou totalmente à favor dessas misturas.




E tou baixando um disco que devo comentar aqui breve que pode pirar o cabeção dos roqueiros mais tradicionais, daquele tipo que sempre fala no "bom e velho rock'n'roll" para justificar sua falta de curiosidade e preguiça mental.

sábado, 7 de junho de 2008

Frases


Ramos verdes não podem surgir
De sementes torradas,
Assim como qualidades perfeitas não vão brotar
Em corações sem fé.


Ratnakuta Sutra. Via Samsara.

A quem interessa a proibição?

"Não conheço ninguém da minha geração e classe social que nunca tenha tido experiência com drogas, mas paira na sociedade brasileira uma resistência hipócrita a discutir o assunto. Com freqüência temos que ouvir diatribes moralistas de "especialistas" como padres, que não sabem nada sobre o assunto: ouve-se, por exemplo, que "da maconha o viciado passa para as drogas mais pesadas", o que é o equivalente de se dizer que quem gosta de suco de abacaxi amanhã vai se apaixonar por suco de groselha. Os usuários não passam de uma droga a outra por um misterioso motivo químico ou bioquímico. Os usuários passam de uma droga a outra porque ambas vêm do mesmo traficante, que está em condições de dizer: hoje não tem do preto, leva do branco. Afinal de contas, o "branco" dá mais lucro, vicia mais, cria laços mais fortes com o tráfico que o "preto". Para quem não tem grana para o "branco", dá-lhe crack, essa droga horrorosa que é quase um caminho sem volta".


Idelber Avelar num post sobre a descriminalização das drogas no blog O Biscoito Fino e a Massa.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Clube da Luta Floripa no Sábado



Duas estreantes - uma de Blumenau e outra de Florianópolis - e uma banda que recém voltou de uma tour pela Europa. É o Clube da Luta Floripa que acontece, excepcionalmente num sábado desta vez. Será no dia 7 de junho na Célula e o bicho vai pegar com Projeto Macumba, Mirábilis , Tijuquera e o DJ Zé Pereira fazendo a abertura e costura fina no baile.

O quinteto Projeto Macumba vem à capital pela primeira vez para apresentar sua mistura de rock com ritmos brasileiros, tais como maracatu, baião, coco, ciranda e o samba. A banda existe há três anos e desenvolve projetos que, como o Clube da Luta, visam fomentar a música autoral
em Santa Catarina.

No dia 10 de julho organizam um evento do Clube da Luta em Blumenau, dando seqüência a programação de intercâmbio do Clube nas cidades catarinenses.

Já a Mirábilis ostenta um currículo que inclui dois CDs. O primeiro lançado em 2003, com produção de Luís Paulo Serafim, que já trabalhou com Roberto Carlos, Rita Lee, Lulu Santos, Skank, entre outros. O segundo CD, intitulado 'Mil Palavras' foi lançado em 2007, na capital paulista e tem distribuição da Azul Music

Quem chegar antes das 23 h paga meia. Bora lá.

Discoteca Básica - Jorge Ben - A Tábua de Esmeralda (1974)

Este álbum rivaliza com o África Brasil o título de melhor disco de Jorge Ben. Cheio de clássicos como Os Alquimistas estão Chegando, O Homem da Gravata Florida e O Namorado da Viúva.

Em Tábua de Esmeralda, Jorge manda brasa e castiga o violão e a garganta num clima espontâneo de festa no estúdio, com seu canto chorado e suíngue malandro de samba 4/4. O mestre do samba-rock-afro-soul faz balançar com levadas tortas e letras que misturam ocultismo e textos alquímicos com celebrações. Discaço.

Nego véio



Primeira parte de uma entrevista com o guitarreiro Luis Vagner Dutra Lopes,um dos pais do samba-rock e compositor de inúmeros sucessos gravados por Demetrius, Ronnie Von, Wilson Simonal, Bedeu, Wando, Bebeto, Vanusa, Jorge Ben e inúmeros outros. O cara é uma máquina de compor.

Luís Vagner canta paca e suinga maravilhosamente no violão de nylon bluesy. O entrevistador é o jornalista Toninho Spessoto.

E de brinde:

Otimismo ativo

Grande notícia que li no Biscoito. Aqui o primeiro trecho:


Filosofia e sociologia de volta como matérias obrigatórias no ensino médio

"Se a filosofia e a sociologia não tivessem sido abolidas do currículo médio pela ditadura militar em 1971, a discussão sobre a educação no Brasil hoje com certeza estaria se dando em bases um pouco mais sofisticadas, sem a tediosa repetição de clichês e o previsível ping-pong entre focalismo e universalismo. Por isso, é excelente a notícia da volta da obrigatoriedade das duas disciplinas no ensino médio. Trata-se, finalmente, da restauração de parte do que foi destruído pela reforma educacional da ditadura, que começa com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Superior, a 5.540/68 – marco na tecnificação da universidade brasileira – e se confirma com a 5.692/71, que joga para escanteio a filosofia e a sociologia e instala as famigeradas Educação Moral e Cívica e OSPB. Não custa lembrar que em 2001 o Congresso Nacional já havia aprovado a restauração das duas disciplinas, mas Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo, vetou.

Depois de uma busca bem exaustiva, não consegui achar um único profissional ligado à educação que fosse contrário à medida. Talvez algum contra-exemplo exista, mas é notável a quase unanimidade do apoio à lei entre quem trabalha com o ensino. Como sempre acontece quando qualquer reforma de ensino é proposta, um argumento se repete: o ensino médio brasileiro é muito ruim e acrescentar duas disciplinas não adianta. É uma variação do pseudo-raciocínio que preconiza que não adianta mudar nada até que se mude tudo: pensamento típico de uma geração que não estudou filosofia e que, portanto, não adquiriu instrumentos para formular a relação entre a parte e o todo, entre a singularidade e a totalidade. Ficamos engessados na paralisia ante o ruim de tudo. Qualquer ação localizada é imediatamente bombardeada com o pseudo-argumento de que o todo continuará o mesmo... "


Leia mais.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

"The Souuuuuuuuuuuuuuuuuuuul Train"




I Love Music dos O'Jays embala os participantes do Soul Train, programa de TV norte americano que foi ao ar de 1970 até 2006 e continua sendo reprisado.

All aboard!

Vinil


"Eu vou falar uma coisa muito temerária, mas acho que as pessoas vão se fartar de ouvir mp3. Na verdade não se ouve mp3, eu vejo a maioria das pessoas ouvindo I-pod nos aviões, andado pela rua, falando com outras pessoas sem tirar o fone do ouvido. Isso não é ouvir música, isso é um fundo musical. Não tem o ato ritualístico de ouvir música. É como a válvula. Em 89, em Los Angeles, quando eu tava lá, eu queria um amplificador à válvula e tinham que pegar a válvula no estoque, porque não se fabricava mais. Hoje é impossível conceber um amplificador que não seja à válvula. Eu acho que vai voltar o vinil, porque os audiófilos não tão a fim de mp3. A virada vai ser a coisa inversa, o álbum vai virar um artigo de luxo, vai ser muito caro e neguinho vai comprar. As pessoas vão verificar que a única maneira de combater a pirataria é transformar o disco em vinil, que não é possível piratear".


Lobão em entrevista na Outracoisa.

Via Rock em Geral.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Frases


"Não sou político, sou simplesmente um artista. Mas a questão é definir a arte como um passatempo fora do contexto da vida diária dos homens, ou como um meio para preservar o significado original da existência humana. A política não é tarefa dos artistas, mas, na minha opinião, temos a obrigação de tomar uma clara posição, qualquer que seja o sacrifício que isso acarrete, se a dignidade do homem estiver em jogo."


Pablo Casals (1876-1973), regente e violoncelista catalão que lutou na Guerra Civil Espanhola do lado certo.

Via Diário Gauche.

Valei-me São Jorge




Vanni Cuoghi via Otomano.

Petardo



Wild Animals , novo álbum do The Pinker Tones um duo de Barcelona do qual já falei aqui antes.

Neste novo álbum os Pinker Tones privilegiaram o inglês mas a mistura no som ainda equilibra muito bem o eletro, a bossa nova, a música espanhola, o funk, o rock e muitos outros ritmos chacoalhantes.

Para os ufanistas tem até uma cuíca malandra na faixa Biorganised.

Volta e meia eles pousam em Buenos Aires para tocar. Bem que alguma dessas casas que anunciam sempre o "melhor DJ da última semana" pelas revistas tal, podiam abrir os olhos e ouvidos e trazer os caras para Santa Catarina. É biscoito fino recheado de puro groove.

Clipe de Happy Everywhere

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Tou lá

Rapeize ligada nas artes audiovisuais e que gosta de bom cinema, fiquem atentos que do dia 6 ao dia 13 de junho acontece em Floripa o FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul, festival que traz, gratuitamente, uma semana recheada de ótima programação cinéfila.

Para maiores informações dêem uma olhada no blog e no site.

Recebi do amigo Marcos Stroisch o trailer de seu curta Desilusão que será exibido no festival na terça, 10 de junho, às 19:30 h. Coisa boa ver/ouvir nosso sotaque na telona.

Olha só quem é que tá no filme. O Gringo Starr, controverso ex-agitador do róque florianopolitano que agora empresta seu talento à sétima arte.

Glub glub





Imagens surreais sob a água cristalina de Silver Springs na Flórida pelo fotógrafo Bruce Mozert em 1938. Via Smithsonian Mag.

Love is All We Need


Só o amor constrói! E eu não acredito nesse lance de rixa o que existe é uma cambada de babaca pelo mundo que quer de alguma forma se afirmar em cima do vizinho. E a mídia ainda instiga isso!


Gustavo Benjão, guitarrista da banda Do Amor em entrevista para o Urbanaque.