domingo, 15 de julho de 2007

A pergunta é uma só...


O Clube da Luta é um evento que reúne bandas com som autoral e que acontece quinzenalmente em Florianópolis, por enquanto no Café Fios & Formas na Avenida Beiramar Norte, embaixo da ponte Hercílio Luz. A cada edição apresentam-se 3 bandas em shows de no máximo 40 minutos, sendo que uma banda é estreante. E a porrada come solta. O público vai pra participar e todos saem de lá ganhando.

Criado por músicos que atuam, em sua maioria, a pelo menos 10 anos tocando suas próprias composições, o Clube é uma festa. De música, de cor, de variedade, de talento, de paixão, de criatividade e celebração. Uns dizem que é uma panela mas pode chegar que é só colocar um pouquinho mais de água no feijão que tem pra todo mundo. Só não vale dedo no olho, chute no saco e soco no peito das meninas.

A iniciativa está tendo sucesso e se espalha. Já houve uma edição em Curitiba e outras cidades do Brasil estão nos planos para breve.

Algo acontece no reino de Desterro, como pode-se perceber e o Clube tem muito a ver com isso para o despeito de quem só sabe reclamar.

O jornalista Alexandre Gonçalves, ex-editor do portal Empreendedor - ponto de referência sobre empreendendorismo na Internet - e blogueiro desde 2004 no Coluna Extra, publicou em maio deste ano um post sobre o Clube com alguns pontos bem interessantes. Ele sabe do que fala. Em seu excelente blog há muita música e informação de qualidade. Segue um aperitivo com destaques e um comentário meu.


"Florianópolis vive um período de intensa movimentação na área musical desde que algumas bandas da cidade resolveram brigar - juntas - por mais espaço para a produção local. Batizada de Clube da Luta, essa ação cooperada tem como uma de suas preocupações principais valorizar o trabalho autoral das bandas. Ou seja, nos shows promovidos pelo Clube da Luta mensalmente ( na época que ele escreveu o post o Clube ainda não era quinzenal)não é permitido cover, só música própria.

Nesse embalo, o que considero mais interessante na iniciativa é que não se trata de um movimento estético (como já houve no passado e acabou morrendo na casca por falta de consistência). Na minha percepção, o Clube da Luta, que está próximo de completar um ano, é um movimento em prol da criação e do estabelecimento de uma cena, de um mercado. Isso fica evidente na maneira profissional com que as bandas que participam do Clube produzem suas músicas, discos e clipes".

Para os maus entendedores, os detratores e os discípulos de Reinaldo Azevedo, esclareço que com "movimento", Alexandre quer dizer, agitação, impulso, e não que ele - ou o Clube - considere este evento representativo de uma totalidade. Pra ser mais claro: o Clube não é a cena! Estamos aí pra fomentar e alimentar. Que outras iniciativas em prol da ampliação de público e da abertura de mais espaços para a Música feita aqui sejam criadas, ampliadas e continuadas. Não por que ela é daqui mas por que é boa.
Aos poucos vamos ver nascer a condição para que surja um festival abrangente que mostre o que há de melhor na música feita em Santa Catarina. E também toma corpo a iniciativa da criação de um sindicato que reunirá todos os profissionais da cadeia produtiva da música. E isso é só o começo.

3 comentários:

Leo Laps disse...

aqui em blumenau, ulisses, uns guris sob o codinome Barba Ruiva estão fazendo semelhante feito. Deveriam entrar em contato com o Alexandre pra trazer o clube pra cá. vou tentar lembrar disso no próximo encontro. ontem teve replicantes aqui.

Ulysses Dutra disse...

Massa Léo!
Faz a ponte aí que o lance é unir todas as boas iniciativas no Estado.

Um abração

juliana disse...

Qual é o próximo dia desse evento?